Fernanda
O ódio de Vitor pela Larissa me fazia ficar mal, sei que ela é uma vagabunda safada mas, ninguém merece morrer, não por agora.
— Vamos embora amor, para com essas coisas... – o puxei pela camisa.
— Na moral tu me irrita. – ele disse empurrando ela, que o olhava assustada.
— Mete o pé. – falei pra ela que virou de costas e saiu rápido.
— Tá maluca? Deveria ter deixado eu meter uns tiro nela.
Ignorei o mesmo dando de ombros e saindo andando.
— Tu tá brava comigo mandada? – ele puxou meu cabelo rindo.
— Vai se fuder caralho. – gritei, eu estava estressada, não sei porque, mas estava e do nada uma vontade de chorar e todo mundo olhando e ele rindo, aaaa quero morrer!
— Tá maluca porra? Quer que eu te quebre na frente de todo mundo? – revirei os olhos fingindo que aquilo não era comigo, odiava isso, em casa é um amor, aí quando vai sair quer da uma de machão.
ME POUPE!
— Para de ser biscoiteiro Vitor. – dei as costas e sai andando como se ninguém tivesse olhando, eu hein, nasci pra passar vergonha na rua não, menino idiota.
— Tu tá testando minha paciência. – puxou meus cabelos com força.
— Olha aqui filho do cão, encruzilhada, demo, deixa eu te falar uma única coisa, puxa meu cabelo que eu te meto a mão, eu to com raiva, conhece isso? Você é maluco de querer matar a menina na hora da raiva e depois se arrepender? Porque a mãe dela não iria te perdoar nunca, para de surtar filho, não sou obrigada ao ouvir seus escândalos, nem aqui nem no inferno, vai pro raio que lhe parta.
— Tu tá achando que é quem em? Tu chega aqui, achando que tá cheia da razão? Já te meti a mão uma vez pra meter de novo não vai demorar muito não.
— Mete, mas mete com gosto, pra matar se vez, você é surtado, uma hora tá de boa aí quando começa às crises de bipolaridade fica assim. Você vai pegar e descer essa porra desse morro comigo e vai ir lá vê o Dedé, porque de louca já basta eu.
Eu saí andando e ele começou a rir, ele estava rindo da minha cara na frente de geral.
— Tu quer que eu faça o que tu manda é?
— Agora Vitor, antes que eu morra de ódio.
— O que você não pede sorrindo que eu não faço chorando?
— Filho do cão!
O cara surtar na rua e do nada me "obedece" como se nada tivesse acontecido, quando eu digo que é doido.
— Borá logo vai. – saiu me puxando, enquanto todo mundo se divertia.
— Tu foi a única menina que gritou comigo na vida.
— Você parece que é doido.
— Eu só queria mostrar pro pessoal quem manda.
— Eu!
— Obviamente né? Quem saiu te seguindo parecendo um cachorro? Olha eu aqui.
— Tu vai perder autoridade na favela.
Um vapor que estava perto falou se metendo.
— Vou nada, eu ganho é respeito, respeito minha mulher, respeito os moradores, mas quando é necessário queimo neguinho vivo e ainda atiro dentro da boca, pra sentir o gosto do cano do meu revólver.
— Aí Jesus, já quero vomitar. – falei fazendo drama.
Chegamos na "clínica" que Dedé estava, tinha vários seguranças na porta, agora que muita gente sabia que ele e Vitor foram criados como irmão, era complicado para ele ficar andando como bicho solto por aí.
— Eai preto safado.
— Fala filhote de palmito.
O médico olhou para nós dois dando risada.
— Já escolhi o nome do pivete. – ele falou olhando pra Vitor que deu risada.
— Tu não vai escolher o nome do meu filho nem fodendo.
— Quando eu estava morto, ok? Agora não? Tu é um falso, deixou a mandada falar isso pra mim e agora surtar?
— Vagabundo, se liga, tu vai logo meter um nome feião.
— Se for moleque vai ser Bernardo, nardinho no comando. Se for menina vai meter a mala, vai ser Maria Madalena, porque a maloca vai ser traíra, passar a perna em geral igual o tio vai ensinar, tu tá ligado que vai ficar lindão chamar ela de Madah?
— Eu simplesmente amei os nomes, meu Deus, eu achei que você ia vim com clodoacalos. – falei rindo, inventando qualquer nome.
— Você tá achando o que tio? Aqui é responsa.
— Gostei dos nomes também mas, nardinho? O moleque vai ser respeitado como no comando caralho? – Vitor perguntou rindo pra ele.
— Respeito pra que nessa porra, respeito não vem de nome não carai, vem de coletividade na quebrada tu tá ligado JV, teu nome é só duas siglas, mete o Johnson não caralho.
— Tu tá tirando é?
— Nem sei porque estão falando isso, meu filho não vai ser envolvido, nem fodendo! Sangue de Jesus tem poder, em todo esse mal que vocês pregam sobre meu príncipe.
— O moleque vai crescer mimadão.
— Ou minha princesa.
Falei rindo lembrando que não sabíamos ainda qual seria o sexo do nosso bebê.
gente, voltei!!! Desculpem, estava estudando muito aí ja viram né? por favor comentemmmmm!!!! Ajuda a motivar
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Diante do morro
FanfictionEla curte baile, tem um sorriso leve, gosta de se envolver, mas não senta pra traficante. Ele é envolvido, tem tudo no poder, controle de tudo e de todos, menos o controle dela.
