Abraço o teu peso de afogado. Trazido pelas águas do mar. E tento carregar teu corpo para longe das espumas de rebentação. Beijo teus olhos fechados. E percebo que nosso amor foi sempre assim,um ciclo vicioso. Eu, tentando te arrastar para longe do leito do mar e tu afundando sem bracejar, coberto de algas e tristeza. Entendo que o amor nunca fora fácil pra ninguém, mas ele também tem um limite e acaba morrendo por desleixo.
Onde nós perdemos esse sentimento belo e precioso? Éramos invencíveis na nossa ignorância. E não haviam erros ou remendos. Agora tenho um morto a mais para enterrar. E tanto barulho para conter. O que eu faço com o tanto que sobra de ti, em mim?
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Ensaios sobre sangue, ferrugem e fogo
Short StoryFlores no meu jardim, enfeitam a solidão. Borboletas amarelas morrem tão rápido, quanto aparecem, no meu peito cansado. Estou tecendo histórias, escrevendo verdades e invenções,enquanto espero o amor. Ainda estou aprendendo.