Isis on
Saí do banheiro, coloquei uma roupa minha e deitei na cama, mexendo no celular. Não demorou muito pra Vg deitar do meu lado.
Vg:
— E aí, como foi seu dia? — falou beijando meu pescoço.
Isis:
— Normal. Vou dormir. Amanhã vou pra casa da minha mãe.
Ela me olhou estranho e sentou na cama.
Vg:
— Que papo é esse, hein, cara?
Eu realmente não entendia ela.
Isis:
— Olha, Vg, tô com sono, tá? Eu vou dormir. Boa noite.
Nem dei mais bola. Ela ficou falando, mas depois calou a boca e deitou do meu lado pra dormir.
Acordei cedo pra caramba. Levantei, peguei minha mochila, guardei minhas coisas e fui pra casa. Quando cheguei, minha mãe tava na cozinha fazendo café.
Vanessa:
— Achei que não tinha mais casa.
Ela me serviu um copo de café.
Isis:
— Desculpa. Vou passar mais aqui. — tomei um gole. — Pra falar a verdade, tô pensando em ir pra Porto Alegre. Vamo?
Vanessa:
— A Vg que te chamou foi? — perguntou toda alegre.
Isis:
— Não. Vai só eu e a senhora. Quero tirar a Virgínia da minha cabeça.
Vanessa:
— Conta pra mim o que aconteceu.
Respirei fundo e comecei a falar.
Isis:
— Ela não sabe o que quer. Quer que eu fique na casa dela, leve uma vida de casada, que eu não fique com ninguém. Mas ela pode ficar com todo mundo. E a desculpa é que passou cinco anos presa e quer aproveitar. Essa indecisão da Vg tá acabando comigo de todos os jeitos.
Vanessa:
— Deixa ela aproveitar. Deixa ela curtir. Quando ela souber o que realmente quer, vocês conversam.
Concordei com a minha mãe.
Isis:
— Pode arrumar as malas que a gente vai amanhã mesmo. Vamos ficar uma semana. Vou ver o hotel e as passagens.
Levantei da mesa e fui pro meu quarto. Enquanto pesquisava as coisas, só conseguia pensar no Ravi. Terminei de comprar as passagens e alugar o hotel, e comecei a arrumar minhas malas.
Tinha acabado de almoçar e já tava subindo aquela merda de morro. Tava indo na boca falar com a Vg. Quando cheguei, a Paula tava saindo. Isso só me fez ter mais certeza. Fui na sala da Virgínia e bati na porta.
Vg:
— Entra!
Abri a porta. Quando ela me viu, deu aquele sorriso que eu tanto amo.
Vg:
— Nem me falou que ia vir, anjinha. Que foi, hein?
Isis:
— Vim te pedir uma coisa.
Ela fez um sinal pra eu continuar.
— Quero levar o Ravi pra viajar comigo.
Vg:
— Não! E pra começar, desde quando você vai viajar?
Já percebi que ela tava ficando puta.
Isis:
— Virgínia, para de ser criança, cara. Vocês tão em guerra, caralho. Você não vai conseguir proteger ele e nós duas sabemos disso!
Ela levantou puta, batendo na mesa.
Vg:
— Você vai pra puta que pariu, mas meu filho fica aqui comigo!
Concordei com a cabeça, fria.
Isis:
— Você não pensa, né? Pelo amor de Deus, cara! Mas quer saber? Faz o que quiser. Vai pra merda.
Saí da sala dela descendo o morro, com o choro entalado. Quando cheguei em casa, fui terminar de arrumar minhas malas.
Vanessa:
— Ela não deixou, né?
Concordei.
Isis:
— Quando cheguei, a Paula tava saindo. Isso só fez eu ter mais certeza...
Alguém bateu na porta da frente. Minha mãe foi ver. Não demorou muito, e a Vg tava no meu quarto.
Vg:
— Vai... e que horas?
Olhei pra ela com os olhos brilhando de tanto segurar as lágrimas.
Isis:
— Às quatro da manhã.
Ela concordou e me entregou um bolo de dinheiro.
Vg:
— Passo aqui às três pra levar vocês pro aeroporto. O Ravi vai estar.
Concordei.
Vg:
— Que foi? Você tava certa. Eu não ia conseguir proteger ele. E isso...
Isis:
— Sai, por favor, Vg.
Ela negou com a cabeça.
Vg:
— Não vou, até você me explicar o que tá acontecendo.
Cruzou os braços e se encostou na parede.
Isis:
— Eu não quero mais ter contato com você. Não quero mais nada com você, a não ser pelo Ravi. Você me faz mal, Virgínia. Tá acabando comigo, e você nem percebe.
Vg:
— Esse assunto de novo, Isis?
Concordei, já chorando.
Isis:
— Fica tranquila, Virgínia. Você nunca mais vai me ver tocando nesse assunto. Eu quero que você e todas as suas marmitinhas vão pro inferno. Só quero te ver por conta do Ravi.
Ela me olhou e negou.
Vg:
— Você sabe, tanto quanto eu, que isso é mentira. Você me ama, Isis.
Neguei com a cabeça.
Isis:
— Eu me amo muito mais. Muito mais, Virgínia. Eu sou linda pra caralho. Não preciso me rebaixar a certos níveis. Então, por favor... sai da minha casa.
Ela me olhou e saiu. Quando ouvi a porta do quarto bater, eu chorei feito uma criança.
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libertina
Fiksi RemajaCorre menor porque no morro do chapadão não tem dó e muito menos perdão Se você roda não abre o bico porque se dedurar vai aparecer morto e mãe vai chora em cima de caixão
