Injustificável

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Pov Juliette...

Não entendi aquele tom de voz do Bill,mas ao mesmo tempo percebo que é um tanto óbvio visto que a namorada dele inventou que estava em casa com ele na porta esperando por ela. O que vou dizer? Como dizer? O Uber está cada vez mais próximo do meu prédio e a mistura do nervosismo começa a fixar em meus poros,percorrendo cada veia minha juntamente a curiosidade de como está a loira que não voltei a olhar mais nos olhos após a atitude dela de se esconder pelos cômodos da sua casa.

- Moça...chegamos!

O uber me acorda do transe e percebo que estamos na frente do meu prédio,me questiono há quanto tempo estamos ali e se deveria pedir desculpas,mas tudo que faço é apenas menear a cabeça,agradecer e sair do carro.

Os segundos dentro desse elevador após escolher meu andar parecem ter passado em velocidade foguete,porque em um piscar de olhos as portas se abrem e consigo visualizar o rapaz encostado na minha  porta, de cabeça baixa e braços cruzados.

- É...Bill...Eu...

- Nós podemos entrar primeiro? - Me interrompe.

- Claro,claro...- digo desviando o olhar do seu para fechadura.

Entrei tão tensa que me pergunto o quão nítido estão minhas veias saltando na testa, Bill parece esboçar nenhum tipo de reação preocupante o que me faz sentir-se ainda mais nervosa por não saber o que está por vir.

- Bill....

Sou surpreendida por um abraço do rapaz que suspira contra meu corpo, não retribuo por conta da minha reação surpresa ser maior do que meus comandos cerebrais que não emitem resposta para isso.

- Me desculpa!

- Do que está falando? - questiono.

- Não estou sendo um bom namorado.

- Por que diz isso? - separo nos corpos para encará-lo.

- Não sei,mas suas ações dizem isso,eu devo estar errando em algo e não consigo enxergar.

- Está falando sério? - me sinto um pouco indignada por dentro.

- E por que eu não estaria,meu amor? - tenta se aproximar e me afasto.

- Você viu como falou comigo por ligação? Aquilo não parecia ser alguém que queria pedir desculpas por algo.

- Estava um pouco nervoso,admito,não sabia como começar essa conversa.

- E você não vai  perguntar onde eu estava? - questiono cética com sua postura. - Porque eu menti dizendo que estava aqui.

- Pensei que tivesse saído para espairecer,o lugar estava quieto,achei que tivesse andando por ai.

- Você só pode estar brincando.

- Por que estaria,Juliette?

- Suspiro - precisamos conversar.

- tudo bem,nós vamos. Mas antes preciso te mostrar o motivo de ter vindo aqui...

Tento cortá-lo,mas ele levanta o dedo indicador para passar a mensagem de que eu esperasse um momento,ele pega seu celular selecionando alguma coisa e o coloca na mesinha de centro,vejo o telefone começar a tocar em uma chamada de vídeo e arregalo os olhos para o nome na tela.

Chamando "mãe"...

Uma senhora aparece sorridente na tela e sinto minhas  mãos suarem,Bill a corresponde com um sorriso visivelmente animado e se aproxima mais do aparelho.

É vocêHistórias para pegar e não largar. Descubra agora