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Maratona 03/04

Bruna.

— O chefe deu o alvará pra você ficar comigo, Bruna! Eu não vou deixar você morando na casa que era dele! — Renan falou firme, olhando nos meus olhos.

— E pra onde eu vou? Eu não tenho outro lugar pra ir, a não ser a casa da minha mãe! — respondi enquanto colocava meu filho dormindo na cama

— Você vai embora comigo, pra minha casa, lá na Rocinha! Aqui no Jacaré, ele não vai te dar paz. Vai querer se meter na nossa relação o tempo todo, principalmente porque você ainda mora na casa onde vocês viviam juntos, pô! Tu sabe disso! — ele disse claramente irritado

— Renan, mas não é tão simples assim... Eu tenho meu filho, minha vida aqui, minha família... — falei me virando de frente pra ele com o coração apertado.

— Tu fala como se fosse se mudar pra o outro lado do mundo, sendo que a favela é aqui do lado, diferença é que você vai tá morando na minha casa, não na dele! — falou sério — E em questão do teu filho, tá ligado que eu nunca me importei com isso, gosto pra caralho de você, e não me importo de criar ele.

— Mas é exatamente sobre isso! Eu não quero que você crie ele, mesmo com todos os defeitos Nathan é um ótimo pai. — suspirei cansada

— Você ainda gosta dele, né? Dá o papo. — ele perguntou sério com os olhos grudados nos meus

— Eu não sinto mais NADA por ele! — falei sincera, do fundo do meu coração. — Só quero paz... e criar meu filho longe de confusão.

Renan respirou fundo, como se as palavras tivessem tirado um peso das costas dele. Ele se aproximou de mim com um pouco de dificuldade, por conta das muletas.

— Então? Vamo embora comigo, pô... Eu prometo te fazer feliz, Bruna. De verdade. Não vai faltar respeito, nem cuidado, nem amor. — os olhos dele estavam diferentes, mais suaves, mais certos do que nunca.

Eu olhei dentro dos olhos dele, depois pro meu filho dormindo quietinho na cama. Parte de mim ainda queria resistir, mas outra parte... queria tentar. Queria viver algo diferente. Eu mereço!

— Eu vou embora com você. — falei depois de um tempo calada, Renan me encarou surpreso

— Então arruma tuas coisas, você vai sair daqui hoje, agora. — ele disse, determinado, já olhando em volta como se pudesse ajudar a empacotar tudo com as próprias mãos.

— Calma... deixa pelo menos eu avisar minha mãe, pegar as coisinhas do bebê, separar os documentos... — falei rindo tentando conter o impulso dele

— Me amarro na rua, papo reto! — ele repetiu, sorrindo de lado, daquele jeito que sempre me fazia sentir que ia dar tudo certo, mesmo com o mundo desabando.

Em um instante a boca dele tava na minha. O beijo começou calmo, cheio de sentimento, mas em segundos se transformou em desejo puro. As mãos dele seguravam meu rosto com cuidado, como se eu fosse a coisa mais preciosa do mundo, e por um momento, tudo ao nosso redor desapareceu. Esqueci do Nathan, das confusões, do medo. Só existia o toque dele, o gosto dele, e o calor que me invadia por inteira.

— Não me decepcione, por favor! — falei baixo

— Eu vou te provar todos os dias que você fez a escolha certa. — encostou a testa na minha

Eu acho que finalmente encontrei a pessoa certa, pelo menos eu espero que seja!

@bruufigueiredo_

Você é a razão da minha felicidade!💙

Você é a razão da minha felicidade!💙

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ATENÇÃO: pra quem não lembra quem é Felipe, no capítulo da Monique, voltem no capítulo 38 para entender.

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