128

3.1K 195 28
                                        

Cecília Albuquerque

    Já passava das 4h da manhã e os meninos não pararam de beber.

— Chega, né? - Perguntei pros dois bêbados.

— É, gente. Foi legal, mas já tá chato. - A Amanda concordou comigo.

— Tá chamando seu namorado de chato? - Felipe perguntou com a voz embolada.

— Não, mas talvez sim. - Amanda respondeu sincera e ele ficou indignado.

— Já chega né, amor? - Perguntei pro Enzo — Amor?

— Caralho, mané. Ele dormiu. - Felipe falou gargalhando, puxando o celular pra tirar uma foto.

    Conferi se o Enzo tava respirando... vai que ele desmaiou de tanto beber, né.

— Amor? - Chacoalhei ele, que abriu os olhos lentamente — Vamos?

— Porra, cara. Tu é fraco pra caralho com bebida. - Felipe implicou.

— Não enche, porra. - O Enzo falou coçando os olhos.

— Vou chamar o uber. - Falei pegando meu celular.

— Não, pô. Tá cedo. - O Matheus respondeu se aproximando — O sol nem nasceu ainda.

— Concordo com teu primo. - Felipe concordou com o Matheus.

— Cala a boca, Felipe. - Amanda falou brava e ele arregalou os olhos, ficando em silêncio.

— Poxa, primo. Foi tudo muito bom, mas já estamos cansados. - Falei — Fora que hoje é nosso último dia aqui, temos que tentar acordar bem pra aproveitar o resto do dia.

— Pô, priminha. Então vai lá. - Matheus se despediu de mim — Qualquer coisa vou lá te dar um tchau.

— Vai sim. - Concordei abraçando ele.

Matheus se despediu de todo mundo e foi até uma outra rodinha.

— Uber chegou, vamos? - Falei com a Amanda, ignorando os meninos.

Ajudei o Enzo a levantar e fiquei abraçada na cintura dele pra evitar que ele tombe pro lado.

— Eu não queria ir não, mas manda quem pode e obedece quem tem juízo. - Felipe rebateu, indo até o carro com o auxílio da Amanda.

— Isso mesmo, Amanda te treinou bem. - Falei e o Felipe me deu dedo.

Entramos no carro e ajudamos os meninos a sentarem.

Fui na frente ao lado do motorista e os três no banco de trás.

Demorou um pouco, mas chegamos umas 4h41 em casa.


— Porra. - Amanda falou fazendo força pro Felipe subir as escadas.

— Eu consigo, pô. - Felipe falou alto e a gente mandou ele falar baixo.

— Anda logo, Felipe. - Amanda mandou e ele subiu com ela ajudando.

Pra mim foi mais difícil porque o Enzo tá praticamente dormindo em pé.

— Vai, amor. Ajuda aí, né. - Falei fazendo força pro Enzo subir sem derrubar eu e ele.

— Uhum. - Falou sonolento dando passos curtos na escada.

— Graças a Deus. - Falei aliviada assim que terminamos de subir a escada.

— Amiga, vai vocês dois primeiro banhar. - Amanda falou comigo — O Enzo tá quase dormindo.

Aquela PessoaOnde histórias criam vida. Descubra agora