18-Constança Paganni

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-O que era assim tão urgente que precisamos de voltar para casa filho?-olhei para o meu filho curiosa.

-O Luís Simões voltou-ele falou.

Congelei na hora que ouvi o seu nome.

Senti todo o meu corpo se arrepiar.

-Isso deve ser um erro-falei nervosa-isso é impossível-levantei-me e virei costas.

Controlei a minha respiração quando senti todo o meu corpo aquecer e os meus olhos ficarem amarelos.

-Ele soube que o pai morreu e quer o lugar do Alpha, por isso achou melhor reunir todos os lobos exilados e lutarem contra nós-Gustavo falou.

Continuei de costas e senti as minhas lágrimas descerem pelo meu rosto.

Aquilo não passava de um pesadelo ao qual eu ainda não acordara, é isso.

-Quem é esse Luís Simões?-Davi perguntou curioso e preocupado-Constança?-senti as suas mãos nos meus ombros.

Senti as suas mãos virarem-me de frente para ele e ele limpou algumas das minhas lágrimas. Ele olhou nos meus olhos visivelmente preocupado e segurou no meu rosto.

-Quem é esse homem Constança?-ele perguntou.

-Ele...ele...-respirei fundo-quando completei 16 anos encontrei o meu companheiro, o Alex, e no dia que Alex iria se tornar o Alpha da alcateia, Luís Simões que trabalhava para o meu marido, virou-se contra ele começando uma briga feia-falei chorando mais-Alex quase perdeu a luta, mas conseguiu vencer Luís e...

-E onde te encaixas nessa história?-engoli em seco com a sua pergunta.

-Luís queria se tornar Alpha para me conseguir ter como troféu dele também-funguei-ele queria se tornar Alpha e me levar junto com ele para fazer comigo o que bem entendesse e...-comecei a soluçar.

-Anda aqui...-Davi puxou-me para os seus braços onde chorei muito-diz-me que Alex não deixou isso acontecer, ele não te tocou, pois não?

-O Alex não deixou-sorri ao me lembrar-e Luís não me tocou-mais lágrimas.

-Está tudo bem-ele acariciou os meus cabelos-não vou deixar que ele te leve de mim agora.

-Davi...-olhei nos seus olhos.

-Mãe...?-o meu filho aproximou-se e eu saí dos braços de Davi e abracei o meu filho-eu prometi ao pai que te protegia e é isso que eu vou fazer.

-Obrigada-funguei e limpei algumas lágrimas do meu rosto.

Olhei para o meu filho que ficara um pouco pensativo e depois olhara para Leonor muito sério. Já Leonor estava sentada no sofá com algumas dores.

Eu conseguia perceber que ela estava com dores só de olhar para a sua cara de sofrimento.

Voltei a olhar para o meu filho que já se encontrava com os seus olhos amarelos na direção de Leonor.

-Gustavo?-peguei na sua cara e ele olhou para mim-diz-me uma coisa...-olhei nos seus olhos ainda amarelos-tu já encontraste a tua companheira?

Ele olhou para Leonor e depois para mim.

-Não-ele suspirou.

Olhei para Leonor que se levantou do sofá com alguma dificuldade e olhou para nós.

-Eu preciso de descansar-ela falou dolorida.

-Eu vou contigo-respondi.

Aproximei-me de Leonor e peguei no seu braço, mas ela logo se contorceu e vomitou no chão.

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