Monique.
— E seria de quem se não fosse você? até porque sexualmente eu me relacionei apenas contigo, ou você está ficando maluco? O tráfico tá subindo pra sua cabeça? — perguntei completamente sem reação alguma, com a voz embargada de raiva e incredulidade, chega fiquei nervosa
— Porra de tráfico subindo pra cabeça, eu tenho postura o suficiente para não deixar que isso aconteça. A última vez que nós ficou foi em meu aniversário, nós nem tava ficando com frequência, só foi aquela vez, e cada um pra seu lado! Papo reto, eu entendo a sua indignação, mas a minha dúvida é sincera! — falou sério, fiquei parada ali, ouvindo aquilo, tentando digerir cada palavra
Parecia que o chão tinha sumido debaixo dos meus pés. O peito apertado, a vontade de chorar misturada com uma raiva que crescia a cada segundo.
— Ah, tua dúvida é sincera? — falei, dando uma risada seca. — Então deixa eu te explicar uma coisa, Nathan! Não importa se foi só uma vez, foi o suficiente. Eu não fiquei com mais ninguém, não olhei pra mais ninguém. Eu não sou você! — eu tava toda me tremendo de ódio
— Eu não tô te acusando de nada, só tô tentando entender! — ele rebateu, mantendo a postura — Papo reto, você conviveu tempo suficiente comigo ao ponto de saber que eu não gosto dessas paradas de escândalo, tá ligado? Você sabe quem eu sou, que eu sempre tive todas, e mesmo assim ficou comigo! Se realmente esse filho for meu, eu assumo, mas primeiro a gente vai fazer o Dna, e resolver isso da melhor forma! — falou firme, uma das coisas que mais odeio nele é isso, ele discute como se ele fosse o dono da razão, sendo que ele nunca é
— Eu fico impressionada na sua capacidade de me humilhar, de duvidar de mim! Você me conheceu tempo o suficiente também ao ponto de saber que depois de você, não foi mais ninguém! Não existe motivos para DNA. — falei indignada, eu estava em êxtase, não esperava. Eu não ia dá o gostinho de chorar na frente dele
— Beleza, dito isso, nós faz o DNA, e morreu lá! Não quero que você encare isso como uma coisa ruim, mas entenda meu lado, qualquer um faria isso em meu lugar. — ele disse isso como se fosse simples, como se tudo se resolvesse com um "beleza" jogado ao vento. Eu olhei pra ele, tentando entender em que momento ele tinha se tornado esse cara. E talvez a verdade fosse que ele sempre foi assim… eu que me recusei a enxergar.
— Você se acha, né? A troco de quê eu daria golpe da barriga em você? Justo depois que, como você mesmo disse, a gente nem tava mais ficando? — falei com a voz trêmula, o nó na garganta pesando. — Se fosse pra fazer isso, eu teria feito quando a gente tava junto, quando tu vivia me prometendo o mundo. Eu não sou burra, Nathan. E nem interesseira.
— Tu tá ligada que se tem uma coisa que eu não suporto, é mentira! Lealdade pra mim é lei, e se agora bateu essa dúvida, é porque alguma coisa não tá batendo. Se você realmente tem certeza que o filho é meu, então não tem por que se incomodar com o DNA. Eu vou ver isso da melhor forma, chego em você… e fim de papo! — ele me deu as costas e entrou no carro como se tivesse encerrado o assunto ali, do nada, sem se importar com o estrago que deixou.
Nathan é aquele tipo que preza pela lealdade das pessoas, mesmo sendo mais traiçoeiro que judas.
Entrei dentro de casa com as pernas bambas, o peito esmagado por dentro, e o coração em pedaços. As lágrimas não vinham só pelos olhos, parecia que estavam escorrendo da alma. Cada passo que eu dava, era como se um pedaço de mim ficasse pelo caminho.
As meninas falavam comigo, mas era como se eu estivesse dentro de um túnel... tudo abafado, distante. Eu ouvia, mas não conseguia responder. Só sentei no chão da sala e chorei. Chorei como uma criança que acabou de descobrir que o mundo é cruel demais pra quem ama de verdade.
Por que dói tanto amar alguém que não se importa? É tão difícil assim acreditar numa mulher que nunca mentiu, que sempre esteve ali, mesmo quando ele foi embora? Mesmo quando me deixou sozinha, mentiu e depois virou as costas depois de tantas promessas que ele nunca teve a intenção de cumprir.
Hoje eu senti na pele o quanto me custou caro não ter pulado fora antes.
*vcs acham que ele está certo ou está errado?🤭
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Intensidade.
Ficción GeneralQueria que tivessem dito à menina doce que fui, que seu coração era grande, e por isso sofreria. Que muitos a amariam menos do que ela merecia ser amada, e que, por isso, não deveria aceitar migalhas. Que perderia pessoas, e tudo bem, desde que não...
