Já fazia pouco mais de uma hora que Leonor e Gustavo tinham desaparecido e eu estava feliz e nervosa ao mesmo tempo.
-Está tudo bem meu amor?-olhei para Davi que acabara de se aproximar de mim.
-Sim-sorri beijando os seus lábios-só um pouco cansada-encolhi os ombros.
-Mentes tão mal Constança-rimos-o que te está a preocupar?
-Os miúdos-olhei nos seus olhos-já percebeste que eles não estão aqui connosco a algum tempo?
-Talvez tenham ido até lá fora-ele encolheu os ombros.
Sorri com a sua inocência.
-A Leonor é a companheira do Gustavo-falei apanhando Davi de surpresa.
-Como?-ele olhou para mim de olhos arregalados-a minha filha é companheira do teu filho?-ele passou as mãos pelos seus cabelos-isso é possível?
-Sim-assenti concordando-eles já sabem a algum tempo, mas nunca oficializaram nada-encolhi os ombros.
-E quando falas em oficializar, o que queres dizer com isso?-ele olhou para mim temeroso.
-Quero dizer que eles têm de fazer o mesmo que nós fizemos há umas semanas atrás-aproximei-me dele e beijei os seus lábios-amor...
-A minha filha?-eu vi o pânico na sua cara-ela não faz essas coisas...a Leonor? Não. Ela não faria isso nunca. Ela é só uma criança ainda.
-A Leonor não é só uma criança Davi-peguei na sua mão e sorri-ela acabou de completar hoje precisamente 18 anos-vi o choque estampado no seu rosto-eu sei que é difícil aceitarmos que os nossos filhos crescem muito rápido e um dia partirão fazendo o seu próprio caminho com as suas próprias pernas, mas é para isso que nós existimos, guiá-los até já não sermos precisos.
-Acho que estou a ficar velho-ele passou as mãos pelos cabelos fazendo-me rir.
-É a lei da vida meu amor-acariciei o seu rosto-assim como nós.
Ele beijou a minha testa e sorriu.
-Achas que é isso que eles estão a fazer agora?-ele olhou para mim preocupado.
-Eu não sei-encolhi os ombros.
Virei costas para colocar o copo que eu segurava em cima da mesa, mas antes que eu conseguisse fazer isso senti uma pontada no meu coração e é como se algo saísse de dentro de mim, do meu peito fazendo-me deixar cair o copo partindo-o.
-Constança?-Davi segurou nos meus braços-anda senta-te aqui-ele ajudou-me a sentar no sofá-o que se passa meu amor? Ficaste pálida de repente.
A nossa família aproximou-se para ver como eu estava, mas eu só sentia as minhas lágrimas rolarem pelo meu rosto ao mesmo tempo que um sorriso aparecia no meu rosto.
-Mana?-Caetana ajoelhou-se à minha beira-o que se passa?
Eu olhei para todos ali à minha volta e sorri entre lágrimas.
-Eu...eu...-respirei fundo-eu acho que já não sou mais a vossa Luna-falei tudo seguido.
-O quê?-todos olharam para mim incrédulos e confusos.
-Como assim não és mais a nossa Luna?-foi a vez da minha mãe perguntar.
Olhei para Davi assim que senti a sua mão pegar na minha. Olhei nos seus olhos e sorri.
-Eles fizeram-no-falei e Davi logo percebeu o que eu queria dizer com aquilo.
-Agora?-ele ficou nervoso.
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Our Love
FantasyDois jovens completamente diferentes, mas com uma única coisa em comum: a dor e o sofrimento de terem perdido pessoas importantes das suas vidas. Leonor era uma menina de apenas 17 anos que lutava contra a dor da morte da sua mãe durante seis longos...
