Não enche

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Caetano acordou com a luz suave do amanhecer invadindo o quarto, mas preferiu ficar deitado, aconchegado no calor do abraço de Chico, que o envolvia por trás. Minutos depois, Chico despertou, um sorriso travesso nos lábios ao sentir o perfume de Caetano e o corpo dele colado ao seu. A proximidade o deixava elétrico. Ele acariciou o braço de Caetano com delicadeza, antes de se inclinar para depositar um beijo lento e quente em seu pescoço.

"Bom dia, meu amor..." – sussurrou Caetano, sorrindo, completamente derretido pelo toque de Chico.

"Bom dia, lindo," – respondeu Chico, com um sorriso largo, virando o rosto de Caetano com cuidado para roubar um beijo ardente, cheio de desejo.

Caetano sorriu contra os lábios de Chico, conhecia o bastante para saber o que ele queria e quando queria. E quando o beijo dele mudava assim, ele queria. Caetano adorava se sentir tão desejado por Chico.

"Acordou animado hoje, hein?" – provocou, com uma risadinha maliciosa.

As mãos de Chico se tornaram mais ousadas, e ele se moveu para ficar por cima de Caetano, os olhos brilhando de tesão.

"Gostoso..." – murmurou, as mãos descendo para apertar a bunda de Caetano com firmeza.

"Tem certeza que tá bem depois de ontem?" – perguntou Caetano, entre beijos, a voz cheia de carinho e um toque de preocupação.

"Melhor do que nunca." – respondeu Chico, beijando do pescoço à clavícula de Caetano, cada toque uma promessa.

Eles tinham dormido só com roupas íntimas e Caetano podia sentir muito bem a ereção de Chico pressionando contra a dele agora.

"Quer me comer?" - Caetano mordeu a orelha de Chico.

Chico riu, encantado com a ousadia.

"Quero muito, Caê."

Em instantes, as roupas íntimas sumiram, e o quarto se encheu de gemidos e do ritmo dos quadris de Chico contra Caetano.

"Mais... Mais forte, amor." - Caetano ofegou.

Chico coloca as pernas de Caetano em cima de seus ombros para ter mais liberdade de movimentação. Caetano gemeu ainda mais alto com a mudança de ângulo e começou a se tocar no mesmo ritmo das estocadas de Chico. Era o que faltava para que chegasse ao seu limite, quase junto de Chico, que desabou ofegante na cama ao lado de Caetano.

Quando a respiração deles volta ao normal, Chico olha para Caetano e sorri.

"Isso foi..."

"...perfeito," – completou Caetano, com um sorriso bobo. "Você podia acordar assim todos os dias, sabia?"

Riram juntos, e Caetano se aninhou no peito de Chico, que o abraçou forte, beijando seus cabelos cacheados. Ficaram assim, trocando carícias suaves, até Chico olhar nos olhos brilhantes de Caetano.

"Sabe o que seria perfeito?" – perguntou, roçando o nariz no dele.

"Hmm?" – Caetano sorriu, o olhar apaixonado.

"Você morando comigo. Só nós dois."

"Só você e eu?" - Caetano tinha um sorriso pequeno no rosto, acariciando os pêlos do peito de Chico, aquela ideia era algo tão simples mas tão distante para eles.

"Sim, meu amor," – respondeu Chico, segurando a mão de Caetano e entrelaçando os dedos. "A gente não precisa explicar nada pra ninguém. Só viver o que a gente sente. Quer tentar?"

Amor Mais Que DiscretoOnde histórias criam vida. Descubra agora