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Ellen. (extra)

— Amiga, bora comigo, por favor! Não quero ir sozinha. Paulo, desde que começou a ficar com aquele bofinho, some! E a Duda… melhor nem comentar! — fiz meu drama pra Monique.

— Ellen, óbvio que não! Tô fora desses rolês. Só quero paz e sossego, maluquice. — disse se jogando na cama e puxando a coberta.

— Depois da gravidez tu ficou chata, não quer sair pra lugar nenhum! — reclamei, ela revirou os olhos — Vi agora, uma conhecida postou, o baile da Rocinha tá cheiooo! — tentei insistir

— Tô nem aí! — deu de ombros. Aff! Cansei de insistir, ela não vai mesmo

Camila me chamou, porém ela já está lá, e eu não quero segurar vela pra ela com o Social né. Mas vou ter que ir assim mesmo, fazer oque.

— Ele me mandou mensagem! — Monique se levantou num pulo, olhei sem entender — Nathan, disse que quer me ver, e perguntou se quero brotar na Rocinha. — disse andando de um lado pro outro com o celular na mão

— E tu respondeu o quê? — arqueei a sobrancelha

— Oque será que ele quer? — suspirou cansada passando a mão no rosto

— Será que é pra falar sobre o DNA? — perguntei, ela balançou os ombros indiferente

— Eu queria responder, mas ele não merece...— falou pensativa

— Faz oque seu coração tá mandando. — ela negou com a cabeça

— Eu não vou responder, sinceramente! Agora é a vez dele sentir como é ficar no vácuo. — disse tentando bancar a durona, mas dava pra ver o nervoso estampado na cara dela

Nem dei confiança! Vive chorando pelo bofe, aí quando ele dá moral, faz a orgulhosa. Vai entender.

Camila pediu pra um amigo do boy dela me buscar aqui no Jaca. Fiquei meio assim, né? Entrar num carro de desconhecido, mas confiei. E chegamos na Rocinha rapidinho até! Quando entrei no camarote, meu coração acelerou, tinha tanto bandido, de uma forma que estava surreal. E o baile quase que não tinha lugar pra passar.

— Amiga, até que fim! — Cami disse me dando um beijo na bochecha, toda animada, já com um copão na mão

— Aí, quase que eu não vinha! Mas estou aqui, né — falei rindo

— Irmã você nem imagina, Nathan agora é o chefe daqui! — falou alto em meu ouvido, por conta do som que estava alto

— QUE??? Monique vai surtar! — falei rindo, ela concordou

Camila me levou até uma mesa onde estava as bebidas, e eu peguei logo um copão de gin de 10, quero ficar louca hoje.

— Vou ali falar com Social rápidinho, tá? Não sai daqui! — me avisou, balancei a cabeça concordando

Fiquei ali sozinha, dançando e bebericando minha bebida, tentando curtir a música, mas algo me incomodava. Era como se alguém estivesse me observando. Olhei para todos os cantos do camarote, até que meus olhos se fixaram nos dele.

Nathan estava encostado em uma parede, conversando com um menino, mas seus olhos estavam fixos em mim. Eu podia sentir o peso daquele olhar, como se ele estivesse me consumindo com os olhos. O jeito como ele me observava me fez sentir uma mistura de excitação e nervosismo. O gin já estava fazendo efeito, e a confiança que antes faltava estava começando a aparecer.

Tentei disfarçar, mas não consegui. A sensação de estar sendo observada por ele era tão intensa que me sentia como se estivesse flutuando, fora de mim mesma. E, no meio de toda aquela gente, parecia que só existia ele e eu.

 E, no meio de toda aquela gente, parecia que só existia ele e eu

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*vocês sabem que a Ellen é amiga da Nique né? Lembram???

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