Eu encaro a minha imagem.
Percebo-me desbotado. Como encarar-se em um espelho embaçado. Eu não me reconheço nesses traços. Estou cansado de ser forte. Quero voltar a ser criança e ter a certeza de que estou protegido,de que alguém realmente cuida de mim. Esse mundo anda tão confuso e assustador. Parecem animais presos em caixas. Acuados, até atacar. Eu assisto o noticiário e choro. Tantas vidas ceifadas, tantas histórias que se apagam e rumam ao esquecimento.
E pergunto-me aonde estaria o amor. Não vejo luz. Apenas um caos disfarçando de mudança. Eu não estou satisfeito comigo, nem com o mundo que temos. Eu rezo, rezo por uma revolução. Uma revolução de amor e esperança. Afinal somos reflexos uns dos outros,e portanto todos temos o mesmo destino.
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Ensaios sobre sangue, ferrugem e fogo
Short StoryFlores no meu jardim, enfeitam a solidão. Borboletas amarelas morrem tão rápido, quanto aparecem, no meu peito cansado. Estou tecendo histórias, escrevendo verdades e invenções,enquanto espero o amor. Ainda estou aprendendo.