— Senhor. — Ambos olham para Montfort de pé na entrada e ele não consegue esconder o choque com a aparência de sua Rainha. O Rei a atravessou Luanda, não permitindo que ninguém a visse e agora entendia o porquê.
— O que foi? — Grim rosna seu desagrado ao olhar contínuo de Montfort.
— Sinto muito, meu Rei. Minha Rainha.
— Ele abaixa os olhos, lutando para impedir que se encham de lágrimas.
— Está tudo bem Montfort. — Ela tranquiliza, vendo-o lutar. — Eu sei que parece uma bagunça, mas estou bem. — Ela lhe dá um sorriso encorajador.
— Eu trouxe uma refeição para você. — Ele corta suas palavras, não querendo que sua Rainha veja o quanto ele está triste por sua aparência.
— Sua garganta está ferida, Montfort.
— Grim informa-o.
— Eu trouxe vários itens, Senhor, incluindo sopa que não deve irritar. — Obrigada Montfort, isso parece maravilhoso.
— Quando ela fica de pé, Grim coloca uma mão gentil, mas restritiva em seu ombro.
— Você comerá aqui. — Ele é inflexível.
— Mas as meninas... — As pequenas estão comendo com a Guarda, minha Rainha. — Montfort informa.— Com a minha guarda? Por quê? — Seus olhos vão para Grim. — O que está errado?
— Não há nada de errado, minha Rainha. Verdade. — Montfort fala antes que Grim possa. — Quando chegou a hora de sua refeição, a Guarda se recusou a sair, mesmo alguns a cada vez e as pequenas se recusaram a comer, a menos que sua Guarda também fizesse, então eles estão comendo juntos.
— Oh... — Lisa descobre que ela não pode falar, enquanto seus olhos transbordam por estes homens carinhosos com suas filhas.
— Traga a refeição, Montfort. — Grim diz esfregando suavemente as lágrimas dela.
Assentindo com a cabeça, ele sai.
— Seus guerreiros são tão bons machos, Grim. — Ela sussurra.
— Nossas pequeninas capturaram seus corações tanto quanto você. — Ele a beija suavemente, tomando cuidado com seu lábio partido, afastando-se apenas quando Montfort retorna.
***
Grim observa sua Lisa enquanto ela come, quando ela hesita, ele tira a tigela, alimentando-a. Que ela não discute diz-lhe a verdade, está sentindo mais dor que diz. Quando a tigela está vazia, ela se inclina para trás.
— Pedirei a Montfort mais.
— Não, estou cheia, mas obrigada.
— Tem certeza? — Ele franze a testa.
— Sim. — Ela esfrega a mão ao longo de sua coxa. — Eu preciso ir ver as meninas.
— Não. — Grim nega.
— O que? — Ele vê o choque em seus olhos e sabe que ela entendeu mal.
— Você ficará aqui. Eu as trarei para você. Não sairá daqui, Lisa. — Sua voz é severa.
— Eu prometo... basta fica aqui... por favor... — Ele vê a preocupação que ela tem tentado esconder. Confiou nele quando disse que elas estavam ilesas, mas agora precisava ver por si mesma.
Era a mãe. Era seu trabalho, sua responsabilidade... Grim finalmente percebe o que ele e todos os outros homens Tornianos foram negados, algo realmente importante, o amor de uma mãe. Ele se certificará de que sua prole o tenha.
— Eu as buscarei, minha Lisa. Apenas prometa que irá se comportar uma vez que elas estiverem aqui. Preciso que você cuide de si mesma... por mim.
— Eu prometo, Grim.
***
— Mamãe! — Como as garotas escaparam das mãos restritivas de Grim, ele nunca saberá, mas o fazem, indo direto para a mãe.
— Meninas! — Grim diz, enquanto elas mergulham em seus braços, vendo a dor mesmo quando seus braços as envolvem.
— Está tudo bem, Grim. — Ela diz quando ele tenta afastá-las dela. Abaixando a cabeça, ela as puxa ainda mais perto, respirando seu cheiro inocente.
