* O livro é fantasia, bastante cenas de sexo, bruxas, sexo, romance, ...
Eu já falei que o livro tem muito sexo?
É a história de uma escritora que sem ideias para um novo livro começa a estudar uma lenda de um gárgula escondido dentro da catedr...
— Perdão, meu amor… mas acho que você estava tão errada quanto ele. Tudo bem, ele avançou o sinal vermelho e estava bêbado — mas você também tinha bebido oito garrafinhas de cerveja. O certo seria chamar um táxi. O mínimo que eu esperava era que estivesse na calçada ou em uma ciclovia. Você mesma disse que não havia ninguém nas ruas. — Outra coisa: você deveria ter chamado a polícia. Esse sujeito poderia ter matado alguém… aliás, poderia ter matado você. E você sabe que ele não vai pagar seu patinete, não é? — disse Jean, tomando café da manhã ainda de farda, recém-chegado do trabalho. — Eu sei, eu sei… — passei a mão no rosto. — Eu só não entendo como fui parar na calçada. Você precisava ver como ficou o meu patinete… — Pode ter sido adrenalina. Às vezes a gente faz coisas que nem imagina. Um salto, um impulso… — ele deu de ombros. — Você deveria ficar em casa hoje. — Não. Acho melhor não. Encontrei na internet uma planta antiga da catedral e, como eu imaginava, existe um grande porão. Aposto um dedo que a estátua está lá. — suspirei. — Vou de carro hoje. Não é tão rápido quanto o patinete… mas pelo menos evito outro susto. Fiquei presa em um engarrafamento infernal e cheguei atrasada ao curso. — Trabalhamos, então, com pó de mármore e resina de alta resistência e catalisação rápida… — explicava Eugène, enquanto passava imagens no telão. — Devido ao peso extremo da escultura, foi necessário criar uma base especial em MDF, com rodízios de silicone para permitir o deslocamento da peça… Entrei discretamente. — Muito obrigado, senhora Emma Müller, por se juntar a nós. — disse ele, sem sequer me olhar. — Sente-se e acompanhe. Ignorei os olhares e me sentei. Tentei prestar atenção, mas minha mente estava no porão. Quando a aula terminou, saí rapidamente. Segui o mapa até o ponto onde deveria estar o acesso ao porão. E, como já era de se esperar… Louise estava lá. — Deu para me perseguir agora, senhora Leroy? — disse ela, com um meio sorriso. Cruzei os braços. — Deixa eu adivinhar… você não tem a chave do porão. Ela ergueu o queixo, levemente irritada. — Tenho uma proposta para você. — respondeu. — Seja lá o que estiver no porão… podemos encontrar juntas. Vamos tomar um café. Explico melhor no caminho. Minutos depois, estávamos sentadas. Ela com uma garrafa pequena de cerveja. Eu com café. — Então… — começou Louise — você está procurando algo ligado à lenda do gárgula da família Leroy. E eu quero saber que relíquia é essa que precisa ser tão bem guardada a ponto de não poder ser exposta como as outras. — Vamos fazer assim: o que você descobrir, me conta. E o que eu descobrir… te conto. Observei o rosto dela com atenção. Confiança não era exatamente a palavra que me vinha à mente. Meia hora depois… — E você acreditou nela? — perguntou Jean, colocando a cabeça para fora do box, o cabelo cheio de shampoo. — É claro que não. — respondi, sentada na tampa do vaso. — Mas disse que aceito a proposta. Ele me encarou, esperando o resto. Sorri de lado. — Só para ver até onde isso vai dar.
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