A Ísis já tinha saído para a missão dela. Ia fazer uma semana. Ela já tinha dado sinal de que na sexta iria com a menina para o shopping, e a gente já ia fazer o nosso. Tinha acabado de colocar o Ravi para dormir e fui arrumar as coisas no quarto, que estava uma bagunça — se a Ísis visse, me matava. Arrumei tudo e deitei para assistir, mas logo apaguei.
Acordei com o despertador tocando, fui no quarto do Ravi que dormia um sono gostoso.
VG – Filho, acorda, tá na hora de ir pra escola.
Ele sentou na cama, beijou minha bochecha e levantou, indo para o banheiro. Arrumei a roupa dele, coloquei na cama e fui pro meu quarto, arrumei minha roupa e fui jogar uma água no corpo.
Já tinha levado o Ravi para a escola e estava resolvendo uns assuntos da boca, quando o Tzinho entrou sem bater, fazendo uma dança estranha.
VG – E qual foi essa felicidade toda?
Ele sentou na cadeira, na minha frente.
Tzinho – Sábado eu e a Sereia vamos descobrir se é meu filho ou minha filha. E no domingo a gente vai, nós cinco, na pizzaria.
Dava pra ver que ele estava feliz pra caramba. Imagino o porquê.
VG – Sim, senhor. Para isso só precisamos trazer a Ísis o mais rápido possível.
---
Estava sentada na cama colocando meu tênis. A Ísis tinha acabado de sair do banho.
Isis – Amanhã eu quero ir ver ela e pedir desculpas por ter feito isso.
Sentou do meu lado, colocando o salto.
VG – Amor, você sabe que não pode.
Segurei o queixo dela e dei um selinho.
Isis – Você que manda, mas deixa eu ir ver ela.
Ela jogou o cabelo e foi passar batom.
VG – Se me lasca, loira.
A porta abriu e o Ravi veio correndo, pulou na cama.
VG – Não arrumou o cabelo, filho?
Ravi – Esqueci, mamãe.
Ele foi onde a Ísis estava, pegou a escova, arrumou o cabelo e voltou correndo pra mim.
Ravi – Pronto, mamãe!
Ele ergueu os braços. Eu levantei e peguei ele no colo.
VG – Vamos, Ísis? O Tzinho já está lá.
Fui saindo com o Ravi.
Ravi – Mamãe, como a gente vai saber se vai ser menina ou menino?
Ele deitou a cabeça no meu ombro e ficou fazendo carinho na minha bochecha.
VG – Vai ter um bolinho bem pequeno só pra Sereia e o padrinho. Daí a cor que tiver no bolinho é... entendeu?
Ele concordou com a cabeça. Coloquei ele no banco de trás, coloquei o cinto na cadeirinha, entrei e liguei o carro. Depois de um tempo, Ísis entrou.
Isis – Vamos?
Concordei e saí com o carro.
Isis – Acredita que eu tô namorando o armário da cozinha?
Olhei minha mão, estava sem aliança.
VG – Fui lavar a louça, tirei e esqueci de colocar.
Peguei a aliança e coloquei no dedo.
Demorou uns quinze minutos e cheguei na pizzaria. O Tzinho e a Sereia estavam em uma mesa na frente. Sai, abri a porta de trás, tirei o Ravi, que veio pro meu colo. Tranquei o carro, segurei a mão da Ísis e fomos até eles.
Sereia – Olha que família perfeita.
Dei um beijo na bochecha dela e sentei. Coloquei o Ravi do lado da Ísis e sentei na ponta da mesa.
Ravi – Padrinho, já vai comer o bolinho com a cor?
Tzinho riu.
Sereia – Então, vamos?
Ela pegou uma caixinha, abriu, e tinha um bolinho bem pequeno.
Tzinho – Rapaz, pode morder aí que eu vou ficar só olhando.
Barbara riu e mordeu. Dentro do bolo era azul.
Tzinho – Um menino, rapaz! Um menino!
Ele abraçou ela, e era nítida a felicidade dos dois.
---
A gente estava indo embora. Eu estava de mãos dadas com a Ísis, que estava com o Ravi no colo. A Sereia estava do meu lado, e o Tzinho do lado dela. Barbara saiu do lado do Tzinho e começou a dançar na nossa frente.
Tzinho
Eu estava com uma felicidade que só Deus. A Barbara saiu do meu lado e começou a rodar, dançando na nossa frente. Ela parou na frente da VG e ficou me olhando. Eu não entendi nada.
Sereia – Thiago, nosso filho.
Ela olhou pra barriga que estava com uma marca de bala e caiu de joelhos no chão. Corri até ela, abraçando.
Tzinho – Calma, não vai acontecer nada.
Apertei o local, e a VG chegou correndo com o carro.
VOCÊ ESTÁ LENDO
libertina
Ficção AdolescenteCorre menor porque no morro do chapadão não tem dó e muito menos perdão Se você roda não abre o bico porque se dedurar vai aparecer morto e mãe vai chora em cima de caixão
