Ela curte baile, tem um sorriso leve, gosta de se envolver, mas não senta pra traficante.
Ele é envolvido, tem tudo no poder, controle de tudo e de todos, menos o controle dela.
// gente, por favor votem e comentem, isso ajuda muito na motivação!
Fernanda
Fala sério, Dedé tira qualquer um do sério, tenho moral com ele não.
Saímos da nossa casa junto com a tropa toda atrás, eu já estava acostumada com isso ser seguida, ter sempre alguém te "protegendo" sei lá, se tornou algo comum no meu dia a dia.
Quando chegamos no barzinho que vendia porções, hambúrguer varias coisas já fomos sentando numa mesa, pensa num lugar lotado de piranha e de traficante.
— Tinha lugar melhor não? – falei emburrada vendo as vagabunda olhar pro meu bebezinho, aí aí, já fico irritada.
— Relaxa meu amor!– me beijou na frente de todo mundo para me vê mais tranquila.
— Tu é um sacana Vitor, comia a favela toda, tu não acha que eu sei não? – ele deu risada e puxou a cadeira pra eu sentar.
Vitor levantou pra buscar o cardápio, e eu o acompanhei com os olhos... tinha uns cara lá que era chefões e eu vi ele cumprimentando todos, porque ele também era um deles, irônico não é mesmo? Eu vi os cara olharem pra ele e rir, e me encararem, fiquei meio incomodada mas não quis dizer nada...
Eu estava mexendo no celular para poder distrai, porém a demora de Vitor já estava me deixando PUTA! Resolvi levantar e ir até ele.
— Amor, vamos logo com isso, estou morta de fome. – falei próxima dele, especificamente pra ninguém ouvir.
— Senta lá Fernanda, fica sussa. – ele disse totalmente grosseiro.
Eu olhei totalmente assustada pra ele pois ele não era disso. Virei as costas e sai...
— Isso aí mano JV, não tem que da corda pra mulher não.
— Pode pa meu mano, ela não tem que botar moral em mim não.
Ouvir aquilo foi como se eu estivesse levando um tiro dele, então a melhor coisa que eu fiz foi ir embora, subi na garupa de Dedé aos prantos e pedi pra ele me deixar em casa.
Me tranquei no quarto e me enrolei na coberta, eu não estava apenas triste, eu estava decepcionada.
— Abre aqui essa porra Fernanda. – Vitor começou a bater na porta freneticamente.
— Eu vou estourar tua cara, abre essa porra! – ele gritava.
Não sabia se sentia medo, ou se abria e metia o tapa na cara desse merda.
Apenas levantei e abri a porta, e voltei para cama.
— Tu tá maluca porra? Sai do bagulho que nem uma mimadinha do caralho, se traça na garupa de um cara qualquer e finge que não tá comigo? – ele segurava meu cabelo com uma força fora do normal, eu já estava ficando brava.
— Solta meu cabelo agora Vitor! – ele me olhou com um olhar de monstro e me soltou com tudo na cama.
— Quero uma explicação porque tu saiu montada na garupa dos outros, solta a porra da voz.
— Na moral, tu não quer pagar de pa para os chefões? Vai! Eu não to nem aí pra você Vitor, eu só te peço respeito, quer me tratar que nem vagabunda? TRATA! Só que eu vou te mostrar como uma vagabunda é! – levantei da cama ficando à altura dele.
— Tu tá maluca porra? Eu tava suave contigo, trouxe até os bagulho pra tu comer!
— Eu ouvi vocês falando, também vi o seus parças te elogiando por me tratar mal. – não sei se é porque eu estou completamente sensível e cheia de hormônios que comecei a chorar.
— Vida, chora não, vem aqui vem. – puxou meu braço me abraçando. – eu não quero que os cara veja o quanto eu gosto de você tá ligado? Não pode Fernanda, o bagulho fica louco quando o alvo muda, não sei quem é que me cerca e quer meu bem, eles podem tá ali e ao mesmo tempo com vontade de fuder com minha vida morou? É foda!
— Mas, não precisava ser daquele jeito. – eu já estava manhosa e ele sabia que a metade do show era drama.
— Tá bom minha lora, vamos comer.
Ele me beijou e descemos pra cozinha.
— Quem era aquela menina ruiva que tava te olhando? Eu nunca tinha visto ela por aqui. – realmente eu tinha observado essa menina, porém não a conhecia, o resto lá já eram conhecida então já estava acostumada com as gracinhas e os olhares.
— Uma mina que morava aqui antigamente.
Vitor ficou meio estranho então já resolvi atacar.
— Só isso? – arqueei a sobrancelha.
— Sim!
— Você tem certeza?
— Eu namorei com ela uma cota Fernanda, ela foi embora e já era.
Sabe quando você sabe que a pessoa se sente incomodado com algo? Foi o que eu senti ali naquele exato momento, ele estava incomodado por ela está de volta, será que ele gostava dela?
— Você gostava dela?
Ele apenas assentiu com a cabeça.
— Ela ainda mexe contigo né!
Não foi uma pergunta foi uma afirmação, e realmente eu estava certa.
— Entendi!
Meu estômago se embrulhou e ali eu sabia, ele não estava tentando me proteger apenas, ele estava me afastando para que a menina não me visse, ele não queria era próxima de mim, e nem que eu me aproximasse dela.
Como o hambúrguer totalmente calada, era algo difícil de se vê porque eu realmente falava pra caralho.
Vitor subiu pro quarto sem ao menos me esperar, eu continuei lá embaixo e estava puta, e eu achamos que tudo na minha vida começaria a da certo, é uma porra mesmo!
A companhia tocou e eu estranhei por completo, porque os meninos não costumam chamar nesse horário, eles acionam o rádio de Vitor. Fui até a porta pra abrir e por incrível que pareça quase cai pra trás quando eu vi!
— Quem é você? – a ruiva peituda me perguntou.
Eu tinha mesmo que aturar isso?
— Que tu tá fazendo aqui? Rala Larissa!
Vitor chegou encarando ela, era uma olhar de raiva e ao mesmo tempo de surpresa... eu me sentia um peixe fora d'água naquele momento.
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