Vinte e quatro horas tinha se passado, e ninguém tinha conseguido nenhuma pista a respeito do paradeiro dela. Elisabeth estava quase arrancando os cabelos de frustração, e as notícias que chegavam só conseguiam aumentar o seu desânimo. Era como se alguém tivesse literalmente tirado ela da fase da terra, e considerando a quantidade de câmeras e caminhos que haviam sido selados, escapar da cidade era praticamente impossível.
Foi com esse pensamento que ela simplesmente desistiu da busca pelos métodos tradicionais. O grupo capturado estava com eles, então a opção mais óbvia era submete-los a uma análise: a mesma máquina que Natalia tinha comentado antes de ser presa. Teoricamente a idéia parecia ser fácil, mas demorou um tempo até ela alguém que sabia como usar tal tecnologia e conseguir esses serviços.
-Quanto tempo isso vai demorar? -questionou, impaciente.
-Estamos vasculhando cinco mentes ao mesmo tempo. Vai demorar. -respondeu Jamie.
-Becker? -interveio Rick.
-Hum? -Franziu a testa, incapaz de esconder o seu mal humor.
-O paciente número três diz que precisa falar com você.
-Quem é o número três? -perguntou, confusa.
-Acho melhor você vir comigo.
Todos os interrogados estavam acordados, mas havia uma parede branca separando cada um, e a distância entre eles era suficiente pra que ninguém conseguisse conversar. Foi por causa disso que Elisabeth precisou acompanhar o namorado até o indivíduo que tinha decidido abrir o bico, porque não conseguia enxergar daquela distância o rosto do suposto delator.
No entanto, a cara que apareceu na sua frente não foi nem um pouco surpreendente. Afinal, Abby Miller foi a única entre os criminosos que adotou o silêncio como resposta a qualquer pergunta que fizeram.
-Que bom que decidiu falar. -cruzou os braços, encarando a mulher imobilizada com os fios na cabeça. -Mas não precisamos mais da sua colaboração.
-Então o que está fazendo aqui? -questionou a mulher.
-Curiosidade. -deu de ombros.
-Vou lhe poupar tempo e esforço, dando a resposta que vocês estão procurando.
-Por qual motivo? -franziu a testa, desacreditada. -Me enrolar, não vai me impedir de vasculhar a sua mente.
-Fique a vontade pra prosseguir. -revirou os olhos. -Não temos muito tempo, então preciso que ouça. Não estou aqui por vontade própria, eu cresci em agências de segurança nacional e a minha presença nessa equipe foi uma estratégia de contatos e reconhecimento de protocolos. -suspirou, cansada. -Mas o meu trabalho não poderia ser cumprido sem que o meu disfarce fosse por água abaixo, e o momento exato foi difícil de encontrar.
-Vai continuar enrolando? -interveio Rick, impaciente.
-Natasha me disse que quando chegasse a hora...
-Natasha? - interrompeu Becker.
-Ela me procurou a muitos anos, antes mesmo de sumir. A história que ela contou era maluca, e o pedido foi pior ainda. Mais tudo fez sentido quando alguém bateu na minha porta e confirmou suas teorias...ela precisava de alguém lá dentro.
-Está me dizendo que você foi uma espiã? -resmungou Rick, desacreditado.
-Eu precisava de uma única informação que Natasha jamais foi capaz de conseguir.
-Quem está por trás de tudo isso. -concluiu Lizzie. -E imagino que já tenha a resposta?
-Vocês podem confirmar isso através das minhas memórias, mas como o tempo é curto, devo dizer que o responsável sempre esteve no meio de vós. -dramatizou, como se aquilo fosse uma peça teatral. -E que...
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B.M Consanguineo
RomanceNatasha Morgan nunca acreditou que isso fosse realmente acontecer na sua vida, de todas as loucuras que já viveu, aquela parecia ser a mais insana. Talvez estivesse morta, ou delirando na cama de um hospital? quem sabe? ela não sabia e nem tinha a m...
