•Por Rodrigo
Quem era aquela Juliana e o que aconteceu com ela? Ela estava realmente irreconhecível.
Eu não estava acreditando que ela tinha me dado um beijo. Ela tinha alguma coisa que fugia do meu entendimento e eu não conseguia reagir. Sabia que era errado, mas o beijo era tão bom que eu não conseguia interromper. Quando percebi o rumo em que as coisas estavam indo, consegui forças de algum lugar, parei o beijo e todo o resto que estávamos fazendo. Eu estava me odiando por estar fazendo aquilo? Eu estava me odiando por estar fazendo aquilo, porém era necessário.
Tentei me separar, mas ela me mandou calar boca e sem que eu percebesse já estávamos nos beijando novamente. Quando ela começou a arranhar minhas costas, foi a minha perdição. Meu Deus aquela mulher ainda seria minha morte. Mas minha consciência falou mais alto que a outra parte do corpo, e eu consegui me afastar de vez dela. Foi difícil, mas eu consegui. Pedi desculpas e sai dali.
Quando entrei no meu quarto fui direto tomar um banho gelado pra esfriar o corpo. Com as provocações dela as coisas ficavam piores e poxa, eu não sou de ferro né. Covardia.
Depois do banho, deitei e dormi. Acordamos lá pelas dez na manhã, e o resto do dia foi igual ao de sempre; pela tarde, fui terminar o projeto na casa do Bruno.
—Ju, to indo lá tá?! Qualquer coisa só ligar. —gritei pra ela que estava no seu quarto.
—Tá bom. —respondeu. —Pera aí, cê vai demorar?! —gritou e apareceu na porta do quarto.
—Provavelmente. Hoje vamos terminar tudo, então só saio de lá com tudo pronto.
—Tá bom. Vou chamar a Yanna pra passar a tarde aqui comigo então, já que ontem não conseguimos.
—Isso, ótima ideia. Preciso ir, beijo. —ouvi sua resposta e sai dali.
Graças a Deus eu e o Bruno conseguimos terminar todo aquele plano de carreira pro hotel. Eu não estava acreditando que finalmente nós havíamos acabado. Tanto tempo pesquisando e fazendo as coisas que eu já estava ficando doido.
—E você e a Ju? Como andam?
—Tudo bem. Quer dizer, ontem aconteceu uma coisa super estranha.
—estranha tipo? —questionou.
—Você sabe que eu e a Ju fechamos um acordo de que só teríamos contatos íntimos na frente dos estranhos...
—aram.
—então, só que ontem, depois eu me desculpei pela maneira em que eu havia falado com ela, rolou um beijo.
—Sério?! Eai?!
—Eai que foi ótimo, mas aquilo não podia ter acontecido. Nós tínhamos e temos um trato Bruno e eu não posso quebra-lo.
—Ah Rod, desculpa, mas quando um não quer, dois não fazem. Ela respondeu bem ao beijo?
—na verdade foi ela quem me beijou.
—Então cara... Aproveita.
—Aí que tá, eu não posso. A Juliana não é de agir assim. Ela pode estar com os hormônios à flor da pele por conta da TPM, sei lá. Não poderia ter feito aquilo tendo plena consciência. O problema é que eu não consigo mais tirar aquele beijo da minha cabeça. Não sei mais o que fazer...
—precisa ser feito alguma coisa? Você já parou pra pensar que pode estar gostando ou até se apaixonando pela sua esposa cara?
—Será?!
—Isso é ótimo cara! Pelo menos foi pela sua esposa e não por outra mulher.
—Mas e se ela não estiver apaixonada por mim?
—como você sabe que não? Porque você não testa pra ver?
—sei lá... —logo minha consciência me lembrou do acordo feito e que eu não podia. —Não, não, não, não. Não posso! Deixa isso quieto Bruno.
Era quase dez da noite quando sai da casa dele e fui pra casa. Até pensei em comprar alguma coisa pra janta, mas desisti.
Ao chegar no apartamento, cumprimentei o porteiro e logo estava dentro do elevador. Cheguei no meu andar e busquei a chave de casa no meu bolso. Quando abri a porta, dei de cara com algo que eu realmente não gostaria de ter visto.
—Juliana, o que é isso?
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Vish, o que foi que aconteceu hein?
Até sexta 😘
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Boas Mentiras
FanfictionMentiras. E mais uma mentira. E mais uma, e mais uma... Todos são acostumados a mentir. Mesmo sendo algo ruim e que não nos agrade, insistimos neste erro. Mas será que existem as boas mentiras? Ou mentira é mentira e ponto final? Digamos que depe...