Agradecendo a Deusa por cuidar delas até que Grim pudesse.
— Mamãe... — Carly levanta uma mão hesitante, tocando sua bochecha ferida.
— Você está machucada. — Seus olhos vão para Grim.
— Foi a árvore, bebê. — Lisa teve tempo de pensar sobre o que dizer às meninas e enquanto não gostava de mentir, não havia como explicar o que realmente aconteceu. — Eu disse-lhe que iria encontrar uma e me esconder até que Grim pudesse nos encontrar e o fiz. — Ela olha para Grim, vendo que ele entende o que está fazendo.— Mas o que aconteceu, mamãe? — Miki pergunta, sua voz tremendo.
— Eu julguei mal, bebê. — Ela vê sua confusão.
— Cometi um erro, pensei ter encontrado uma árvore boa e confiei, mas não foi e acabei me machucando.
— Ela vê o medo nos olhos das meninas. — Mas Grim me impediu de ficar realmente ferida. Estes são apenas golpes e contusões... vocês duas já ficaram assim antes, lembram-se?
— Elas assentem. — Então não se preocupem, eu ficarei bem.
— Promete, mamãe? — Miki sussurra com medo.
— Eu prometo, bebê. Agora digam o que estão fazendo. Ouvi dizer que Padma ficou com vocês.
— Sim, mamãe. — Miki diz com entusiasmo, seu medo anterior esquecido.
— Ela disse que precisávamos nos limpar antes experimentar nossas roupas novas... — Ela se inclina para trás, deixando Lisa ver o que está vestindo.
Lisa olha e vê que ambas as meninas estão vestindo roupas que ela nunca viu antes. Olhando para cima, ela vê Padma de pé ao lado da porta, Gossamer logo atrás.
— Obrigada Padma. — O aperto na garganta de Lisa não tem nada a ver com sua lesão.
— Não foi nada, minha Rainha. — Padma olha para os pés.
— É algo Padma. — Lágrimas enchem os olhos de Lisa. — Você cuidou de minhas filhas quando não precisava. Você as confortou. Sempre estarei em dívida.
— Não, não fiz nada que você não tenha feito pelos meus filhos.
— Grim segue a troca entre as duas fêmeas e percebe que ele nunca deu à mulher de Gossamer o respeito que ela merecia. Ela obviamente amava tanto sua descendência quanto Lisa e por isso, forjaram um vínculo que apenas elas realmente entendiam.
— Padma. — Grim aborda-a diretamente, algo raramente feito. — Você estaria disposta a ficar está noite? Nesta ala, claro, totalmente protegida, para ajudar com o cuidado de nossa prole para que Lisa possa descansar livre de preocupações?
— Meu Rei? — Padma olhou para ele chocada.
— Gossamer também, é claro. — Ele a olha nos olhos. — Você provou que não é apenas um fiel, mas uma verdadeira amiga da minha Rainha. Poderia ter deixado Luanda ao primeiro sinal de problemas, mas se recusou, ficou e cuidou da nossa prole quando não conseguimos, de uma maneira que ninguém mais poderia tê-lo feito e isso não será esquecido, será sabido que você é uma amiga verdadeira e confiável da Rainha e o Rei de Luda.
— Eu... — Padma não sabe o que dizer. O que o Rei acabou de dizer mudará suas vidas. As mulheres auyangianas eram vistas como escórias pelas fêmeas de Tornian e no melhor dos casos, pelos homens também. Por isso, Gossamer sempre a mantinha tão perto. Para o Rei proclamá-la com uma amiga... quer dizer que estenderia sua proteção a ela e sua família.
— Nós ficaremos, meu Rei. — Gossamer fala por trás de Padma.
Continua...
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Grim
Historical FictionO livro não é meu ! Todos os direitos autorais da obra devem ser direcionados ao autor. Lembrando que PLÁGIO É CRIME.