Monique.
Acordei no dia seguinte na cama, com Felipe grudado em mim. Os flashbacks da noite anterior vieram com tudo na minha mente. Foi perfeito, eu nunca tinha tido uma noite tão boa assim. Me sentia leve, como se tivesse deixado todo o peso do mundo lá fora.
Porém, como nem tudo são flores, meu brilho sumiu automaticamente ao olhar as horas no celular. Já se passavam das 12h, perdi completamente a noção do horário para ir ao trabalho, eu pego às 8h. Dei um pulo da cama, tropeçando nos lençóis, Felipe acordou assustado.
— Calma! — ele disse se sentando e passando a mão no rosto, ainda com sono — O que foi?
— Tô muito atrasada! Era pra eu estar no trabalho desde às oito! — falei rápido, entrando no banheiro
Tirei a roupa e entrei em baixo do chuveiro, sentindo a água quente bater em meu corpo, me ajudando a despertar de vez. Minha cabeça ainda girando pelos acontecimentos da noite passada, e pelo pânico de ter perdido o horário.
— Posso entrar? — Felipe perguntou
Antes que eu pudesse responder, ele já estava lá, entrando no box com aquele sorriso irresistível.
— Felipe! — reclamei tentando soar brava, mas era impossível encarar ele daquele jeito e não sorrir
— Deixa eu te ajudar a ser mais rápida! — ele brincou pegando o sabonete da minha mão, começando a ensaboar meus ombros com movimentos lentos demais pra quem tinha pressa
— Você não tá ajudando em nada! — falei rindo, enquanto ele descia as mãos pela minha cintura, me puxando para mais perto, e iniciando um beijo
Encostei a testa no peito dele, parte de mim queria largar tudo e ficar ali, só curtindo a vibe boa entre a gente, mas o relógio não perdoava. Peguei a toalha às pressas, me enrolando, enquanto Felipe me olhava com aquele sorriso safado e satisfeito que parecia já planejar nossa próxima noite.
Escovei os dentes, vesti a roupa e prendi meu cabelo. Quando saí do banheiro, mandei uma mensagem para a dona do bronze que trabalho, avisando que infelizmente não consegui ir hoje, aproveitei pra ler a mensagem da mãe do Nathan: “Bom dia, Nique! Você poderia me informar se conseguiu passar no laboratório para pegar o resultado do exame?”
Senti meu coração disparar no peito, como se fosse explodir a qualquer momento. Meu Deus, eu esqueci completamente que o resultado do DNA sairia hoje.
— Quer comer alguma coisa? Você não pode ficar com fome, por conta do bebê
— Felipe disse, já vestido
— Eu tinha que ter ido buscar o resultado de um exame hoje pela manhã! — falei ainda olhando para a tela do celular, sem acreditar no meu próprio esquecimento
— Eu vou passar na empresa agora, mas se você quiser, te levo até lá! — ele se ofereceu
— Não precisa, eu vou sozinha — respondi rapidamente tentando disfarçar a ansiedade que estava tomando conta de mim
— Tem certeza? — insistiu. — É que eu volto pra São Paulo em três dias, nem sei se vamos ter a chance de nos reencontrar de novo! — encarei ele
— E quando você vem pra o rio novamente ? — arqueei a sombrancelha
— Vai demorar um pouco... Eu administro as empresas do meu pai lá em São Paulo. Aqui eu vim só resolver uns assuntos pendentes — ele respondeu, dando um meio sorriso
— Então a gente se fala por mensagens...é que eu estou muito enrolada, esqueci completamente desse meu compromisso de hoje! — falei rápido pegando minha bolsa
Nos despedimos com um beijo normal, e eu peguei um Uber até o laboratório. Durante o trajeto, minha mente estava uma bagunça. O que o resultado desse exame significaria? Eu sabia que aquele momento seria decisivo para muitas coisas
E o principal é: como Nathan vai reagir quando souber que minha filha é sim dele? a filha menina que ele tanto sonhou. Será que ele vai me pedir perdão por ter duvidado? São tantos questionamentos, mas zero respostas.
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Intensidade.
Ficción GeneralQueria que tivessem dito à menina doce que fui, que seu coração era grande, e por isso sofreria. Que muitos a amariam menos do que ela merecia ser amada, e que, por isso, não deveria aceitar migalhas. Que perderia pessoas, e tudo bem, desde que não...
