TH.

— Qual motivo dessa treta aí? Dá o papo! — chefe perguntou encarando as duas, maior desenrolo, papo reto.
Geral tá ligado que NÃO pode ter briga na favela, independente de quem seja e por qual motivo seja. E quando tem essas paradas, é gente muito mais a cima de mim que resolve, se não fosse a consideração que os parceiros tem por mim, elas estariam fodida.
— Essa maluca cortou o meu cabelo a troco de nada cara, muita sacanagem! — Ingrid falou chorando, quase não acreditei quando vi o cabelo dela, tava feio pra caralho
— Para de ser sonsa mona, você que começou me afrontando, não vem pagar de santinha aqui não, você falou que eu estava inventando doença para meu filho, pra o pai dele ir até a minha casa, fora as outras baixaria, seja mulher e assuma! — Bruna falou estressada
— E aí, TH? Cadê a autoridade? Vai deixar tuas mulher bagunçar minha favela mesmo, qual foi? — o coroa me encarou — Já vi que o bagulho é algo pessoal de vocês, então o corretivo quem vai dar a elas é você po! Tá ligado que te considero pra caralho, e você não é qualquer um aqui na favela, então aprenda a resolver teus bo!
— Isso não vai mais acontecer não, primeira e última! O senhor sabe que eu tenho maior neurose em questão dessas paradas, e não gosto de ficar me expondo desse jeito. — me expliquei
— Se fosse mulher de outro parceiro, o pau ia comer firme, mas como é sua, tá ligado que não me meto! — concordei, trocamos mais algumas palavras e ele saiu com os seguranças dele
Ingrid veio querendo se alterar pra cima da Bruna novamente, mas cortei a onda dela, no momento, só quero ir ver meu filho, depois nós briga, discute, faz oque ela quiser. Nem rendi muito, deixei ela lá e parti pra casa com a Bruna, tá ligado que quando o assunto é nosso filho, nada mais importa.
— Ele tá melhor, graças a Deus! — entregou ele pra mim
— Da próxima vez que ele tiver assim, não pensa nem duas vezes pra ir atrás de mim. — sentei no sofá
— Eu te liguei, mas você precisa parar de ficar dando liberdade a qualquer uma, quando você estava comigo, você não era assim! Nunca mexi em teu celular, que liberdade é essa que você está dando pra essa Ingrid? — colocou as mãos na cintura
— Nem eu entendi essa parte po, ele num tem acesso a meu celular, mulher nenhuma nunca teve! — falei sério
— Só bati nela pelo abuso, você sabe que eu nunca fui de ficar brigando na favela, nem quando eu ainda estava casada com você! Ela tem que aprender a me respeitar e aceitar que eu vim antes dela! — falou cheia de marra
— Abaixa a guarda Bruna, toda errada você também, cortou cabelo dela por qual motivo? Sem noção pra caralho você. — reclamei bolado
— Da próxima vez que atravessar meu caminho, eu deixo careca! — debochou.
Passei mais um tempo ali com meu filho, e depois parti pra casa. A Ingrid tava lá, toda encolhida no canto do sofá chorando pra caralho e as luzes apagada.
— Ih, qual foi? — acendi a luz
— Primeiro foi atrás dela, aí ela te descartou e agora que lembrou de mim né — murmurou baixo
— Fui atrás do meu filho! — falei ignorante
— Olha isso cara — levantou amostrando o cabelo, o rosto inchadão, toda vermelha — Eu tô ridícula! — choramingou
— Vou patrocinar um mega pra tu po, chora não! — tentei consolar
— Não é a mesma coisa, eu quero meu cabelo! — passou a mão no rosto tentando limpar as lágrimas que descia mais ainda
— Mas tu num gosta de cabelo grande? Então, eu te dou! Amanhã você ver isso, vou mandar vim o melhor dos melhores pra você. — puxei ela pra sentar em meu colo
— Eu não estou conseguindo nem me olhar no espelho, nunca mais vou sair na rua. — fez drama, Bruna mexeu com o psicológico dela, que isso.
⚠️ não esqueçam do voto e do COMENTÁRIO de vocês, e a interação que vocês tem com a história que me faz continuar postando.
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Intensidade.
Ficción GeneralQueria que tivessem dito à menina doce que fui, que seu coração era grande, e por isso sofreria. Que muitos a amariam menos do que ela merecia ser amada, e que, por isso, não deveria aceitar migalhas. Que perderia pessoas, e tudo bem, desde que não...
