Monique.
— Você veio mesmo! — Felipe disse abrindo a porta para mim com um sorriso, dando passagem para que eu entrasse
O apartamento era lindíssimo. Não era enorme, mas também não era pequeno, era super aconchegante, e de muito bom gosto.
— Óbvio que vim! — coloquei minha bolsa no sofá — Você tá com quê? Tomou algum remédio? Tá precisando de algo? — perguntei preocupada
— Tô precisando de você. — ele respondeu sem pensar muito
Meu coração bateu forte no peito, por alguns segundos, só existia o silêncio confortável entre nós dois. A forma como ele me olhava fazia minha pele arrepiar.
— Senta aí! — falei tentando quebrar o silêncio que ficou — Vou cuidar de você.
Ele foi obediente, se jogando no sofá. Eu me sentei ao seu lado, passando a mão suavemente pela testa dele, como se checasse a temperatura.
— Tá quente, mas não é febre — falei sem entender
— É você que me deixa assim! — ele murmurou com um sorriso de canto. Desviei o olhar, rindo sozinha, sem saber muito bem como lidar com aquilo
— Para com isso... — falei sem graça, mas sem conseguir esconder o sorriso bobo que insistia em aparecer
— Eu queria que as coisas fluísse entre a gente, mas eu sinto que você tá sempre na defensiva! — ele disse se levantando e sentando ao meu lado
— Eu gostaria de ter te conhecido em outro momento para que você conhecesse a minha outra versão... nem sempre eu fui assim. — fui sincera
— Eu não quero outra versão sua, quero você, agora, do jeito que você é! — falou firme
Antes que eu pudesse responder, ele se aproximou de vez me puxando para um beijo. Nossos lábios se encontraram com uma necessidade que parecia ter sido guardada há tempo. O beijo começou profundo, cheio de desejo, e foi ficando quente. Felipe me puxou para mais perto, como se quisesse colar nossos corpos de uma vez, e eu correspondi sem pensar, me entregando à sensação de finalmente poder sentir ele tão perto.
— Fica comigo hoje! — susurrou baixo, olhei em seus olhos, com a respiração ofegante
— Eu fico! — falei sem pensar. E sem perder tempo, ele me puxou para o colo dele, suas mãos firmes segurando minha cintura enquanto nossos lábios se encontravam novamente, dessa vez com mais fogo
Felipe desceu beijos quentes pelo meu pescoço, enquanto suas mãos puxavam a barra da minha blusa, querendo mais contato. Levantei os braços para ajuda-lo a tirar. A blusa foi jogada em algum canto, mas eu mal notei, tudo o que importava era a forma como ele me olhava, como se eu fosse a coisa mais linda que ele já tinha visto.
— Eu vou te fazer sentir o quanto eu te quero... — sussurrou com uma voz rouca
Com calma, ele me deitou no sofá, percorrendo meu corpo com os olhos, como se estivesse decorando cada detalhe. Quando seus dedos alcançaram o zíper do meu short, ele me olhou, pedindo permissão sem palavras. Eu apenas assenti, enquanto ele deslizava o tecido pelas minhas pernas com calma, deixando beijos pelo caminho, até que finalmente me deixou apenas de calcinha, e foi descendo até se acomodar entre minhas pernas.
Quando senti sua língu me tocando, um gemido escapou sem que eu pudesse controlar. Me arqueei em direção à sua boca, buscando mais da sensação deliciosa que ele provocava. Felipe sabia exatamente o que fazer, e alternava entre movimentos lentos e profundos, e toques rápidos e intensos, me deixando louca. Minhas mãos se enfiaram nos cabelos dele, puxando de leve.
— Felipe... — gemi, avisando que não aguentaria mais tempo
Ele sorriu satisfeito e subiu de volta, me beijando e fazendo que eu sentisse meu próprio gosto. Rapidamente, se livrou de seu short e da cueca, colocando o preservativo. Ele alinhou nossos corpos, enquanto seus olhos estavam fixos nos meus, esperando o meu sinal. Eu enrosquei as pernas em sua cintura, puxando-o para mim.
O primeiro momento foi intenso: a invasão lenta, a sensação de preenchimento, nossos gemidos se misturando no ar. Felipe começou a se mover, primeiro num ritmo lento, nos fazendo sentir cada centímetro um do outro. Depois os movimentos foram ficando mais rápidos.
— Você é tão gostosa... — ele disse em um tom sincero, nossos corpos suavam, nossos gemidos se misturavam. O som dos nossos corpos preenchia a casa
Minhas unhas arranharam as costas dele, e foi o suficiente para deixá-lo ainda mais fora de controle. Ele me virou de bruços, me puxando pela cintura, e me penetrou de novo, numa sequência de estocadas intensas e rápidas.
Quando senti que o orgasmo se aproximava, gozei gemendo seu nome, me agarrando a ele, e logo depois, ele também se entregou.
Felipe não saiu de cima de mim de imediato. Ficou ali, me beijando, me acariciando, passando a ponta dos dedos pelo meu rosto como se quisesse prolongar aquele momento o máximo possível.
* o capítulo ficou enorme, me desculpem! Mas só dei de uma coisa: Monique reagiu🙊😂
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Intensidade.
Ficção GeralQueria que tivessem dito à menina doce que fui, que seu coração era grande, e por isso sofreria. Que muitos a amariam menos do que ela merecia ser amada, e que, por isso, não deveria aceitar migalhas. Que perderia pessoas, e tudo bem, desde que não...
