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Sento na cama com a claridade no quarto, olho ao redor e nada do grego, saio do quarto e vou pro meu entro e vejo a cama vazia também, provavelmente Gustavo já tinha acordado.

Entro no banheiro tirando a roupa, tomo um banho e depois escovo os dentes, coloco uma roupa fresquinha começo a pentear meu cabelo que estava com alguns nó nas pontas, vida de cacheada é sofrida.

Termino de pentear, passo desodorante e perfume, saio do quarto indo pra sala aonde estava os meninos sentados comendo, passo por eles e vou pra cozinha, abraço a minha buxuda que tava de costas pra porta.

Victoria: Até que fim acordou né, nos ia deixar você aqui. 

– vamos embora depois de almoçar? –Ela assente.– tá bom, vou comer pq acordei com fome.

Victoria: então come fofa.

Pego um prato e uma colher, começo a colocar a minha comida e sento na frente da Laura. Como tranquilamente até o grego passar pela porta da cozinha colocando o prato na pia, ele vem até mim e dá um beijo na minha cabeça.

Grego: eu ia te acordar, mas tu tava num sono pesado. –Olho pra ele mastigando, ele dá um selinho na minha boca e sai da cozinha.–

Laura: estão juntos? –Encaro ela que tava me encarando com as mãos no rosto.– Fala que sim, aí que já posso ser a madrinha do casamento.

Victoria: tu o'que minha filha, vai ser eu! –Aponta o dedo na cara da Laura que só dá língua.–

‐ que casamento que gente, só estamos se conhecendo direito, mas sem terceiros. Vamos ficar só nós dois pra ver aonde isso vai dar.

Sabrina: isso vai dar casamento, isso sim.

‐ Aí eu já não sei, até porque ele já é um homem e eu só uma adolescente. Ele já viveu coisas demais, aproveitou demais, e eu nem conheci coisas boas da vida direito.

Victoria: mas isso não vai te prender…eu acho, depende dele né.

Laura: ele pode ser tudo, menos controlador ao ponto de não deixar você curtir a vida um pouco.

Sabrina: sim, conheço grego muito bem e sei que ele vai deixar você aproveitar de tudo na sua adolescência, menos no caso se ele colocou alguma regra ou um ponto final em algo, aí você tem que andar um pouco nos trilhos.

‐ sei não viu, só ficamos umas três vezes e ele já veio com um papo de namorar, não sei se eu sou emocionada ou ele.

Sabrina: depende Beth, tipo, eles fazem tudo como se fosse a última vez, faz coisas que você nem imagina. Eles estão em uma vida que a qualquer momento eles podem morrer, pode tá vivo hoje, amanhã não mais. Então eles só fazem viver intensamente, quando sentem algo por alguém já quer casar e tal, eles só querem viver intensamente enquanto estão vivos.

Victoria: sim, olha eu aí como exemplo, em três meses eu fiquei grávida de uma pessoa que nem eu imaginava, pelo jeito já já tô morando com ele pela pertinência dele. –Penso um pouco mas dou de ombros.–

‐ vamos ver até onde isso dá…

Elas concordaram e eu termino de comer, lavei meu prato e o do grego, seco minhas mãos e vou pro quarto arrumar as coisas.

Entro no quarto e vejo o Gustavo no celular falando com alguém, pego minha bolsa começando arrumar ela, entro no banheiro pego as minhas coisas e guardo na bolsa.

Gustavo: Apollo tá no hospital veterinário. –Boto o maior oião e ele passa a mão no cabelo.- Valéria abriu a portão e ele saiu correndo, aí tava passando uma mulher e se assustou com ele, uma moto passou por cima dele pra não atacar a mulher.

‐ mas ele não faz nada, meu Apollo é tão manso –falo com os olhos lacrimejando.-

Gustavo: acho que se assustaram pelo tamanho dele, ele só tem cara de mal. 

‐ vamos pegar ele, quero ficar com ele um pouco.

Gustavo: tá certo, mais tarde eu levo você pra casa.

Pego minha bolsa e ajeito meu short, amarro meu cabelo e saio com o Gustavo que sai logo atrás.

‐ Pessoal, nós já vamos, apollo tá no hospital e temos que ir.

Gv: quem é apollo? –Abro a boca pra falar mas Gustavo fala primeiro digitando algo celular.–

Gustavo: nosso filho… –ele para de falar e atende a chamada com um olhar preocupado, ele sai da casa deixando o rosto de todos estampado de curiosidade, menos Victoria que sabe e pela cara dela, amou a cara do povo.–

‐ tchau gente, depois eu falo com vocês. –Dou um aceno rápido e olho rapidamente pro grego que me encara sério.–

Viro e saio sem falar nada, to muito preocupada com Apollo. Apollo é o meu pitbull, não só meu como do Gustavo também, compramos quando começamos a namorar e depois que separamos apollo continuo morando com Gustavo já que na casa dele tem garagem e quintal, eu moro em um apartamento e não daria pra ele conviver.

Uns meses que tava vindo eu não tava indo pra casa do Gustavo e nem passando tempo com apollo, bichinho deve tá sentindo falta.

NO MEU MORROOnde histórias criam vida. Descubra agora