Capítulo 51

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— Senhor, não existe nenhuma maneira de estar lá em três dias.

— Os pensamentos de Alger começam a voar. A Rainha foi ferida e ele não sabe se ela poderá usar as unidades de reparo, se não puder, será apresentada à Assembleia maltratada e ferida, nenhuma desculpa será aceita.

— O Imperador ordenou. — Grim responde.

— É claro, meu Rei, mas uma fêmea Torniana não estaria preparada para viajar em tão curto período de tempo. Ela deve se preparar, arrumar tudo e ser tranquilizada.

— O olhar de Alger permite que Grim saiba que ele percebe que Lisa não exigiria nenhuma dessas coisas. — Também para uma tão valiosa quanto a Rainha e sua prole, há uma maior necessidade de proteção. Você será negligente com seus deveres, como protetor da Rainha, se não solicitar uma escolta imperial para chegar a Luda, garantindo a segurança das mulheres. O Imperador certamente entenderá devido ao que aconteceu a Imperatriz.

— Grim levanta uma sobrancelha para o Capitão, um sorriso hesitante em seus lábios.

— Você tem um bom ponto Alger, mas o que ganhamos com isso?

— Por agora Senhor, tempo. Levará vários dias para que o Imperador mobilize a escolta, depois três dias para chegar a Luda. Isso dará à rainha e sua prole tempo para se recuperar completamente dos eventos de hoje e para que possamos planejar como garantir sua segurança.

— Nós, Alger? — Sim, Senhor, a Guarda não entregará a Rainha, nem mesmo ao Imperador.

— Você sente que pode falar por não apenas por minha Guarda, mas a da Rainha?

— Sobre este assunto, meu Rei, sim. É nossa Rainha. Ela e sua prole pertencem a você.

***

Hadar franziu a testa com a última leitura que obteve do scanner. Até saber que tudo estava normal e nenhum dano permanente foi causado à fêmea do Rei, mas essa última varredura profunda... indicava que ela estava carregando a descendência do Rei.

— Há algo de errado Hadar? — Lisa voltou para o sofá, observando-o estudar a tela.

— Não tenho certeza. — Ele a olhou com desconfiança.

— O que você quer dizer? — Lisa pergunta.

— Parece que você carrega sua descendência. — Ele espera sua reação.

— Sim. — Ela assente com a cabeça.

— Você sabe! — Hadar não pode esconder seu choque. Sua voz soou tão alta que Risley entrou na sala.

— Está tudo bem, minha Rainha? — Ele dá a Hadar um olhar duro, não se importa com quem é, ninguém perturba sua Rainha.

— Tudo está bem Risley, Hadar estava apenas expressando seus pensamentos.

— Você tem certeza, minha Rainha? — Ele hesita em sair.

— Sim. Obrigada Risley. Você se importaria de fechar parcialmente a porta ao sair? Não quero incomodar as meninas.

— Minha rainha? — Ele lhe dá um olhar preocupado.

— Não totalmente, apenas o suficiente para que nossas vozes não sejam ouvidas.

— É claro, minha Rainha. — Com uma leve reverência, ele retorna ao seu posto, fechando a porta a parcialmente.

— Por que você está tão chocado, Hadar? — Lisa se volta para ele. — Não é este o propósito das uniões em Tornian? Ter descendência? — Lisa não tem certeza do por que está sendo tão malvada com o curandeiro. Ele não disse nada, mas não gostou de sua atitude. Como se ela fosse um inseto a ser observado.

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