Capítulo Vinte E Nove

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Isis on

Távamos descendo do carro na entrada do morro, e eu tava com uma puta saudade do lugar.

Vg — Vamos pra minha casa. — Concordei e paramos pra VG falar com os vapores.

Vg — Tavam com saudade? Se prepara que amanhã tem trabalho. — Ela dava risada e eu negava com a cabeça.

Vg — Vão arrumar um carro pra mim que vocês ganham minutos a mais. — Eles saíram correndo.

Isis — Meu Deus, VG, como você consegue? Você acabou de chegar! — Ela começou a rir e acordou o Ravi.

Ravi — Já chegamos, mamãe! — Concordei, e um vapor chegou com o carro. Coloquei o Ravi no carro enquanto os vapores colocavam as malas. Entrei no carro e sentei no banco do passageiro; a VG entrou.

Vg — Liga pro meu pai e fala que tamo aqui.

Isis — Você acha que ele já não sabe? Logo nesse morro só tem vapores fofoqueiros. — Ela me olhou com uma cara de indignação.

Vg — Fofoqueiro não, cara, eles só passam as informações pra que todo mundo fique ciente do que acontece. — Neguei, rindo.

Isis — Cara, sabe o que eu tava pensando? A gente viajou pra caramba essa semana, né? — Ela concordou, nem dando muita atenção. — Foi legal, era isso. — Comecei a rir.

Vg — Doidona, tio, eu também!

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Vg on

Tava chegando em casa, a Isis não parava quieta, queria falar alguma coisa — conheço essa daí de olhos fechados. Cheguei em casa, coloquei o Ravi na cama, que tava dormindo, e fui pro quarto. A Isis tava saindo do banheiro.

Vg — Que foi, minha loira? — Sentei na cama e puxei ela pro meu colo.

Isis — Nada, só tô um pouco cansada. — Neguei. — Sério, cara, só tô cansada.

Vg — Te conheço, loira. Fala aí o que tá rolando, cara. — Coloquei o cabelo dela pro lado; ela fez uma carinha triste.

Isis — Tava pensando em umas coisas, só isso. Vai tomar banho e vamos deitar, tá bom? — Ela me deu um beijo e levantou pra colocar uma roupa.

Vg — Pensando no quê, cara? Abre o coração aí. — Ela negou.

Fui pro banheiro, joguei uma água no corpo e voltei pro quarto. A Isis tava deitada no canto, quieta. Coloquei uma roupa e deitei na cama, abraçando ela.

Vg — Fala aí, loira, o que aconteceu com você, bebê? — Ela olhou pra mim e sentou na cama, me encarando. Sentei também, encarando ela.

Isis — Não é nada, é só que eu sei que isso não vai durar muito. Agora é uma invasão, daqui a pouco alguém leva um tiro. — Continuei encarando ela.

Vg — Lembra o que eu te falei quando a gente se conheceu, quando eu tava indo embora da sua casa? — Ela negou. — Só vou morrer depois que eu for a dona da porra toda e você, a primeira dama. Ainda não sou dona da porra toda, mas espera que daqui a pouco você será minha primeira dama. — Ela sorriu com aquele sorriso que eu amo ver, e eu não ia deixar nada ferir a minha família. Agora sim eu ia começar a construir meu futuro com essa anja do inferno. Sabe de uma coisa? Demorei muito.

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Tzinho on

Vamos mudar um pouco também, vou participar desse caralho.

Tava descendo o morro, tinha pegado turno na laje da vinte, já vi a sereia subindo o morro, devia estar saindo da barreira.

Tzinho — A sereia não deveria estar no mar? — Ela parou e ficou me olhando, de braços cruzados.

Sereia (Bárbara) — O senhor, Tzinho, não deveria me levar pra lanchar, mas já que tá na atividade hoje, peço pra outro. — Ela saiu andando, rindo. Neguei com a cabeça e fui pro meu posto, quase dormindo, falei pra tu serim.

Terror — Aqui pra você. — Jogou uma garrafa de energético, eu nem tinha visto ele chegar.

Tzinho — E aí, qual foi? O que tá fazendo aqui? — Ele sentou do meu lado, arrumando o fuzil.

Terror — Vim bater um papo só. — Concordei. — Vou colocar a sereia na atividade dos caminhões, a mina é boa na mira.

Tzinho — Tu que vê isso com ela e a VG, eu não tenho nada a ver. — Tomei meu energético.

Terror — Já ficou com ela? Mina mó firmeza. — Neguei. — Mas que... — Neguei de novo. — Te conheço, é minha cria. Se acha que eu não conheço, tá na da mina, mas só pega puera, vixi rapaz.

Tzinho — Ideia mais torta, irmão. Tenho que trabalhar. Se for atrapalhar meu corre, mete o pé, eu também. — Ele negou, rindo, e saiu. Cada ideia torta que eu tenho, eu pouso naquela mina, nunca.

libertinaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora