Gente, leiam o capítulo escutando a musica é importante.
Vitor
Eu vi Fernanda indo pra cozinha e do nada Ratão indo atrás, eu conheci já essa peça de anos, nunca acreditava em mulher e normalmente espancava e estuprava todas que cruzava ao seu redor, eu já entrei doidão e preocupado com ela.
— Cola comigo aqui Adriel. – ele só me seguiu, e quando cheguei lá Ratão tava com a arma apontada pra ela, me sangue já subiu mil vezes.
— Desce a mão nela Ratão, daqui tu não passa vivo.
— Tá maluco JV, vagabunda não se cria pro meu lado não.
Fernanda me olhava assustado e meu coração batia cada vez mais forte, eu tava ligado que Ratão era capaz de tudo, capaz de matar ela, capaz de quebrar a favela só pra honrar a masculinidade dele.
— a mina não te fez nada mano, tu tá tirando! Desde do dia lá do baile tu fica falando pro JV não da moral pra ela, tá com inveja parceiro? – Adriel se meteu, a festa agora já tinha acabado, todo mundo olha e esperava a atitude de Ratão.
— Inveja cachorro? Se liga! Quando esse muleque tava começando a comer buceta eu já tinha estourado todas.
— Não parece meu mano, tu tá metendo o louco mesmo né? Tá na minha quebrada, colando com minha fiel no teu corpo, ela tá no meu nome, solta agora porra.
— Tu tá achando que eu sou o que JV? Tu acha que eu sou moleque nessa porra? Eu vou estrondar essa vadia todinha.
Ele levou sacou a arma na cabeça dela, meu sangue ferveu, minha tropa apontou todas armas pra ele e o bagulho já tava dentro e ainda na minha casa.
— Tu tá ligado que daqui tu não sai vivo se fazer alguma coisa com minha mina porra, solta ela, para de frescura, tá de viadagem.
— Viadagem vai ser quando eu pipocar ela todinha. – ele riu, o cara tava doidão, drogado, a porra toda.
— Ratão, tu tá estragando teu nome só por causa de masculinidade meu bom? Larga da mina aí, tu vai poder até estourar ela, mas tu vai morrer bem pior, tu tá ligado que na favela tem lei e não tem vez. – Dedé se meteu, aproximando.
— Me ajuda por favor gente... – Fernanda tava desesperada, era difícil tu vê ela assim, toda atordoada das ideia.
— Solta ela porra! — gritei já nervoso sem paciência com esse filho da puta.
— Tu quer o que Ratão? Dinheiro? – Adriel perguntou.
— Eu quero socar na buceta dela nessa porra!
— Tu tá maluco filho de uma puta? Eu vou socar é meu pau no teu cu!
— Solta ela seu porra! – Dedé já tava nervoso, eu to ligado que ele tinha mo consideração com minha piveta.
Eu só vi quando Fernanda meteu o chute no saco dele, e ele soltou ela, mas na hora que ela correu em minha direção o filho da puta atirou, mas não pegou na minha piveta não, foi bem na cabeça de Dedé.
— DEDÉ! – Fernanda gritou chorando.
Os olhos dele tava aberto, mas já sangrava demais, passou retão o bagulho, meu coração doeu, ele tinha entrado na bala dela, ele tinha salvo a vida dela porque ela importava pra ele.
— Fala comigo, neguinho. – ela segurava ele, eu só via os moleque correndo de um lado pro outro, uns chorava, outra amassava Ratão e eu paradão, não conseguia pensar em porra nenhuma.
— Fala tu filhote de cruz credo, vou sentir uma falta do caralho... – ele falava de vagar e chorava, to ligado que ele tava com uma dor do caralho, em mim também doía, Dedé era meu irmão, salvou a vida da minha mulher e do meu filho.
— Neguinho... Lucas... fala comigo... aperta minha mão, não é sua hora não porra, tu tem que vê meu pivete nascer. – Fernanda segurava a cabeça dele tentando manter ele firme e foi quando eu vi ele sendo levado pro carro e os moleque fazendo mo corre.
Tá ligado quando teu mundo para? Parece que uma parte tua se foi? Esse momento foi o meu, eu lembro quando eu era pivetão e corria atrás de bola na rua com Dedé, ele era o único que me dava moral, já que geral me achava morador de rua, os pais das outras crianças nunca deixavam eu encostar perto delas, falavam que eu ia passar doença e o diabo a quatro tio, mais seu Cícero e dona Val não, o bagulho era o seguinte, eles faziam questão que Dedé brincasse comigo, nunca tiveram muito mais tudo que tiveram deram pra mim e pro filho, quando a gente entrou pro envolvimento Val chorou tanto, mas se adaptou, como eu ia chegar na casa dela e falar que o meu irmão morreu? Um monte de fita passava na minha cabeça e foi quando as lágrimas escorreu, o bagulho tava sinistro, tava doendo pra porra.
— Amor... – Fernanda estava perto de mim sentada no chão, nem tinha visto quando eu sentei, eu estava todo sujo de sangue, era dele eu tava com o sangue do meu irmão no corpo, ele tava comigo aqui ainda, ele não tinha ido embora.
Sinistro a sensação de perder alguém, um pedaço e pá, quem olha assim não acha que Dedé era meu braço direito, acreditavam que Adriel era, mas não, era o trio parada dura, o fechamento, era só corre da boa, não tinha como viver sem esse moleque aqui não porra!
— Vamos pro hospital.
Minha voz não saia, eu sentia Fernanda encostada em mim e ela parecia ainda mais destruída que eu, to ligada que ela se deu mo bem com meu mano, adorava falar com ele, eu nunca tinha levado ela na casa de Dedé pra conhecer val e seu Cícero, e ela conheceu o pai dele, eu to ligado que o bagulho agora vai ficar doido, minha mulher gostava de Dedé demais, e sei como ela tá se sentindo nessa fita.
Mas essa era a vida do crime, tu entra nela pra ou pra se enterrado ou pra enterrar seus parceiros.
Gente, eu era muito apegada ao Dedé, estou chorando!
VOCÊ ESTÁ LENDO
Diante do morro
FanfictionEla curte baile, tem um sorriso leve, gosta de se envolver, mas não senta pra traficante. Ele é envolvido, tem tudo no poder, controle de tudo e de todos, menos o controle dela.
