capítulo cinqüenta e quatro

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Narradora on
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Se passou mais um ano, e agora sim posso dizer com toda certeza: muita coisa aconteceu. A nossa querida Ísis está vivendo o que sempre sonhou — a família dela está completa.

Melissa:
— Pode deixar que eu vou narrar agora. Afinal… estou aqui de cima, vendo tudo.

Escritora:
— Já que insiste, fique à vontade.

E é com ela que a gente continua…

Muita coisa mudou. E, adivinha? A Ísis e a Vg conseguiram construir a família que sempre quiseram. Com amor, com luta, com cuidado, e principalmente com respeito.

A Vg cumpriu a promessa que fez pro pai naquela conversa na praia. Hoje, ela faz questão de dizer, com orgulho no peito, o quanto admira os filhos — cada conquista, cada passo, cada traço da personalidade deles.

Tem uma fala da Vg que eu nunca mais esqueci. E acho que vale a pena registrar aqui, porque é uma daquelas lições que tocam o coração:

"Nenhum filho meu vai ter que se assumir hétero ou LGBT. Eles só têm que me apresentar quem escolheram amar, e eu vou respeitar."

Foi bonito de ouvir. Foi bonito de viver. E é bonito de lembrar.

Pais assim, o mundo precisa de muitos.

Mas calma, que não para por aí. Vamos voltar à nossa história...

A Sereia, nossa Bárbara, segue firme — agora como madrinha da Luar, e conselheira oficial de mães de primeira viagem. A casa vive cheia de gente rindo, comendo e compartilhando os dias bons e os difíceis.

E quem também surpreendeu foi a Ísis: sim, ela casou!
De vestido branco, véu, buquê e tudo o que tem direito. Isso mesmo. Estão firmes, se amando e crescendo juntos.

Mas não foram só elas que deram um passo importante.

Até o Terror, minha gente... milagres acontecem!
Ele apareceu todo alinhado, de terno e sapato engraxado. Disse que era padrinho e não podia fazer feio. Chorou feito criança na entrada da noiva.

Quanto às meninas… ah, elas cresceram.

A Luar é esperta demais, cheia de energia, e colada com o irmão, o Ravi. Parece até que nasceram conectados. Onde um vai, o outro tá colado.
"Essas meninas vai me dar dor de cabeça"  ela vive dizendo.
Mas é aquele tipo de dor boa, de quem ama demais.
E tem a Melanie Cecília… minha menina.
Ela cresceu. Forte, sensível, sonhadora. E muito parecida com a mãe.

Ela e a Luar vivem grudadas também. Como irmãs. Como melhores amigas.
A Melissa, de onde estiver, sorri cada vez que vê isso.

Porque, afinal, essa história foi escrita por muitas mãos. Mas daqui pra frente… é com eles. Com os pequenos que cresceram em meio a amor, resistência e afeto. Que vão descobrir o mundo, os sentimentos, os desafios e as alegrias de viver sendo quem são.

E, um dia, quando a Melanie Cecília completar 15 anos... ela vai abrir aquela caixa. A que a Melissa deixou. A que guarda cartas, sonhos, confissões e o amor de uma mãe que, mesmo tendo ido embora cedo demais, nunca deixou de estar presente.

E nesse dia...
A história vai recomeçar.

Porque…

✨ A Vg sempre será a patroa.
✨ A Ísis sempre será nossa anjinha.
✨ E uma mãe incrível, que criou os filhos com todo o amor ao lado de outra mulher.
✨ A Bárbara sempre será nossa Sereia — firme, forte, e com o coração no lugar certo.
✨ A Luar ainda tem muita história pra contar.
✨ E Melanie Cecília… ah, essa menina... vai emocionar vocês de novo.

libertinaOnde histórias criam vida. Descubra agora