Isis On
Acordei com uma fome que parecia que eu não comia há dois anos. A Vg tava abraçada em mim ainda. Levantei com cuidado pra não acordar ela e fui tomar banho. Fiz minhas necessidades, coloquei um short folgado e fui preparar o almoço. Já era meio-dia e meia.
Coloquei os ovos e as batatas pra cozinhar e aproveitei pra dar uma ajeitada na casa. Domingo que é domingo tem que ter maionese e frango assado. Depois que arrumei tudo, fiz a maionese, peguei trinta reais em cima da geladeira, coloquei uma blusa por cima do short e fui comprar o frango. Era aqui perto, então foi vapit-vupt.
Comprei um frango e um refrigerante e voltei pra casa.
— Isis! Cola aqui — o Tzinho me chamou do outro lado da rua. Fui em direção a ele.
— Que foi?
Ele chegou bem perto, acho que era pra os outros não escutarem.
— A Vg tá na sua casa?
Concordei com a cabeça.
— Ela sumiu ontem depois que falou que ia te deixar em casa.
— Ela tá sim. Agora tenho que ir.
Ele concordou e saí andando em direção à minha casa.
Talvez alguém esteja se perguntando: "Mas ela é bi? Ou lésbica?"
Eu sou o clássico bi que pega 98% mulher e 2% homem.
Cheguei em casa e fui ver se a Vg ainda tava dormindo. Entrei no quarto e lá tava ela, dormindo toda espalhada na cama. Ri sozinha e fui terminar o arroz. Enquanto a água secava, arrumei a mesa e fiquei mexendo no celular. Quando o arroz ficou pronto, coloquei a panela na mesa e fui chamar a outra lá — odeio ficar chamando ela de Vg, aff.
— Acorda. — Balancei ela e nada. — Acorda, Vg!
— Pronto, acordei... — sentou na cama com os olhos pequenininhos e a cara toda amassada. Fofo.
— Vamo almoçar.
Quando eu ia passar pela porta, ela me chamou:
— Vem cá.
Fui ver o que ela queria, menina abusada.
Parei na beira da cama. Ela veio engatinhando até mim.
— Não ganho beijinho de bom dia?
Neguei com a cabeça.
— Ganha sim.
Ela me puxou pra cama sem me machucar, ficou por cima de mim, beijando meu pescoço até chegar na boca. Ficamos nos beijando até o ar faltar.
— Vou jogar uma água na cara e já vou almoçar — disse, levantando e indo pro banheiro.
Levantei também, arrumei a cama e fui pra cozinha. Coloquei o refri na mesa e a outra lá chegou com a cara lavada.
— Porra, faz tempo que eu não acordo com uma mesa dessa. Se você ficar com medo, pode me chamar pra dormir aqui mais vezes — riu enquanto se servia.
— E como a senhorita iria me defender?
Ela pegou a bolsa que tava pendurada na cadeira e tirou uma arma de dentro, colocando em cima da mesa.
— Tá bom, ok. Você tem como me proteger.
Ela riu e guardou a arma. A gente comeu de boa. De vez em quando eu fazia umas piadas nada a ver, e ela não entendia porra nenhuma.
— Já vou ir, branquinha. Vou com essa roupa mesmo, depois eu te devolvo.
Concordei e fui com ela até a porta.
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libertina
Roman pour AdolescentsCorre menor porque no morro do chapadão não tem dó e muito menos perdão Se você roda não abre o bico porque se dedurar vai aparecer morto e mãe vai chora em cima de caixão
