Eu simplesmente abro a porta e saio. Deixo ela aberta, tenho medo de não saber voltar, mesmo tendo a certeza de que ao sair já não serei o mesmo. E que voltar nem sempre é o caminho mais certo. Esqueço um bocado de mim, nessas ruas que presenciaram tanto da minha vida.
Mas ainda há tanto a ser descoberto. Tanto de mim. Talvez viver seja esse eterno desencontro. Essa incerteza em querer crescer ou estar perdido. Talvez um dia tudo faça sentido. Talvez seja a hora de voltar para casa e colher os frutos de tudo o que tenho cultivado, apesar da aridez do terreno. Talvez o amor seja dizer adeus muitas vezes, e acolher outras tantas. Acho que nunca terei muitas certezas.
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Ensaios sobre sangue, ferrugem e fogo
Short StoryFlores no meu jardim, enfeitam a solidão. Borboletas amarelas morrem tão rápido, quanto aparecem, no meu peito cansado. Estou tecendo histórias, escrevendo verdades e invenções,enquanto espero o amor. Ainda estou aprendendo.