2° temporada (04)

528 83 11
                                        

De volta ao caminho do meu quarto, Bill não me segurava com força no braço como um dos enfermeiros faziam comigo. Ele sabia que eu iria me comportar e não teria coragem de correr para algum lugar. Até porque, com uma arma apontada para o pescoço, ninguém teria a vontade de fugir.
Vi que Bill não havia trancado a porta quando adentrei, apenas encostou ela e se retirou do local. Meu pensamento falou mais alto, e quando ele se afastou de onde estava. Dava para escutar barulho de pessoas correndo e coisas sendo jogadas no chão. O pânico tomou conta do lugar. Passos frenéticos corriam em todas as direções. As pessoas gritavam e suas vozes fundiam ao forte som da sirene, fazendo um pandemônio.

— Verônica está no corredor! — bombado gritou.

— E uma das minhas facas sumiu da cozinha! — outra voz acrescentou.

Abri a porta lentamente e vi enfermeiros correrem por todas as direções. Passei despercebida pois pareciam ter esquecido de mim. Perfeito! Corri para a porta dupla de vidro, porém estava trancada, claro que estaria. Eu me perguntava onde eu iria correr depois disso, até que eu entrei correndo no escritório da recepção. Era a minha chance de me contatar com Tom. Peguei o telefone, mas estava sem linha.
O computador fazia seu ruído normal. Inclinei-me sobre um dos teclados; não conseguia me concentrar por causa do som estridente da sirene. Meus dedos tremiam de ansiedade, mas, depois de me atrapalhar um pouco, abri o programa de e-mail.

"Sou eu! Trancada em Leechwood , a casa dos malucos! Eles acham que meu nome é MIRELLA SCOTTY! Acabei de vir aqui na recepção e não sei oque fazer! Por favor, TIRE-ME DAQUI!!"

Eu não podia mencionar o nome do Bill de jeito nenhum.
Eu ia escrever mais, mas ouvi passos ainda mais próximos no corredor. Cliquei em enviar, excluí a mensagem da pasta de enviadas e já estava me levantando da cadeira, quando alguém apareceu na porta.
Congelei quando me virei e vi uma mão empunhando uma faca. O lado afiado da lâmina estava a centímetros de meu rosto.

— Verônica, o que você está fazendo aqui? — falei da maneira mais calma que pude.

— Apenas.. me certificando — ela respondeu, olhando-me intensamente nos olhos, sua respiração esquentando meu rosto. Seus olhos estavam arregalados, quase saltando do rosto avermelhado. A faca continuou a virar e estava tão perto de mim que cheguei a ver, de relance, meu reflexo em sua superfície metálica.

Eu estava calma, tentando manter a respiração boa para ter fôlego o suficiente para começar a correr, porém, entretanto, ouvi passos pesados no corredor e um garoto entrou dentro da sala, seguindo atrás de verônica, Bill.

— Calma, ela é uma de nós. — Bill disse falando de mim se aproximando de verônica com calma, fazendo que ela respirasse fundo.

— Talvez essa sua amiguinha pudesse parar de ficar assustando as pessoas com facas.

Ela olhou para a faca em sua mão e depois novamente para mim. Ficamos apenas nos olhando por um bom tempo. Ela fungou um pouco e limpou o nariz com as costas da outra mão, porém continuou segurando a faca com firmeza.

— Bem, Mirella, não é? — Verônica disse me olhando com os olhos quase vermelhos e deu rosto havia pequenas gotas de sangue.

— Meu nome não é Mirella.

— Perdão, como posso te chamar então? Garota psicopata? — ela riu, me lembrando do que eu havia mencionado pelos corredores. — Não fique ofendida. É oque a gente faz quando é está no desespero. Não é mesmo, Bill?

Ela se aproximou de Bill, colocando sua palma da mão no abdômen do gêmeo, oque fez meu sangue ferver por um momento.

O garoto logo tirou a faca que estava entre as mãos na menina e colocou em cima da mesa que servia de apoio para alguns computadores velhos que haviam lá.

— Eu sou Zaly — estendi a minha mão para que ela apertasse, então quando ela tocou contra a minha, a puxei para perto e encostei minha boca em seu ouvido, sussurrando baixinho. — Nem ouse pensar que Bill gosta de você, garota. — soltei a mão da menina irritada e me afastei com um sorriso forçado no rosto.

— Zaly, venha aqui um pouco — o gêmeo agarrou no meu braço e me empurrou para um canto da parede, onde ficou de frente para mim e Verônica tentando observar a conversa. — Não tente arrumar briga, vamos trabalhar em equipe e preciso que vocês tenham lealdade uma com a outra.

Quando escutei aquilo, não pude conter a minha risada, pois só do jeito que verônica falava com aquela voz de criança irritante já fazia meu sangue subir pela cabeça.
Então ri baixinho, e logo fiz uma cara de deboche e respondi:

— Sabe oque ela é? Uma vadia.

— Zaly, não começa. — Bill apertou os olhos.

— Uma garota de merda!

— ZALYA! — ele gritou, já sem paciência.

— Ela vai te enganar, e não vai ser uma, nem duas, vai cem milhões de vezes! — continuei.

— Ela me conhece há tempos, eu sei que ela não vai fazer nada, eu já pensei nisso. — ele completou a frase.

— Ah, já pensou? Com a cabeça de baixo? — respondi com um pouco de deboche os lábios quando o mesmo me empurrou contra a parede com o dedo indicador.

— Então vamos fazer como você disse — Bill continuou com o dedo em firmeza. — Não se meta na minha vida, que eu não vou me enfiar na sua.

— Se for preciso eu vou me enfiar na sua sim! — respondi com as sombrancelhas arqueadas.

— Deixa ele, garota! — verônica gritou em um tom de deboche, típico de garota sádica e chata.

— E você cala a sua boca! — apontei o dedo para a mesma que veio em velocidade em minha direção, mas como eu estava com as costas na parede e Bill na minha frente, ele impediu ela de que pulasse em mim.

— Volta pro seu quarto, Verônica. Amanhã temos muitas coisas para conversar, e coisas para pôr em prática. — ele empurrou a garota para trás que olhou ele com os olhos confusos e saiu do local, se deixando ser pega por um dos enfermeiros.

— E eu te levo para o seu quarto novamente. — ele tentou agarrar a minha mão, mas rapidamente a tirei da posição e enfiei nos bolsos.

— Eu vou sozinha.

— Vai lá então, garota psicopata.

Bill riu quando avistou Zaly saindo pela recepção que colocou á mostra seu dedo do meio.

Nota da autora: Desculpe-me pelo capítulo tão curto e coisas sendo mudadas; ou até mesmo personagens novos sendo adicionados. Como verônica, podemos imaginá-la com a aparência da Tokyo (lcdp) só para não ficar muito confuso. Porém, a imaginem do jeito que quiserem, desde que não atrapalhe a leitura.

Não seja um leitor fantasma, caso gostar no capítulo, comente e não se esqueça das estrelinhas! Isso me incentiva para poder continuar.

Beijinhos, Mavie!

ғᴀʟʟᴇɴ ᴀɴɢᴇʟ  | ʙɪʟʟ ᴋᴀᴜʟɪᴛᴢOnde histórias criam vida. Descubra agora