Depois de sobreviver a um atentado e descobrir desagradáveis verdades sobre a Família Frederico tenta se ajustar na companhia da irmã Aretha e um novo amigo.
Multiplos pontos de vista narrativo, todos em primeira pessoa. O texto possui conteúdo adu...
O capítulo de hoje foi muito massa de escrever pq é coisa demais acontecendo. Aguenta que vem emoção.
Observo a janela do seu apartamento, o carro está aqui. Provavelmente o excomungado está na cama dela, suado, beijando uma boca que deveria ser eu a beijar. Desço da moto e me afasto, não quero que me veja.
Horas depois eles descem. Enquanto estavam lá em cima eu poderia fingir que estavam falando coisas de médico, mas agora não há como negar. No rosto dele está a maior expressão de felicidade, e como seria diferente?
Ela o abraça, os dois balançam sorridentes, nunca vi Aretha tão relaxada, o franzido da testa não está mais lá, a expressão é leve, os lábios macios sorriem enquanto trocam mais palavras, se beijam e abraçam.
Ele embarca no carro e ela se inclina na janela, as pernas nuas na camiseta grande me dão ainda mais vontade matá-lo. Ela sobe e o homem dá partida, coloco o capacete, subo na moto e vou atrás, meia hora depois estamos no deserto estacionamento do Hospital Sarah Kubitschek do Lago Norte.
Desço da moto antes que alguém apareça e entro no carro, mantenho a viseira baixa e não retiro capacete. Ele grita no susto e levanta as mãos. Puxo a arma das costas e o pânico do desgraçado aumenta, pega o celular dizendo que transfere dinheiro para mim, mas que por favor não o machuque.
Está para se borrar.
Pode ser médico e ter algum dinheiro, mas não está a altura da Aretha. Um homem pra ela não teria medo, arrancaria a arma de mim, isso sim.
Meu silêncio parece mais ameaçador do que se eu estivesse gritando, tenta então abrir a porta e escapar, mas o seguro pelo pescoço e bato sua cabeça contra o volante.
Quero mandar que nunca mais se aproxime dela, mas não consigo. Pressiono a arma contra sua cabeça e o homem começa a chorar com a testa no volante. Ele soluça apavorado, mãos trêmulas, nem tenta se defender.
Droga!
Posso ouvir a voz do Fred me chamando de covarde!
Não estou com a garota que eu gosto por medo do seu pai, mas ameaço o cara que tem coragem de fazer o que eu não fiz?
Saio do carro e enfurecido subo na moto, quase ouço a voz do Fred me esculachando. Merda de loiro dono da verdade.
Ao invés de ouvir Deus ou meus pais foi o desgraçado do Fred que apareceu na minha consciência.
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- Mais alunas? – pergunto para Lulu que ajuda Frederico com os tatames.
Lulu é um viado amigo do Fred, o jovem de cabelo rosa e rosto levemente maquiado me olha de cima embaixo, eu não sou machista nem nada, mas não dou para ele as liberdades que tem com o Frederico.
- Não, mas o Fred está sem camisa, elas basicamente nos seguiram. - Lulu responde revirando os olhos.