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Ingrid.

— Tem algo de errado comigo? — perguntei apreensiva para minha ginecologista

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— Tem algo de errado comigo? — perguntei apreensiva para minha ginecologista

— Então...não tem nada de errado com você, tá tudo certo! — suspirei aliviada — Mas, como você parou o anticoncepcional recente, é normal essa demora para que você consiga engravidar.

— Tem algum remédio que eu possa tomar pra acelerar o processo? — falei sem graça

— Eu te recomendo esperar mais um pouco, para que sua gravidez aconteça de uma forma natural, o primeiro passo você já deu que foi parar de tomar o anticoncepcional! De qualquer forma vou te passar algumas recomendações. — concordei rapidamente, ela passou tudo certinho, e eu sai do consultório super pra baixo, queria estar grávida, droga.

Então... vamos lá! Conheci Nathan nos baile da vida, na verdade eu já o conhecia de vista, porém nunca cheguei a ter contato, sabia que ele era comprometido, e eu nunca curti ficar com homem casado, apesar dos boatos de que ele não era nada fiel. Quando soube que ele ficou solteiro, aproveitei a oportunidade, e estamos ai até hoje. Não somos namorados, mas ficamos tem uns meses.

Já tinha uns 3 meses que eu estava tentando engravidar, parei até com o anticoncepcional. Nathan não sabe ainda, acho que ele surtaria comigo (ou não). Mas eu não conseguia de jeito nenhum lidar com o fato de que ele tem filho com a ex, sei que é infantil da minha parte, mas é um inferno.

— A Bruna postou um vídeo que dá pra ver nitidamente teu bofe na hora do parabéns! — minha amiga me falou

— Essa aí faz de tudo pra amostrar que é mãe do filho dele, incrível isso. — falei indignada, eu não suporto ela, por pouco não explodo de ódio.

— Será que eles se pegam no off? — me perguntou, balancei os ombros e revirei os olhos

— Não é só porque tem filho junto que tem recaída não, mona! Eu hein. — respondi ignorante

— Você precisa engravidar dele logo Ingrid, não pode deixar essa oportunidade passar! — me incentivou

— Estou tentando, mas tá tão difícil. — passei a mão no rosto frustrada

— Vocês transam com camisinha? — neguei com a cabeça — Então continua tentando, uma hora dá certo.

Passei metade do dia fofocando com ela, enquanto o querido passou o dia todo sem falar comigo, comemorando mais um mês de vida do filho com a ex e a família deles, e eu como sempre fico de lado. Ele diz que não faz sentido eu ir, que não seria confortável pra mim e pra ela, sabe aquelas conversas de homem? Então. Pois se dependesse de mim eu estaria em todos, ela iria ter que me aturar ou surtar, atual sou eu!

Por volta das oito de noite ele me mandou mensagem pedindo pra ir até a casa dele, avisei ao meu pai que não dormiria em casa hoje e parti, chegando lá dei de cara com ele e o baby.

— Trouxe pra dormir comigo! — falou rindo, fica todo bobinho quando tá com esse filho dele, nem parece que é o Nathan que conheço

— Oi, neném. — me sentei ao lado dele fazendo carinho em suas mãozinhas, na mesma hora fez carinha de choro

— Ih, tá estranhando? Qual foi menor, estranhando mulher, puxou ao pai não? — se levantou balançando o filho, o menino chorando horrores, do nada gente.

— Me chamou aqui pra que mesmo? — perguntei sem paciência

— Pra tu dormir comigo po, me ajudar aqui com ele! — falou o acalmando

— Ajudar com que cara? Teu filho chora só de encostar em mim! — ri sem graça

— Moleque só tem 4 meses, que papo é esse? Porra, não começa não! — me respondeu todo ignorante

— Amanhã tenho médico cedo, não vou conseguir dormir aqui não. — respondi depois de um tempo, quebrando o silêncio que ficou ali

— Já é então Ingrid, vai lá! — me deu as costas indo para o quarto.

Não dei importância nenhuma, apenas fui embora! Eu não sou obrigada a ser mãe do filho dele com outra não, euein. Eu até gosto do bebê, juro. Mas o ciúme que sinto da mãe dele, me faz ter zero vontade de me aproximar, não consigo. Infelizmente ainda não estou madura o suficiente.


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