3x34 - Dawn of the Dead

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 A sala escura apresentava uma única iluminação em um dos cantos, vinda de um abajur de aparência nova e que de nada se assemelhava ao restante dos itens do local

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A sala escura apresentava uma única iluminação em um dos cantos, vinda de um abajur de aparência nova e que de nada se assemelhava ao restante dos itens do local. A maior parte da mobília tinha aparência gasta, por exceção, também, da cadeira e da mesa de madeira. Não era possível ver muita coisa além daquilo, e do que havia sobre a mesa. O único ponto ainda atingido por parte da iluminação, era a parede à esquerda, próxima do abajur o bastante para ser revelado o grande estoque de armas penduradas por suportes metálicos.

Dois machados, uma pistola, uma arma de choque ensanguentada, um rolo de arame farpado, três facões e no mínimo seis facas de sobrevivência podiam ser vistos enfileirados no painel. Seria uma visão de causar horror para qualquer um, mas não para o dono do lugar. Ele não se surpreendeu ao abrir a porta e entrar, trazendo uma nova onda de claridade no ambiente através da iluminação exterior por poucos segundos. A porta era de ferro e dobrável, sendo logo puxada para baixo quando o indivíduo adentrou. Aqueles poucos segundos foram o suficiente para clarear o tapete empoeirado e as caixas empilhadas.

Vestindo roupas casuais, ele apertou o interruptor e finalmente houve luz. Pela primeira vez, a locação secreta se mostrou em completa forma. Caixas de papelão com palavras escritas jaziam à esquerda, rentes a parede — Molly, Sala de Estar, Eleanor, Cozinha, Porão, Doação, Sótão, Julia —, e do outro lado, o painel de armas. Num canto ao lado dele, uma arara de roupas guardava os trajes, pendurados por cabides de ferro, com as máscaras de couro penduradas no topo de cada cabide. Tinham quatro no momento, mas o número era maior. Era provável que o restante das roupas estivessem lavando, ou sendo usadas para outra coisa. Seria impossível dizer, para alguém que não estava acima do assunto.

Demonstrando naturalidade, deixando claro que não era a primeira vez a entrar ali, a pessoa caminhou até a mesa adiante, puxando a cadeira para se sentar. Tirou o celular do bolso, olhou bem para ele e começou a abrir a parte de trás. Usou uma chave de fenda, em seguida um pedaço de pinça, e por fim, a capinha foi tirada. Então, puxou o cartão e o esmagou com um martelo. Jogou num lixo sob a mesa, em união ao celular. Um laptop ali posto foi o segundo alvo da destruição, sendo quebrado ao meio pelas mãos enluvadas — dessa vez, as luvas eram de plástico azul, hospitalares, e não negras como de costume.

Ele terminou a ação atirando o laptop no lixo também, e em seguida voltou a atenção para o quadro preso à parede acima da mesa. Era parecido com o painel de armas, mas este podia ser usado com tachinhas e alfinetes para grudar fotografias e papéis. E assim podia ser visto, com diversas imagens sobressaindo-se umas sobre as outras como se uma investigação estivesse sendo feita. Mas ele não estava investigando nada, apenas destruindo tudo.

Estendeu um dos braços na direção de um pedaço de papel ali preso, um recorte do jornal da cidade de Avon Lake, exibindo a matéria que avisou a todos os cidadãos sobre a chegada de Emily Hayes, Linda Sammuels e Owen Campbell à cidade. Foi um abraço receptivo de boas-vindas que escondia o desgosto de ter os três por ali. Mas ninguém afirmava isso, sem ser nos ouvidos de seus vizinhos fofoqueiros e tão confiáveis, de modo a não fazer a palavra se espalhar. De qualquer jeito, a notícia sempre se espalhava.

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