Esse vai especialmente para as garota do FlopJudrigo, maravilhosas!!! Amo vocês amores.
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•Por Juliana
Estranhei Vanessa ter me chamado para o escritório de meu pai. Será que tinha alguma coisa relacionada com o que o Rodrigo havia acabado de falar?
—Então minha querida, antes do seu pai ir pro Hospital naquele dia, ele me pediu para que, caso ele não voltasse pra casa, eu te entregasse essa carta. Ele não me falou nada sobre ela, apenas pediu para que lhe entregasse e que tudo que você precisa saber está aí.
—Aí meu Deus, mas será que é das coisas relacionadas à herança?
—Não sei Ju. Ele não falou e eu nem toquei no assunto.
—Tá bom. Não vou ver agora, vou deixar pra ler quando chegar em casa. —nem o abri, deixei do jeito que estava. —Vane, muito obrigada por tudo. Aproveite a casa, pois tudo é seu. —abracei-a.
—Muito obrigada Ju, confesso que estou muito feliz por isso. Você sabe que eu só tenho aqui pra ficar. Alugar ou comprar uma casa esta fora das minhas condições.
—Pois é, por isso mesmo que decidi isso. Fique aqui o tempo que precisar. Qualquer coisa só chamar. —fomos em direção a saída dali.
—E você pode voltar quando quiser. A porta sempre estará aberta.
—Pode deixar que eu virei te visitar sempre que puder.
Nos despedimos e fomos colocar as coisas nos carros. Quando colocamos tudo, ouvi Rodrigo conversando baixo com Felipe.
—Ela vai com o Bruno. —se relacionou a mim.
Não quis provocar, então entrei direto no carro do Bruno. Não conversamos muito no caminho, pois eu estava muito cansada. Quer dizer, eu não conversei né, porque tia Fer e Yanna foram de Teresópolis ao Rio conversando. Deitei com a cabeça no colo da tia e ali fiquei até chegarmos em casa.
—Graças a Deus!! Estamos em casa! —falei, assim que entramos no local.
—Nem me fale! Eu necessito de um banho!! —Yanna me disse, se jogando no sofá.
—Nem vem que eu que vou primeiro... —nem dei tempo pra ela pensar, corri rapidamente para o banheiro e me tranquei lá.
Durante o banho as lágrimas eram inevitáveis. Como eu iria sentir a falta do meu pai. Como seria difícil a partir de agora viver sozinha nesse mundo. Mas eu sei que eu tenho um Deus que nunca me deixa sozinha. E isso me consola.
Aquele banho foi renovador. Lavou toda a minha alma. E eu estava de peito aberto pra começar essa nova etapa. Seria difícil, mas não impossível.
Sai dali, botei uma roupa mais leve e fui em direção a cozinha. Percebi que Mari e Yanna estavam com os cabelos molhados. Pareciam ter acabado de sair do banho.
—Ué, tomaram banho? —Mari assentiu com a cabeça. —onde?
—No quarto da mãe. Tomamos banho juntas hoje. —ela disse, tirando duas maçãs de dentro da geladeira e me deu uma.
Ali, o banheiro do quarto da tia Fer era sagrado. Ninguém poderia usar além dela. Nós três tínhamos o nosso e ela tinha o dela. Nós não iríamos no dela e ela não usaria o nosso. Isso era acordo fechado.
—Nossa, que milagre!! tia Fer liberando o banheiro privado...
—Cê viu... —Yanna completou.
—Milagre nada viu, fiz apenas uma gentileza! —Tia Fer apareceu. —E confesso que queria ficar mais perto das minhas bebês. —deu um beijo na cabeça das duas.
—Falando em ser gentil, a senhorita foi muito grossa com o Rodrigo esses dois dias viu... —ela vai defender ele? É isso mesmo produção?—Ele foi super legal contigo e você tratou ele muito mal.
—Não fiz nada demais. E ele merecia também. Me fez passar o maior papelão quando foi comigo lá pra Teresópolis da primeira vez. Ouvi pra caramba do meu pai.
—Ué, eu achei que estivesse rolando alguma coisa entre vocês... Estavam sempre juntos. —Tia Fer me disse.
—Nunca rolou nada entre eu e ele. Eu que apenas o ajudei uma vez e ele quis retribuir me levando pra Teresópolis, mas as coisas só pioraram lá. —falei. —só o tratei daquele jeito, porque foi merecido.
—você tem noção do que aconteceu com ele e com os meninos por algum acaso? —Yanna perguntou.
—Como assim com ele e com os meninos? Não estou sabendo de nada.
—Pois é, se estivesse dado ouvidos a mim aquele dia, você saberia.
~Flashback on~
—Ju, você não sabe o que aconteceu cara... —Yanna veio puxando papo.
—algo relacionado ao Rodrigo? Não, porque se tiver, eu não quero saber...
—A ele, ao Bruno e ao Felipe.
—Então eu não quero saber. Pode guardar pra você. —Me levantei.
—Não Ju, espera. Me ouve cara, o assunto é sério... —ela me segurou pelo braço.
—Eu vou ali conversar qualquer coisa com o Daniel, licença. —Puxei meu braço e sai.
~Flashback off~
—Releva vai, eu estava de cabeça quente com tudo que estava acontecendo com meu pai.
—Juliana, quem não quis ouvir foi você. Você sabia da gravidade da situação, mas preferiu "conversar qualquer coisa com o Daniel".
—Tá, mas enfim, fale o que aconteceu...
—conta aí Mari... —ela saiu do nosso meio.
—O Rodrigo, o Felipe e o Bruno estão desempregados. Eles preferiram ir pra Teresópolis pra te ajudar, do que continuar no emprego. —OI? COMO É QUE É?
—Como assim gente? Eles perderam o juízo?
—Eles foram lá pra te ajudar e você fala que eles perderam o juízo Juliana? —Yanna voltou a falar. —Durante todos esses dias o Rod vinha me perguntando como o seu pai estava. Sempre dizia estar preocupado com ele e quando eu contei à ele que seu pai iria fazer uma cirurgia, ele ficou completamente chocado e pediu pra que qualquer notícia nova, era pra eu avisa-lo. Assim que você me ligou contando da morte do seu pai, eu liguei pra ele para avisa-lo. Ele ficou bastante abatido e disse que em minutos ele estaria aqui, com os meninos, pra que nós fossemos pra Tere. Eu estranhei ele falar assim com tanta rapidez, justamente por conta do trabalho dele, mas depois o Bruno me contou tudo o que havia acontecido. Assim que ele desligou o telefonema comigo, foi atrás dos dois e disse que eles precisavam ir rápido pra te ajudar e o chefe deles viu eles se arrumando pra sair. Eles tentaram se justificar, o chefe falou que se eles saíssem eles estariam desempregados e você já sabe qual das duas opções eles preferiram escolher.
—Isso foi totalmente iniciativa do Rodrigo. Ele, por já ter perdido seu pai, sabe do que você estava passando e não queria que você passasse pelo mesmo que ele; sozinho. —Mari completou.
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Um choque de realidade na Juliana hein... O que acharam? Quero comentários!!
Beijos.
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Boas Mentiras
FanfictionMentiras. E mais uma mentira. E mais uma, e mais uma... Todos são acostumados a mentir. Mesmo sendo algo ruim e que não nos agrade, insistimos neste erro. Mas será que existem as boas mentiras? Ou mentira é mentira e ponto final? Digamos que depe...
