Abri os meus olhos e todo o meu corpo doía, era como se eu tivesse sido atropelada e deixada ali.
Queria mexer-me, mas era como se uma parte de mim não me deixasse fazê-lo.
Memórias do que tinha acontecido fizeram-se presentes na minha cabeça e eu senti um aperto no meu peito só de lembrar.
-Leonor...-abri os meus olhos.
-Constança...-ouvi a voz de Davi e senti as minhas lágrimas rolarem pelo meu rosto-anda aqui-ele ajudou-me a sentar e abraçou-me como se aquele abraço dependesse da sua vida.
Pousei a cabeça no seu ombro e funguei.
Eu só queria chorar naquele momento.
Acho que era o meu emocional que estava alterado por tudo o que acontecera.
-Como te sentes meu amor?-Davi sussurrou acariciando os meus cabelos.
-Estou tão cansada-falei realmente cansada-mas com muita fome.
-Ontem desmaiaste e estás a dormir desde então-Davi olhou nos meus olhos-eu vou mandar fazer alguma coisa para comeres, sim?
Eu apenas assenti com a cabeça.
Davi saiu do quarto ao mesmo tempo que o meu filho entrava.
Sorri assim que o vi quase correr na minha direção e me abraçar.
-Mãe...-ele apertou-me no seu abraço fazendo-me sorrir entre lágrimas-como estás?
-Estou bem-assenti sorrindo-e tu como estás? Estás bem? Estás magoado?
-Eu estou ótimo-ele sorriu pegando na minha mão.
Olhei para o meu filho e analisei o seu rosto um pouco cansado, mas notava que algo tinha mudado um pouco. Sentia que ele estava feliz, mas preocupado ao mesmo tempo e aquela preocupação não era toda por minha causa. Era ela. Leonor.
Será que ela estava bem?
Será que ela se magoou?
Será que Anthony tocou nela?
Eu queria tanto saber como ela estava, mas ainda estava tão magoada com ela e depois dos últimos acontecimentos ainda me era difícil estabelecer algum tipo de relação com ela.
Mas mesmo assim eu preocupo-me com ela, eu importo-me com ela, eu gosto dela.
Baixei a cabeça e olhei para a mão do meu filho segurar a minha mão.
-Ela está bem-levantei a cabeça quando ouvi Gustavo-um pouco mais calada do que o normal, mas bem-sorrimos.
-Eu não me lembro de muita coisa do que aconteceu naquele dia-neguei.
-Ela tratou de te salvar-Gustavo sorriu orgulhoso.
-A sério?-olhei para ele sorrindo.
-Ela estava realmente preocupada contigo-Gustavo pensou em algo-ela gosta de ti mãe.
-Duvido-suspirei desviando o meu olhar para as nossas mãos-ela ainda nos culpa pela morte da mãe e eu não a vou censurar-encolhi os ombros-mas também não a posso obrigar a gostar de nós...de mim.
-Ela é uma chata e uma criança, mas lá no fundo acho que ela até gosta um pouquinho de nós-rimos com as palavras do meu filho.
-Uma chata e criança que acredito que já a tenhas beijado algum dia-levantei uma sobrancelha desconfiada.
-Nunca-ele fingiu uma cara feia.
-Sei...-rimos-fico muito feliz que tenhas encontrado finalmente a tua companheira filho-acariciei o seu rosto.
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Our Love
FantasyDois jovens completamente diferentes, mas com uma única coisa em comum: a dor e o sofrimento de terem perdido pessoas importantes das suas vidas. Leonor era uma menina de apenas 17 anos que lutava contra a dor da morte da sua mãe durante seis longos...
