* O livro é fantasia, bastante cenas de sexo, bruxas, sexo, romance, ...
Eu já falei que o livro tem muito sexo?
É a história de uma escritora que sem ideias para um novo livro começa a estudar uma lenda de um gárgula escondido dentro da catedr...
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Cheguei em casa apreensiva e encontrei meu marido ainda na cama, pois havia trabalhado a noite toda.
Jean acordou com o barulho que fiz ao entrar no quarto.
— Desculpa... — Falei, sentindo um alívio imenso ao ver que ele estava bem.
Sentei-me na beira da cama e selou seus lábios com um beijo, mas ele queria mais. Puxou-me para si e me beijou com volúpia. Meu estômago roncou alto e, rindo, ofereci-lhe café.
...
Durante o café...
— Como estava Paris sem mim? — Perguntei, tentando parecer casual.
— Sobreviveu. — Respondeu ele, dando uma grande mordida no pão.
— Então nada de diferente aconteceu? — Insisti, enquanto mordia um croissant.
— Ontem, durante a ronda, encontrei um sujeito sendo espancado numa rua escura. Dei três chances para que o agressor se entregasse, mas ele não obedeceu, então atirei. Ouvi um barulho estranho, como se tivesse acertado pedra ou metal... O cara que estava apanhando foi preso por roubo; a ficha dele era maior que essa baguete. — Jean disse, mostrando o pão na mesa.
— E o meliante que estava batendo? — Perguntei, com o coração apertado.
— Nem sinal. Nenhum rastro, nenhuma gota de sangue.
— Cof, cof, cof! — Engasguei de repente, só de imaginar alguém que não sangra, mesmo se levar um tiro.
Assim que Jean saiu para o trabalho, fui direto para Notre Dame. A lua já brilhava no céu. Precisava encontrar o arcebispo, pedir a chave emprestada e explicar tudo a Durand.
Andei por todo o átrio, mas não o encontrei. Perguntei a todos os padres, mas ninguém sabia dizer onde ele estava.
Fui até o sótão e bati, mas ninguém atendeu. Então, subi a torre.
...
— É muito estranho... como se não bastasse Emma ser idêntica a Maya, agora surge um homem que é a cara do Duque de Leroy. Ou Deus está sem criatividade, ou tem um senso de humor muito peculiar. — Pierre dizia ao arcebispo quando finalmente cheguei ao topo, ofegante.
— Tenho que concordar... pois o sujeito com a cara do Duque é o meu marido. — Falei, apoiando-me na parede, exausta.
— Pelo visto têm muito o que conversar. Vou deixá-los a sós. — Disse o arcebispo.
Ainda sem fôlego, pedi sua bênção enquanto ele passava por mim.
— O que está dizendo? — Perguntou Pierre, do alto do telhado da catedral.
— Passei o fim de semana inteiro no Castelo de Leroy e entendi tudo. Não sei como é possível, mas Jean é a cara do Duque, da mesma forma que eu sou idêntica a Maya. Fiquei até assustada com tanta semelhança. Sei que Lohan te fez muito mal, que te transformou nisso... mas te peço, não faça mal a Jean. Nós não somos eles e não temos culpa de sermos assim. Vi o quadro, dormi no quarto do Duque, estive na cozinha e no jardim...
Eu ainda falava quando Pierre me interrompeu:
— No mês anterior à pintura daquele quadro, fomos à capital para o Duque tratar de negócios. Passando por uma boutique famosa, ele viu o vestido. A estilista disse que já tinha dona e que seria entregue em uma semana, mas o Duque pagou três vezes o valor para levá-lo na hora para Maya. Ela ficou deslumbrante, e ele ordenou que usasse a peça justamente no dia em que o quadro seria pintado.
“Quando ela apareceu no topo da escada, naquele vestido, tirou o fôlego de todos os homens ali, do mais simples servo ao próprio marido. Na primeira hora, estava animada, mas ficar horas parada não era algo que a divertisse. Assim que o pintor dispensou-a, enquanto o Duque bebia vinho com o artista, Maya escapou até o meu quarto e eu dei um jeito de ir também, sem que Lohan percebesse.
“Quando entrei, ela pulou no meu pescoço e disse: ‘Rápido, ele vai perceber minha falta’. Então, virei-a de frente para a parede, levantei sua saia e a possuí exatamente como ela gostava: rápido e com força.
Enquanto contava, Pierre bateu as asas e pousou suavemente na minha frente, olhando-me profundamente nos olhos.
Desci as escadas correndo, sentindo uma reação intensa no corpo, com o coração batendo descompassado.
O arcebispo me viu passar apressada pela nave e perguntou se havia algo de errado, mas eu apenas balancei a cabeça dizendo que não e continuei andando.
Chegando em casa, corri para pegar o diário de Maya. Encontrei a cena descrita com riqueza de detalhes — tanta que precisei parar, tomar um fôlego e um café para não “fazer justiça com as próprias mãos” de tanta excitação.
Mas havia uma continuação naquela página que Durand, com certeza, não conhecia:
Maya relatava que, depois de ter estado com Pierre, voltou para seus aposentos. Pouco depois, o Duque entrou bêbado no quarto. Disse que ela estava linda naquele vestido e que iria tirá-lo... mas com a boca. Ele abaixou a parte de cima do tecido e beijou seus seios com ardor. Então, ela pediu algo que, segundo escreveu, ele nunca havia feito antes: pediu que ele a beijasse ali embaixo. E ele o fez.
E a frase que encerrava aquele dia no diário era:
“E foi assim que o Duque de Leroy tomou o leite de um serviçal.”
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