Depois de Paris, o que aconteceu?
Como Miranda reagiu?
O que foi feito de Andrea?
Após seis meses, elas se encontram...
O que será que elas têm para falar?
O que poderá acontecer?
Após Paris, Miranda lidou com a repercussão de sua decisão, enquant...
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Miranda entrou no museu com a sua presença imponente, os seus passos ecoando suavemente pelo piso de mármore polido. Ao passar pelo grande esqueleto de dinossauro que dominava o hall de entrada, um sorriso nostálgico se formou em seus lábios. A visão do esqueleto trazia de volta lembranças vívidas de uma visita anterior, muitos anos atrás, quando ela havia vindo ao museu acompanhada da sua melhor amiga Vitória, e se perdido em conversas sobre arte, história e cultura.
Ela se deteve por um momento, absorvendo o ambiente ao seu redor. O som das conversas dispersas, o perfume do café vindo da cafeteria e o sutil cheiro de livros antigos misturando-se com o aroma fresco da madeira e do metal da exposição. Tudo parecia imutável, como se o tempo tivesse parado ali. Mas, por dentro, Miranda sentia-se diferente. A ansiedade, que até então havia sido apenas uma vibração distante, agora parecia tomar conta de seu peito. Ela não sabia exatamente o que esperar dessa tarde, mas uma coisa era certa: Andrea estava de volta, e com ela, uma série de sentimentos e expectativas que ela tentava manter sob controle.
Ela tirou um momento para olhar para a grande janela ao fundo do hall, observando o movimento da cidade lá fora, e deixou-se perder em pensamentos. O futuro parecia incerto, mas algo dentro dela lhe dizia que este encontro poderia mudar tudo. Miranda, a mulher racional, calculista, que sempre controlava cada passo, agora sentia-se à deriva em um mar de possibilidades. Ela não sabia como Andrea reagiria, mas sabia que não havia mais como voltar atrás.
Miranda respirou fundo, tomando coragem para seguir em frente. Os seus passos, marcados pelos saltos, ressoavam pelo vasto hall de entrada, agora com um peso diferente, como se cada movimento fosse um reflexo da expectativa crescente que a envolvia. Os seus olhos vasculhavam a multidão, mas as filhas e Andrea ainda estavam invisíveis entre as pessoas que circulavam pelo museu.
A quantidade de visitantes fazia a busca mais difícil do que imaginara. Sem hesitar, ela puxou o celular da bolsa e, com um movimento rápido, discou o número de uma das gémeas, na tentativa de obter informações mais precisas sobre onde elas estavam. Enquanto aguardava que a chamada fosse atendida, o seu olhar se movia incansavelmente, percorrendo o grande hall, observando a movimentação das pessoas e admirando a grandiosidade da arquitetura do museu. A estrutura imponente e as paredes cheias de história pareciam contrastar com a incerteza de sua própria situação.
A espera, embora curta, parecia interminável, e a ansiedade de reencontrar as filhas e Andrea começava a se misturar com um leve desconforto. Ela se sentia como se estivesse à beira de algo importante, sem saber exatamente o que esperar do momento seguinte.
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