Meu peito urbano apaixonou-se pelas frestas de claridade além do concreto,da ferrugem envergada e muros rabiscados,tantas figuras,caricaturas de mim,morando do lado de fora.
Desejei um pouco de candura,qualquer toque morno,essa solidão faz-me tão pequeno e deslumbrado.
Vejo a arte em viver desencontrado,aceito a poesia de ser apenas um,mesmo sendo feito para ser dois. Faço minhas preces,agradeço bem rapidinho,e espero outros dias. E espero.
Mas a vida tem sido um ciclo,um círculo sem fim,uma repetição de dias,momentos de lucidez e calmaria.
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Ensaios sobre sangue, ferrugem e fogo
Historia CortaFlores no meu jardim, enfeitam a solidão. Borboletas amarelas morrem tão rápido, quanto aparecem, no meu peito cansado. Estou tecendo histórias, escrevendo verdades e invenções,enquanto espero o amor. Ainda estou aprendendo.