•Por Juliana
Meu horário de trabalho estava quase pra terminar e eu estava dando graças a Deus por isso. Como Isabela mesmo havia me falado, o cara hoje estava uma fera. Graças a Deus que, desde o momento em que ele chegou do almoço e entrou naquela sala, não saiu mais.
Logo no começo da tarde, um cara chamado Wilson, entrou naquela sala e até então não saiu mais. Resolvi então pesquisar mais sobre esse tal de Wilson e acabei descobrindo que ele era o advogado do Márcio. Estava acontecendo algo ali.
Vez ou outra eu ia até a porta ouvir algumas coisas pra saber se descobria o assunto, mas não consegui nada. Em um desses momentos, o Rod me pegou ali. Chamei-o pra ouvir também e finalmente descobri alguma coisa e tinha haver comigo.
Minha cabeça não parava de pensar no que eu havia ouvido pela porta. Esse cara tá aprontando alguma coisa, isso eu tenho certeza. Dentro do carro eu não conseguia parar de falar nas possibilidades que o Márcio poderia aprontar.
—Ei, o que que houve? —O Rod perguntou, assim que entramos em casa.
—Eu não consigo tirar tudo isso da cabeça Rod... Eu preciso descobrir o que o Márcio está querendo fazer.
—Ei, para com isso. —ele veio até mim. —fica calma. Eu não vou deixar nada acontecer com você. —ele me abraçou.
—lindo... —dei um selinho nele. —Mas minha preocupação não é isso, sei lá, tenho a sensação de que ele está enganando alguém.
—Vamos fazer o seguinte então, amanhã você tenta descobrir mais alguma coisa, pegar informações e depois nós investigamos melhor sobre isso, pode ser?!
—Tá bom. Mas e se...
—xiu, esquece o "e se". Agora nós não vamos poder resolver nada. Mas podemos fazer algo bem melhor... —ele me olhou de forma safada.
—ah é?!
—Uhum, vem cá, vem. —ele me pegou no colo e nós fomos para o seu quarto.
Óbvio que aquela noite terminou com muito amor. Como eu amava aquele ser!
O dia seguinte chegou e lá estávamos nós dentro do elevador, indo para o meu andar.
—Cuidado viu. Tente descobrir, porém disfarçadamente, por favor. —Rod me falou assim que nos despedimos.
—Tá bom. Fica tranquilo.
—Qualquer coisa me chama. —ele me deu um selinho e foi pra sua sala.
Eu tinha uma missão e eu iria tentar realiza-la de qualquer jeito. Eu precisava descobrir alguma coisa. E eu consegui.
Assim como no dia anterior, o Márcio estava uma fera e acompanhado do seu advogado Otávio. Tentei ouvir alguma coisa por trás da porta, mas não deu. Eu não conseguia ouvir nada. Parece que eles nem conversavam. Ou se conversavam, era extremamente baixo, o que me pareceu proposital.
Sai pro horário de almoço e logo fui questionada pelo Rod. Contei-lhe tudo que aconteceu naquela manhã.
—Ju, calma. Ás vezes eles perceberam alguma coisa ontem e ficaram mais espertos hoje. —Rod falou.
Eu tinha certeza que tinha algo de errado ali e pior é saber que eu estava envolvida nesse meio.
Durante a tarde intensifiquei as descobertas e finalmente consegui.
—Eu preciso queimar aquele testamento. Não fiz isso ainda porque não tive tempo...—o ouvi pela porta.
Eu sabia!!!! Eu sabia que tinha alguma coisa de errado nesse testamento!!! O meu pai não seria tão doido o suficiente pra me fazer casar com alguém pra que eu possa ficar com a minha herança! Agora a máscara do Márcio caiu e vai cair de vez!
—Mas onde está esse testamento? —ouvi Otávio lhe perguntar.
—No meu escritório oras. —ele disse num tom mais alto.
—Me parece bem óbvio esse esconderijo, você não acha?!
—Ninguém entra naquele escritório além de mim e da Valquíria, que é a única empregada lá de casa que tem permissão de entrar lá.
Meu Deus, eu preciso dar um jeito de entrar naquele escritório. Mas como?
Sai da porta. Já havia ouvido o suficiente pra poder bolar um plano pra acabar com aquele infeliz. E graças a Deus que sai daquela porta, pois logo depois ele apareceu ali com Otávio.
—Juliana, eu tenho uma emergência agora. Estou indo direto pra Parati com a minha esposa porque minha sogra teve um ataque cardíaco e eu preciso correr. Qualquer coisa, me ligue. —ele falou na porta.
Eu precisava fazer alguma coisa em nome do Márcio provando a liberação da minha entrada no seu escritório. Mas de que jeito eu faria aquilo? Ele estava indo viajar e eu não iria aguentar esperar mais.
Assim que ele entrou no elevador, eu corri até sua sala pra ver se encontrava alguma forma, ou se alguma ideia surgia na minha cabeça.
Chegar lá e dizer que ele me liberou não dava, até porque eu precisava provar essa liberação. Um carta não dava porque a empregada poderia reconhecer que não era dele. Uma mensagem... Isso, uma mensagem!! Mas espera, ele não iria sair dali sem o seu celular. Óbvio que ele levou junto.
Engano meu, assim que olhei para o meu lado esquerdo, avistei seu celular em cima da mesa. Ele havia esquecido.
Não pensei duas vezes e correndo escrevi uma mensagem e a enviei pra mim.
"Juliana, entre no meu escritório e pegue os documentos que lhe pedi. Estarão no lugar em que já lhe falei. Obrigado."
Quis fazer parecer um pouco mais real e respondi aquela mensagem.
"Sim senhor. Mas a Valquíria irá me deixar entrar lá? O senhor mesmo já havia me falado uma vez que só ela é liberada a entrar lá."
"Não terei tempo de falar com ela, pois já estou na estrada, então avise-a que eu a liberei."
"Ok então"
Apaguei a conversa do seu celular, porém ouvi algumas vozes e uns passos também e percebi que era ele. Bloquei o celular e corri pra me esconder dentro do banheiro que havia ali.
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Desculpem a minha pessoa pelo atrasooo !!! Eu estava em semana de prova e tendo que fazer várias coisas, dai acabei esquecendo de postar, mas enfim... Está aí. Espero que gostem
Beijos!
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Boas Mentiras
FanfictionMentiras. E mais uma mentira. E mais uma, e mais uma... Todos são acostumados a mentir. Mesmo sendo algo ruim e que não nos agrade, insistimos neste erro. Mas será que existem as boas mentiras? Ou mentira é mentira e ponto final? Digamos que depe...
