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Monique.

— Bom dia, família! — o Felipe falou enquanto me guiava até a mesa

— Bom dia, meu filho. — uma senhora muito bonita, toda montada respondeu, estava ela e mais duas meninas que aparentavam ter uns 10 anos ou menos, super idênticas, provavelmente gêmeas.

Eu super envergonhada atrás dele, mas ao mesmo tempo prestando atenção em tudo, não era uma casa e sim uma mansão, parecia aquelas de novela, juro. E eu voltando pra realidade, oque eu estou fazendo na casa de um desconhecido? É muita maluquice.

— Sua namorada? — uma das meninas perguntou

— Ainda não! — ele falou me encarando, eu tenho certeza que eu estava super vermelha. Mas em minha defesa, eu já estava pronta pra ir embora, com a mesma roupa de ontem a noite, super incomodada, porém ele me convenceu comer algo antes de ir, para que eu não voltasse a passar mal, já que vomitei muito e minha barriga está super vazia. E só pra deixar claro, não tivemos nada além do beijo! Eu também não sou louca de sair transando com qualquer um assim.

— Qual seu nome? — a mãe dele perguntou quando me sentei

— Monique. — falei baixo, sou muito tímida, estava morrendo de vergonha. Eu não conheço nem a mãe do Nathan, gente!!!

— Seja bem vinda, Monique! Felipe tem muito bom gosto, você é muito bonita. — me elogiou, e eu sorri sem graça. Se ela soubesse que nem nós dois nem nos conhecemos, praticamente.

— Você gosta de café? — a moça que estava ali servindo me perguntou, concordei, eu não estou acostumada com essas coisas, tava tentando o máximo não passar vergonha, tenho que fazer a linha fina, né. Ela colocou um prato recheado pra mim, mas até pra comer eu estava envergonhada, só comi bem pouquinho, enquanto eles conversam.

— Vou almoçar com meu pai hoje. — ele comentou com a mãe enquanto comia

— Irmão, me leva! — Uma das gêmeas falou animada

— Ágatha, não inventa! Você e Sofia tem  tem aula de natação hoje, esqueceu? Fica pra próxima! — falou a repreendendo com o olhar — Felipe, você não ficou de almoçar comigo antes de viajar? Oque houve? — encarou ele

— Vou almoçar com vocês dois juntos, ué! Depois que vocês se separaram nunca mais tivemos um momento todos juntos. — ele falou enquanto bebia seu suco

— Meu filho, você sabe de tudo que aconteceu entre eu e seu pai, e que nós dois juntos no mesmo ambiente de novo é praticamente impossível. — respondeu séria, e eu prestando atenção em tudo, até nas expressões do povo.

Os dois iniciaram uma discussão sobre a família deles, e eu tentando pegar tudo no ar. Pelo pouco que entendi, os pais dele foram casados há 28 anos, porém houve traição da parte do pai, desde então eles se separaram. O pai e o Felipe continuou morando em São Paulo, enquanto a mãe veio embora para o Rio de Janeiro com as duas filhas mais nova, e ele vem sempre que pode visitá-las, por ser muito ocupado, já que administra as empresas do pai. Tá explicado o motivo dessa casa impecável.

— Desculpa pela discussão, sempre que eu toco no assunto do meu pai é assim...— ele falou estacionando o carro, finalmente chegamos na entrada do morro. E eu já avisei que queria que me deixasse aqui, ainda não quero que Nathan me veja com outro, além de que não pode ficar subindo o morro com carro desconhecido assim né, sei nem qual milagre ele entrou aquele dia do baile.

— Sem problemas, eu entendo! — falei enquanto lia algumas mensagens, minha mãe doida atrás de mim, falei pra ela que dormi na casa da Camila, mas que já estava chegando.

— Mas então, e seu número? Você ainda não me passou, esquece não!  — me lançou um olhar, um olhar...

— Me dá teu celular pra eu te passar!!!!— falei firme, ele me encarou surpreso, bofe pensou que eu não daria, duvidoooo. Me entregou um iPhone 15 pro Max, e eu fiquei até sem jeito de segurar, mas passei meu número tudo certinho.

— Já salvei como meu amor ate porque a gente atrai oque a gente fala, né! — deu um sorriso, lindo.

— Quem sabe um dia! — deixei no ar, coloquei minha bolsa no ombro, e abri a porta do carro pra sair

— Vai me dar nem um beijo? Porra, nem isso eu mereço? — cruzou os braços, que dramático.

— Tchau, Felipe! — dei um selinho rápido nele, e sai.

— Eu e você ainda vamos se encontrar de novo, vê se não esquece disso! — falou alto enquanto eu andava.

— Até logo, então...— gritei rindo, antes dele arrastar com o carro.

Meu Deus, oque foi isso???

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🚨Oi amores, me perdoem pela ausência!
Mas já volteiii🥰 Se esquecerem do que aconteceu no capítulo anterior, voltem no capítulo 40 e 39 para entender.

Não esqueçam do voto e do comentário de vocês, me motiva muito continuar postando, sem interação nos comentários vou achar que vocês não estão gostando. Beijos!

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