Assim que aqueles dois homens saíram pela porta eu e Constança olhamos uma para a outra e nada dissemos.
Queria tanto voltar a falar com ela, mas ainda sinto que não estou preparada para fingir que nada aconteceu.
Eu virei costas para ir para o meu quarto, mas quando cheguei ao corredor olhei para trás para ver se algum dos funcionários estavam ali e como não se encontrava ninguém, eu virei no corredor à direita e entrei outra vez naquela mesma porta da noite anterior.
Eu tinha passado ali a noite, pois adormeci e não queria nunca mais sair dali.
Continuei a vasculhar tudo naquela sala e a cada coisa que encontrava ou lia, eu ficava mais fascinada, mas eu ainda tinha uma dúvida:Porque será que Constança mantinha uma sala com armas de prata dentro da própria casa visto que ela e a sua família são lobos e não resistem à prata?
-Vai-se lá entender...-falei comigo mesma ao me aproximar outra vez daquele maravilhoso arco branco com detalhes dourados.
Estiquei a minha mão para pegar nele e assim que o consegui alcançar sorri satisfeita. Peguei numa flecha de prata e posicionei o arco e flecha na direção de um ponto na parede contrária.
Estava com uma enorme vontade de usar aquilo como deve ser, mas seria muita ousadia da minha parte, por isso voltei a colocar aquilo no sítio para não estragar nada.
Olhei para toda a sala e sorri.
-À noite eu volto...-saí dali fechando a porta e fui para o meu quarto.
Vesti uma roupa e calcei uns sapatos.
Estava a arranjar o meu cabelo quando comecei a ouvir vozes vindas do andar debaixo.
Será que o meu pai e Gustavo já tinham voltado?
Sorri.
Saí do quarto e desci as escadas apressada quando vi umas pessoas estranhas na sala de estar com Constança.
-Ah então é esta a humana que tu proteges Constança?-a mulher mais velha falou olhando para mim.
Constança olhou para trás olhando-me nos olhos. Ela assentiu na minha direção e eu soube que podia me aproximar delas.
Eu muito lentamente me aproximei dela e fiquei ao seu lado de frente para aquelas duas mulheres. A mulher mais velha, a que falou, parecia ter mais ou menos a idade de Constança e a outra menina parecia ter mais ou menos a minha idade, talvez fosse um pouco mais velha que eu.
-Como vocês descobriram?-Constança olhou séria para as duas.
-Não se fala outra coisa na alcateia-a mais velha voltou a falar.
-O que estás aqui a fazer?-a mais nova perguntou-me.
-Não entendi-olhei para ela confusa.
-O Gustavo é meu-ela avançou na minha direção.
-Tu és louca miúda?-levantei uma sobrancelha-do que estás praí a falar?
-Eu já estou comprometida com o Gustavo-ela riu sinica-agora podes voltar por onde vieste e desaparece.
-Ela bebeu ou comeu alguma coisa estragada?-olhei para Constança que segurou o riso, talvez pela minha ousadia.
-Leonor, esta é a Lila e a sua filha Magda-Constança começou a falar-há uns tempos atrás ficou decidido entre as nossas famílias de que se o meu filho Gustavo não encontrasse a sua companheira que Magda se tornaria sua e...
-Exatamente isso que ouviste sua aproveitadora-Magda falou.
Revirei os olhos.
-Mas isso já não é válido desde que o Alex morreu-Constança olhou nos olhos de Lila-como não houve nenhum contrato nem nenhuma assinatura, então nada feito-Constança bufou.
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Our Love
FantasyDois jovens completamente diferentes, mas com uma única coisa em comum: a dor e o sofrimento de terem perdido pessoas importantes das suas vidas. Leonor era uma menina de apenas 17 anos que lutava contra a dor da morte da sua mãe durante seis longos...
