Capitulo 25

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Fernanda

Dei graças a Deus que Vitor chegou, não queria ficar ouvindo os desaforo do Fábio sem motivos, eu lá sou otaria é? Eu estou bem suave.

— Estou atrapalhando algo? – Vitor sorriu olhando para o Fábio.

— Sai pra lá surtado. – dei risada, pegando um pouco de vinagrete.

Fábio saiu da cozinha sem ao menos olhar para trás, sinto que ele tinha ficado puto só não sei o motivo.

— Esse cara tá afim de tu. – Vitor maluco surtado, já meteu um papo reto louco.

— Me poupe Vitor, o mano é seu amigo e sobre pra mim os surtos dele? Se toca filho.

— Se liga Fernanda, parceiro é quem cola comigo no sempre, o Adriel é parceiro o Fábio é só um cara que cola nos corre, amigo se conta nos dedo, e nos de uma mão só, não no pé e o corpo todo morou? Fica ligada que esses mano é tudo fingimento.

— Primeiro, eu não tenho nada com você se o Fábio me der moral e eu tiver afim tá tudo ok! Você deveria parar de pensar que manda em mim, olha os bagulho que já aconteceu nessa história toda e tu que vim da lição de moral ainda? Só por Deus, que fita é essa Vitor? Tu me quebrou por inteira, sempre que tínhamos oportunidade de rolar algo legal tu caia fora de alguma forma, tentando me humilhar e pá... agora é só um cara me olhar que tudo fica ruim?

— Mano, não reclamei de nada, só to mandando o papo pra ti, não vem de lorota pro meu lado por favor, eu já to bem tranquilão com tu, quer ficar com o Fábio fazer vergonha pra mim? Ok! Famona de corno vou ficar, mas um bagulho que me arrependo foi isso que fiz contigo, mas maluco hoje te deixo livre pra fazer o que quiser tá ligado? Já mais vou encostar uma mão em ti, não posso deixar tu cair fora agora pra ficar com fama de frouxo, o bagulho aqui é favela é papo de quebrada, não tem essa de terminou e fica suave... mas com você o bagulho pode ser diferente mas se tu quiser ficar com o maluco, mete o papo retão logo e faz os bagulho na escondida, não deixa bocutuar tudo na boca do povo. – fez um beleza e saiu bem suave.

Acredito eu que o Vitor tenha ficado com ciúmes, só não quis render por conta de tudo que já tinha acontecido, sabe quando lá no fundo você saber que a pessoa está mudando? Pelo menos de alguma maneira sei lá, eu sentia isso, que ele estava sendo uma pessoa mais forte, querendo me deixar ser feliz, eu sinto que ele se culpa por tudo que fez e o pior por não ter conseguido meu perdão, o pior que eu sinto que lá no fundo sinto algo por ele. Fui para a área e Vitor estava sentado conversando com o pessoal, eu olhei bem nos olhos dele que estavam distante e fui em sua direção, sentei no colo dele na frente de todo mundo que ficou olhando estranho.

— Desculpa meu brodi. – falei baixo no ouvido dele.

— Filha da puta, desgraçada. – falou um pouco mais alto fazendo o pessoal da risada.

— Assim não da brodi, te peço desculpa maior firmão e você me trata assim, preciso de pessoas legais na minha vida. – fiz aquele drama.

Não liguei de brincar já que todos que estavam ali eram mais conhecidos e íntimos.

— Ela quer dinheiro só pode, Vitão. – olhei pra Dedé indignada.

— Se liga seu tição safado, eu lá preciso de dinheiro de Vitor, sou rica, nasci rica.

— Só se for da prostituição.– olhei para trás e eram meus demônios. – conseguimos escapar dos seus pais, e olha só o que trouxe pra você.

Eu dei um pulo para cima do Pedro e do Carlos, eu já disse o quanto eu amo esses meninos? Eles trouxeram bolo de cenoura da dona Maria.

— Vocês são incríveis, eu nunca amei tanto as pessoas como eu amo vocês. – eu estava muito sensível desde o ocorrido, e acabei chorando.

— Credo Fernanda, tu é um demônio mal agradecido o que tá te acontecendo? – meu ódio voltou.

— Vai se fuder, vou comer o bolo da minha dona Maria, linda perfeita sem defeitos.

Fui correndo para cozinha sem nem olhar para trás, eu estava com tanta saudades da dona Maria, ela era uma senhora que fazia bolos e eu sempre era a degustadora dos sabores novos, posso dizer o quanto eu amava esses sabores? Eu amava muito.

— Da um pedaço. – Vitor chegou me abraçando por trás e acompanhado de Pedro e Carlos que olharam estranho.

— Não!

— Ingrata, naquele dia você tava querendo o diacho do chocolate e eu te dei, por mim agora tu morre de desejo que não arredo um pé pra te dar nada. – ficou bicudo, não posso negar que fiquei louquinha pra beijar Vitor, mas com os meninos olhando a cena acabei ficando tímida.

— Some praga. – disse entregando um pedaço para ele, que saiu rindo

— Me explique.

— Nos explique.

— Gente, não sei... acho que estou gostando dele, eu to muito confusa, desde o que aconteceu ele me contou muita coisa da vida dele, coisas pesadas e que ele não podia usar drogas que tinha alucinações e foi o que aconteceu naquele dia, acredito eu que ele está tentando mudar sabe? Óbvio que não estou depositando toda minha confiança nisso, mas eu espero que ele mude de alguma maneira, não sei como agir diante essas situações, ele me pediu perdão mas não aceitei, não senti vontade.

— Cara, é muito complicado mas se você está gostando dele talvez seja o momento de da uma chance para recomeçar de alguma maneira, não sei sabe? Mas acredito eu que você não deve evitar, mas se acontecer de repetir atitudes comi aquela, você cai fora... ele não é teu familiar pra tu te que aguentar lorota errada.

— Eu concordo Nanda, você sabe que a gente sempre esteve com você, te apoiou em tudo e em todos os momentos, mas se coloca como prioridade, não deixa o bagulho ficar louco igual o maluco do Fernando, porque apesar dos pesares tu sabe que o Vitor é bandido, e não importa como funciona as coisas bandido na favela sempre tem razão e ninguém vai tá a pá pra resolver titi por titi pra tu.

— Eu amo vocês, demais, não sei nem como expressar.

— Eu sei meu amor, eu também te amo! – Pedro disse me abraçando.

— Nos vamos ter que ir embora novamente, você sabe que tá sendo mo corre pra tentar vim aqui falar com tu, o bagulho tá doido, sua mãe tá ficando malzona já com esse b.o.

— Pode dizerem que eu a amo, e que um dia ela irá entender tudo que está acontecendo.

Os meninos se despediu de mim, e eu continuei na cozinha comendo numa paz, até a loira maldita vulgo, Gabriela, chegar pra atazanar.

Diante do morroOnde histórias criam vida. Descubra agora