Cecília Albuquerque
A semana passou bem corrida, parece que quando a gente tem responsabilidades o tempo passa mais rápido.
Hoje, pro meu agrado, era sexta-feira. Eu tava finalizando mais um dia no estágio, graças a Deus.
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Amandinha 💜
Amandinha 💜: Oi linda 17h23
Amandinha 💜: Tá livre hj?
Você: Oie 17h29
Você: Tô sim, pq? 🤔
Amandinha 💜: Felipe vai pra empresa da mãe dele dps do estágio
Amandinha 💜: Quer vir aqui pra casa me fazer companhia?
Você: Querooo, vou passar em casa rapidinho e vou pra aí
Amandinha 💜: Traz doritos
Você: Ok
Ouvi uma certa discussão vindo da sala da Vanuza.
Quando a porta da sala dela abriu, olhei discretamente.
Percebi que um homem alto saiu de lá, mas logo reconheci ser meu ex sogro.
— Não, não acredito. - O meu ex sogro falou abrindo um sorrisão e me abraçou forte — Que saudade que eu tava de você, mocinha.
— Que saudade que eu tava, sogr... Fernando. - Falei surpresa retribuindo o abraço.
— Fernando?- Perguntou contrariado me soltando — Nunca mais me chama assim, Cecília. Vou ser pra sempre o seu sogro, mesmo que você não esteja mais com o meu filho.
Confesso que fiquei aliviada em saber que o Enzo contou pro pai dele sobre o término.
Imagina se eu ficasse na saia justa, sem saber o que responder caso o pai dele não soubesse.
— É... Você tem razão. - Concordei sorrindo por estar muito feliz em ver ele.
O pai do Enzo tava viajando muito nos últimos meses, fazia tempo que eu não via ele quando ia pra casa deles.
O Enzo tava vendo o pai mais no estágio do que em casa.
— Engraçado, estávamos falando sobre você essa semana. - Ele disse pensativo — Joguei uma isca pra saber se vocês ainda tavam namorando, porque fazia dias que ele chegava e saía do estágio sem a aliança no dedo.
— É porque o término foi recente, faz umas duas semanas só. - Respondi escondendo o quanto to sofrendo com esse término.
— Aparece lá em casa qualquer dia, pra gente jantar igual antes. - Ele fez um convite sincero e eu sorri de canto sem saber como sair desse papo.
— Acho que não seria bom... - Falei receosa tentando desconversar.
— Claro que seria. - Ele falou firme com muita certeza — Eu tenho dentro de mim que vocês ainda vão voltar.
— Acho difícil, Fern... Sogro. - Corrigi e ele sorriu pra mim — A gente tá dando espaço um pro outro pra conseguirmos assimilar tudo.
— Vou respeitar, mas não concordo. - Ele respondeu me fazendo rir — Qualquer coisa você pode me ligar.
— Tá bem, combinado. - Sorri agradecendo e a gente se despediu.
Uma das psicólogas aqui da clínica me entregou a última anotação do dia e eu digitalizei rápido pra poder ir logo pra casa da Amanda.
Assim que meu expediente acabou, peguei minhas coisas e fui pra casa rapidinho como havia prometido pra Amanda.
Só tomei um banho rápido e coloquei uma roupa confortável.
Obviamente não esquecendo das mil borrifadas de perfume.
Mandei mensagem pra ela avisando que estava a caminho.
Quase esqueci de comprar o doritos, mas consegui lembrar a tempo.
Cheguei na casa dela encontrando a casa vazia e escura, com poucas luzes ligadas.
Andei pela casa toda procurando algum ser, mas não vi absolutamente ninguém.
Liguei algumas vezes pra ela, mas nem sinal do celular tocar e nem dela atender.
Quando eu finalmente desisti de procurar e decidi ir embora, esbarro em alguém próximo a porta.
— Enzo? - Perguntei ao ver o Enzo na minha frente e vi pela cara dele que tava confuso com a situação tanto quanto eu.
— Cecília? - Perguntou no mesmo tom que eu.
Escutamos a porta ser trancada e levamos um susto.
— Não acredito que eles armaram isso. - Falei tentando abrir a porta.
— Armaram o quê? - Perguntou sem entender — Cecília, você vai quebrar a porta desse jeito.
— Eles fingiram chamar a gente pra fazer alguma coisa. - Expliquei pro Enzo, que fechou os olhos com força caindo na real.
— Porra, eles tem quantos anos? 13? - Perguntou irônico.
Depois das minhas inúmeras tentativas fracassadas de abrir a porta, finalmente desisti e sentei no sofá.
— Você não vai fazer nada? - Ele perguntou tentando abrir a porta.
— Eu não, cansei. - Fui sincera — Eles só vão abrir a porta quando quiserem. Ou você arromba ou vamos ter que esperar a boa vontade deles.
— Felipe me paga. - O Enzo falou desistindo de tentar abrir a porta e sentou no sofá também.
Ficamos uns bons minutos em silêncio, sem trocar nenhum olhar.
— Encontrei seu pai no meu estágio hoje. - Puxei assunto pra espantar o silêncio mórbido.
— Eu imaginei que ele ia lá mesmo. - Ele respondeu — Falei pra ele que vi minha mãe.
— Nem consegui te perguntar antes, mas como você ficou com isso? - Perguntei em relação a ele ver a mãe novamente.
— Normal. - Respondeu me olhando rápido — Acho que nunca mais fico daquele jeito quando encontrei ela no início do nosso namoro.
Uma parte de mim se segurou pra não sorrir com o final da frase, já a outra sentiu um aperto no coração.
— Que bom, fico feliz por estar bem. - Falei encostando as costas no sofá e vi ele assentindo com a cabeça.
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Aquela Pessoa
Teen FictionEm um dia comum no estacionamento da faculdade, um acidente inusitado une os caminhos de duas pessoas que, até então, eram completos estranhos. O impacto do encontro vai muito além dos carros amassados: suas vidas começam a se entrelaçar de maneira...
