33

2.6K 113 6
                                        

Bruna.

Coloquei as sacolas encima da mesa e tirei Gabriel que chorava no carrinho pra dar um banho, tá bem enjoadinho, pegou um resfriado, só quer colo.

Fazia minhas coisas, mas, ainda estava pensando no momento em que a Monique pegou a chupeta do Gabriel quando caiu no chão. Confesso que logo quando descobri que Nathan me traiu com ela, fiquei com bastante raiva! Confesso que várias e várias vezes pensei em dar uma surra nela, e se eu disser que não tenho um certo rancor, estou mentindo. Mas nós duas nunca tivemos a oportunidade de conversar, para que eu pudesse somente entender como foi que as coisas aconteceram entre eles, e sinceramente? Eu acho até melhor eu não saber mesmo.

Gabriel passou praticamente metade do dia chorando, querendo ficar no colo, e ele começou a ficar muito quente. Já fiquei super nervosa, sou mãe de primeira viagem e ainda não sei lidar muito bem com essas coisas, na maioria das vezes minha mãe e minha sogra que me auxilia.

Peguei o termômetro para pedir a febre dele e estava super alta, de uma forma que ele nunca havia ficado antes, fui logo ligar para minha mãe, e nada dela atender, tentei ligar para dona Elisa também, a mãe do Nathan, e só dava caixa postal, oque me restou foi ligar diretamente pra ele.

- Nathan? - falei assim que ele entendeu - Cara, Gabriel tá queimando de febre aqui, eu não sei oque fazer, vem me ajudar, por favor!

- Alô? - uma voz feminina respondeu do outro lado da linha - Nathan, não tá em casa não, para de mentir com o nome do teu filho pra sentar pro bofe, mana.

- Quem tá falando? - perguntei sem entender, oi?

- Tu sabe quem é, para de se fazer de desentendida! Se ficar dando encima dele, vou aí na sua porta te dá o recado pessoalmente, ein? Não vou ficar mandando recadinho pelo celular mais não. - debochou

- Como é que é???? Quem não vai ficar de papinho por ligação sou eu, to indo aí na casa dele agora te pegar, sua piranha!!! - desliguei a chamada, eu estava me tremendo toda.

Toquei em meu filho e a febre tinha abaixado um pouco, por conta do remédio que eu tinha dado. Liguei pra uma amiga de confiança pra ela vir até a mim, mona chegou aqui em casa sem entender nada, nem expliquei pra onde ia, apenas pedi para que ela passasse um olho rapidinho em Gabriel. Coloquei uma tesoura na cintura e fui!

— Aparece no portão, piranha — cheguei gritando — Aparece, puta! Num é mulher pra debochar por ligação? Fala agora na minha cara!!! — bati palmas, eu nunca fui de fazer barraco, mas se procurar, eu resolvo. E essa ingrid fala mal de mim sempre, eu estava apenas tolerando.

— Oi? Nathan não está aqui não! — escutei a voz dela do outro lado do portão

— Mas é com você mesma que tô falando, gata! Saia e venha até a mim, tá com medo? Fala agora oque você falou na ligação. — ela abriu o portão e cruzou os braços

— Falei que você fica inventando doença pra teu filho só pra Nathan ir até a sua casa, onde eu menti? — nem respondi, só fui grudando pelos cabelos, mona nem esperava.

Tirei a tesoura da cintura e fiz um corte babado, ela levantou a cabeça e a metade do cabelo ficou em minha mão, antes vinha na cintura, agora tava acima do ombro. Ela me olhou com os olhos arregalado, em choque, sem acreditar.

— OLHA OQUE VOCÊ FEZ, SUA LOUCAAAA!!!!! — gritou vindo pra cima de mim, só deu tempo de  jogar a  tesoura longe, pra não cair na maldade dela cortar o meu também.

Cai pra dentro de igual pra igual, ela me dava sequências de soco e eu retribuía, caímos na calçada, saímos rolando pelo chão, e por um deslize que dei, ela subiu encima de mim distribuindo vários tapas na minha cara.

Grudei no pescoço enforcando tentando fazer a mesma perder as forças, a mona encravou a unha em gel com tudo em meu braço, na intenção de me fazer soltar o pescoço dela, até senti meu sangue descer, mas não soltei. Ela perdeu as forças e caiu pra o lado sentada, aproveitei a deixa para me defender. Peguei um bloco que estava próximo e já fui me preparando para meter na cara dela, até que alguém tomou da minha mão.

TH? suas mulher tão saindo na mão aqui em frente a sua casa, maior putaria, você não vai acreditar. — o menino que me segurava falou

Brinca com essas coisas não menor..— falou do outro lado da linha rindo — Qual das que tá brigando por mim aí? debochou.

Minha ficha caiu, meu filho em casa doente, e eu brigando com vagabunda por causa da ousadia que ele dá, quando na verdade sou a mãe do filho dele e se ele me respeitasse, elas não fariam isso, tudo que ela faz, ele permite.

Intensidade. Onde histórias criam vida. Descubra agora