* O livro é fantasia, bastante cenas de sexo, bruxas, sexo, romance, ...
Eu já falei que o livro tem muito sexo?
É a história de uma escritora que sem ideias para um novo livro começa a estudar uma lenda de um gárgula escondido dentro da catedr...
- Piranha... uma vagabunda. Essa Maya é muito filha da puta - Jean falou, revoltado, arrancando as luvas e jogando-as sobre a cama. - Ela enlouqueceu o Lohan. Foi isso que ela fez. Respirei fundo antes de responder. - Espera... tem uma coisa que você não prestou atenção. Ela estava passando mal... enjoo, vômito, muito sono... Jean me cortou imediatamente: - Emma, eu te proíbo de terminar essa frase. Não ouse. Naquela noite, os pesadelos vieram um atrás do outro. E o pior: eu estava sozinha no apartamento. Jean já tinha ido para o trabalho. Acordei assustada mais uma vez, o coração disparado. - Maldito serviço à noite... - murmurei, passando a mão no rosto. Voltei a deitar, tentando dormir de novo... mas bastava fechar os olhos para aquela imagem voltar. O gárgula. Sempre o gárgula. ... 5 de fevereiro de 1330 Meu marido passou uma semana fora, viajando sem motivo aparente. Antes de partir, deixou um aviso claro: se eu tentasse fugir, as terras que hoje pertencem à minha família voltariam para ele... e meus pais seriam expulsos. Eu não tinha escolha. Subornei um dos guardas com um anel... e descobri a verdade. Lohan agora visitava cortesãs. Era por isso que não me procurava mais. Por minha família... eu precisava encontrar uma forma de me reaproximar dele. 10 de fevereiro de 1330 Mais um dia... e nenhuma palavra do duque. Ele passou o dia caçando. Quando voltou, tomou banho, comeu, bebeu... como se nada tivesse acontecido. Foi então que decidi agir. Vesti apenas uma capa longa de linho vermelho. Nada por baixo. Sabia o risco que estava correndo. Se ele não gostasse... as consequências poderiam ser graves. Saí do quarto já sabendo onde encontrá-lo: sentado diante da grande mesa de mármore, com o vinho como única companhia. Abri a porta. Fiz uma reverência. Esperei. Ele não queria que ninguém soubesse da traição. Para todos, Pierre havia cometido traição política. E eu... eu fingia que nada tinha acontecido. Guardava tudo dentro de mim. Quando ele me autorizou a entrar, aproximei-me lentamente. Respirei fundo. - O senhor meu marido não tem me procurado... Abri a capa. Fiquei exposta diante dele. Lohan não reagiu de imediato. Então tomei a taça de vinho de sua mão... e deixei o líquido escorrer pelo meu corpo. - Venha - sussurrei - provar. O que veio depois não foi carinho. Foi posse. Foi raiva. Foi domínio. Ele me segurou com força, como se quisesse apagar tudo aquilo que eu havia feito... como se quisesse me marcar. Suas palavras eram duras. Seu toque, ainda mais. - Quem é seu dono? - ele repetia. - O senhor... meu marido... - respondi, quase sem voz. Mas ele não aceitava respostas baixas. Queria ouvir. Queria sentir. Queria controle. E, de forma que eu mesma não entendia... aquilo me afetava. Mais do que deveria. Quando tudo terminou, fiquei ali, tentando entender o que sentia. Vergonha? Desejo? Culpa? Talvez tudo ao mesmo tempo. Talvez, se ele tivesse sido assim antes... eu não teria olhado para Pierre. Ou talvez isso seja apenas mais uma mentira que conto a mim mesma. Fechei o diário devagar. Meu corpo ainda reagia à leitura, de um jeito que me deixou desconfortável comigo mesma. Levantei e fui fazer café, tentando afastar aqueles pensamentos. Durante o café da manhã, Jean quebrou o silêncio: - Descobriu algo sobre o gárgula ter ido parar em Notre-Dame? Balancei a cabeça. - Não... o que li foi outra coisa. Ele arqueou a sobrancelha. - Que tipo de coisa? Evitei olhar diretamente para ele. - Uma parte... bem intensa da relação entre a Maya e o duque. Jean soltou um leve riso, meio sem jeito. Mas logo ficou sério de novo. Depois do banho, sentei na cama com meus livros. Ele se aproximou. Hesitou. - Amor... posso te perguntar uma coisa? Olhei para ele. - Claro. Ele desviou o olhar por um segundo antes de falar: - Você... gosta dessas coisas? Franzi a testa. - Que coisas? Ele coçou a nuca, claramente sem graça. - Tipo... falar durante... ou... coisas assim. Fiquei em silêncio por um instante. Depois respondi, sincera: - A verdade é que... eu não sei. Fechei o livro. - Você foi o primeiro e o único. Olhei para ele com um meio sorriso, mas por dentro... minha cabeça ainda estava no diário. E, pior... no gárgula.
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