Feijão tropeiro dos Deuses! 🫘

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Amanda.

Depois que deu meia noite, nos abraçamos e desejarmos um 2024 repleto de muita saúde, paz e felicidade. Quando o frenesi da virada passou foi a hora de eu me conectar com Deus e pedir pela saúde da minha filha.

Nada era mais importante no meu ano do que a chegada dela, então foram alguns minutos de oração pra que todas as bençãos divinas a acompanhem não só nesse ano como em todos os outros que virão.

Depois de todas as preces, senti que minha bexiga estava prestes a explodir e como a casa que estávamos hospedados era a menos de 1 quarteirão de distância da faixa de areia, decidi então ir até lá para usar o banheiro.

- Gente, eu preciso MUITO ir ao banheiro, tipo caso de vida ou morte... — comecei falando.

- Vida ou mijo, você quis dizer né, Mandinha? — Fred respondeu nos arrancando risadas, como sempre.

- Engraçadinho... — falei rindo — eu tô falando muito sério.

- Bora, eu vou lá com você... — Rodrigo disse me estendendo a mão para que eu me levantasse da cadeira.

- Mas "cês" vão voltar, né? — Fred questionou.

- Claro que sim! — respondi prontamente.

- Ata, porque é a sua cara ir pra casa, acabar tropeçando e deitando na cama sem querer e aí já era... Pra você levantar, só amanhã mesmo. — Lari completou.

- Eu juro que vou voltar, eu só preciso fazer um xixizinho, tenham dó dessa mamãe com a bexiga comprimida por uma criança gigante. — falei cruzando as pernas segurando o xixi.

- Então "vambora"! — Rodrigo disse cortando as gracinhas entre nós três.

Rodrigo e eu então fomos andando sentido ao calçadão, até que ele bateu as mãos nos bolsos e percebeu que estava sem as chaves da casa que tinham ficado na bolsa de Larissa.

- Princesa do céu — disse com os olhos arregalados em minha direção — as chaves ficaram com a Lari, eu vou lá correndo buscar, tá? Pera aí, rapidão...

- Ahhh, mas era só o que me faltava mesmo, eu vou acabar fazendo xixi aqui mesmo — falei gargalhando — Corre! Eu te espero ali na orla.

- Já volto, prometo! — foram as últimas palavras dele antes de sair correndo em direção aos nossos dois amigos que tinham ficado na faixa de areia.

E eu segui até o ponto combinado com a minha velocidade de uma tartaruga, quando eu estava chegando lá, avistei um Volvo Branco parado em uma vaga a uns 100 metros de onde eu estava, estranho né? — pensei comigo mesma — Parecia até o carro de... Antônio?

Era ele ali parado de lado pra mim?

Não, não podia ser...

Ele tinha dito que ia ficar com uns amigos, então não faria sentido estar aqui... Ou faria?

Continuei olhando pra lá de forma interrupta, apertando os olhos com a esperança de enxergar melhor em meio as pessoas que ali estavam, até que o individuo em questão que eu estava encarando virou de costas pra mim e eu pude ver a tatuagem no pescoço e agora não tinha mais dúvida: era ele!

SandCastles - DocShoeHistórias para pegar e não largar. Descubra agora