Isis On
A Vg saiu vazada de moto, o Terror me deixou em casa. Fui pro meu quarto e fiquei arrumando umas coisas que faltavam pro salão e pra loja. Passei um tempão lá até alguém bater na porta.
Vanessa:
— Filha, eu tava pensando aqui, bem que a gente podia ir lá no seu Magalhães tomar uma cerveja, né? Daí eu aproveito e vejo como ele tá.
Concordei, fechando meu notebook.
Isis:
— Vamos sim, só vou jogar uma água no corpo, tá?
Ela concordou e saiu do quarto. Fui no banheiro, tomei um banho rápido, coloquei um short jeans claro e uma blusa azul forte de alça, peguei uma sandália e meu celular e fui pra sala onde minha mãe estava.
Vanessa:
— Vamos.
Concordei.
— Sabe o que eu tava pensando, filha? Eu queria ir no baile sábado. Nunca fui nesses três anos que moro aqui no morro.
Isis:
— Sim, mas eu quero ficar longe do camarote.
Quando falei isso, lembrei que não tinha contado esses detalhes pra minha mãe.
Vanessa:
— Como assim, Isis?
Parei, cruzando os braços.
Isis:
— Então, mãe, eu passei uma semana na casa da Vg, e nas duas vezes que eu fui no baile, tive entrada “VIP” no camarote.
Fiz aspas no “VIP”.
Vanessa:
— Mas até agora você não me disse de onde surgiu essa menina. A gente mora aqui há um bom tempo, nunca vi ela. Minha mãe sempre falou pra mim que, se quisesse ficar com vapor, ficava mais pra mim, nunca, né? Envolver com linha de frente?
Isis:
— Ela tava presa antes mesmo da gente se mudar pra cá. Foi solta no dia que a senhora viajou.
Minha mãe arregalou os olhos.
— Ela é filha do Js e sobrinha do Terror, gerente da boca central e a dama do PCC.
Minha mãe ficou sem reação.
Vanessa:
— Não vou te falar nada, Isis.
Mudamos de assunto, chegamos no bar, sentamos e pedimos uma cerveja. Não demorou muito pra quase todos os vapores estarem lá, até mesmo o Terror e o Js. Não disseram nada, mas o Terror veio na minha direção e o Js atrás — puta que pariu.
Js:
— E aí, Isis, pode sentar?
Concordei, ela já puxou a cadeira e sentei. O Terror fez o mesmo. Não demorou muito, o Tzinho e o Pirulito também estavam sentados na minha mesa.
Terror:
— Viu a Vg?
Neguei.
Tzinho:
— Última vez que vi ela, ela tava saindo do morro, foi na hora que eu cheguei, tava na contenção.
Js:
— Ela mandou o papo que vai pra SP resolver algumas pendências.
Arregalei os olhos.
Terror:
— Ninguém me fala nada sobre essas paradas. Ela não podia sair do morro até segunda-feira, não deu 14 dias. Ela tem até amanhã cedo pra voltar, ou pro pai ligar falando que ela tá resolvendo as paradas com ele.
Levantou bravo da mesa.
Tzinho:
— Vou ligar pra ela.
Levantou da mesa e saiu com o celular na mão.
Js:
— A Vg de cinco anos atrás era mais responsável que essa.
Neguei com a cabeça.
— Ela pode ser cobrada pelo negócio da Paula e agora ela viaja antes dos 14 dias. Porra, onde tá a cabeça dessa menina?
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libertina
Ficção AdolescenteCorre menor porque no morro do chapadão não tem dó e muito menos perdão Se você roda não abre o bico porque se dedurar vai aparecer morto e mãe vai chora em cima de caixão
