47 - Maurício

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O capítulo de hoje é para sorrir porque sorrir é bom e ponto final!

Desço da moto vendo Isa e Aika entrarem no táxi. Essa garota deveria procurar outra boate, o Fred vem aqui desde que se mudou pra Brasília.

Quando eu fazia sua segurança tive de inventar desculpas para irmos em outros lugares, coisa mais difícil é fazer segurança quando a outra pessoa não faz ideia do que está acontecendo, tive medo do Fred achar que eu tava apaixonado por ele.

Olho meu reflexo no retrovisor e ajusto o cabelo, tenho de raspar essa coisa, cabelo dá trabalho. Prendo o capacete na moto e vou entrando subsolo abaixo, só tô aqui porque aparentemente a Aretha quer me ver, o Fred não foi específico.

Descubro que Frederico já pagou minha entrada e consumação, desgrama, além de ter grana ele é gente boa, mas não gosto de ninguém pagando minhas dívidas e não preciso de atestado de pobreza na frente da Aretha. Alguns dançam, outros bebem e outros jogam sinuca, mas ainda que o lugar estivesse apinhado eu conseguiria notá-la.

Na pista Aretha requebra sorridente, vestido curto, meia calça, saltos e os cabelos numa intrincada trança, como usaria uma guerreira viking, ao seu lado dança também a irmã, o penteado é o mesmo, não duvido que tenham se arrumado juntas.

Na mesa próxima ao bar alguém acena para mim, cumprimento os colegas de trabalho e olho em volta procurando a girafa marombada. Vou chamá-lo assim pra sempre.

- Hei brother! - Fred e eu nos cumprimentamos e como sempre acontece aquele estalo quando nossas mãos se conectam.

- Fabrine esse é o Maurício, meu amigo e sócio no curso de defesa pessoal. - ela estende a mão e Fred continua – Maurício essa é a Fabrine minha namorada.

- Amiga! - ela corrige apressada. - Eu sou amiga do Fred.

- What? - confuso, ele retira o braço do ombro da garota – como assim minha amiga, você não é minha amiga.

- Fred será que podemos conversar depois? - ela pede.

- Porra nenhuma!

- Mano, quem te atacou? Eu terei de fazer sua segurança até quando? - pergunto vendo as marcas vermelhas e decidido a mudar de assunto.

- Sem piada maluco! - ele me dá um soco no ombro – Fabrine, nós estamos transando, eu não transo com meus amigos!

- Se vai rolar DR eu vou pra pista. - aviso e dou as costas.

Com exceção do cabelo muito curto, da falta de cachos e a habilidade de ver a garota é bem o tipo do Frederico, gostosa e bonitinha. Nunca entendi porque um cara que pode ter qualquer mulher não escolhe as perfeitas. Observo Aretha requebrar, mas talvez seja esse o problema já que a única mulher perfeita no mundo é irmã dele. 

Se Deus quiser será minha namorada.

- Oi! - digo para a Aretha. - Quem fez isso em ti? Vocês não conseguem conversar sem sair no braço?

Ela continua dançando, me ignora.

- Garoto, fica na sua! - Vi manda sem parar de dançar. - e ainda tá brava contigo.

- Aparentemente! - respondo.

- Relaxa, nós estamos no time certo! - Vi me informa.

- Como assim?

- Ela tá falando da Olívia! - Aretha interrompe. Ah, saquei, a Vi acha que estamos brigados por isso.

- Isso – Vi confirma – eu e você somos time Olívia!

- Com certeza, time Olívia. - confirmo tentanto superar o som alto.

Vi se afasta sorrindo e Aretha me dá as costas.

Fred 2.0Histórias para pegar e não largar. Descubra agora