capítulo quarenta e três

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VG on

Eu estava deitada no quarto, abraçada com a Ísis, que estava quieta.

VG: O que você quer fazer hoje, vida?
Beijei o pescoço dela.

Isis: Só quero ficar deitada com você, quietinha está ótimo.
Neguei com a cabeça e a virei na cama, deixando-a reta. Fiquei por cima dela.

VG: Vai, vida, me conta o que aconteceu, por favor.
Ela começou a chorar. Sentei na cama e ela sentou também.

VG: Que foi, vida? Conta pra mim, deixa eu tentar te ajudar.
Isis: Eu queria começar nossa família, sabe? Eu sei que a gente acabou de começar a namorar, mas vida, meu sonho é ter um filho. Não que o Ravi não seja o suficiente, mas eu queria sentir essa sensação, sabe? A barriga crescendo, o bebê chutando...
Eu só concordei com a cabeça — eu sei como ela se sentia, eu também queria isso.

VG: Vamos fazer assim, vida — segurei a mão dela — a gente pesquisa, vê certinho, aí a gente decide o que fazer. Dinheiro a gente tem, isso não é problema. A gente estuda, procura um lugar bom, vê se é realmente isso que queremos, se vamos conseguir e tudo mais. Depois a gente decide direitinho.
Ela concordou.

Isis on

Pode parecer bobagem para alguns, mas pra mim é uma coisa enorme. Desde pequena sempre quis ter um filho ou filha vindo da minha barriga, sabe? Não estou dizendo que todas as mulheres têm esse sonho, porque não têm, mas eu tenho. É um sonho grande, sabe? Sentir o bebê chutando, dar o primeiro banho, amamentar... Isso estava me sufocando, sabe? Mas em momento nenhum quis pressionar a VG, porque nosso relacionamento ainda é recente, então preferi guardar isso pra mim.

A VG tinha ido tomar banho, eu pedi uma pizza de chocolate e continuei deitada na cama.

VG: Vida, vamos assistir um filme?
Ela deitou do meu lado, e eu deitei com a cabeça no peito dela.

VG: Amanhã você começa a pesquisar essas coisas, tá bom?
Ela beijou minha cabeça.

Isis: Tenho certeza, vida. Não quero te pressionar a nada. Se quiser, a gente espera mais um pouco.
Ela começou a fazer carinho na minha bochecha.

VG: Vida, eu quero também, mas vamos pesquisar direitinho antes, tá? Se for menina, vai ser Luar, já tô falando.
Olhei pra ela, rindo, quando alguém bateu na porta.

Isis: Vida, cadê sua carteira? Tô só com cartão.
Ela abriu a gaveta e jogou a carteira pra mim. Peguei e fui correndo abrir a porta: era um vapor.

Vapor: Chegou a pizza.
Concordei e fui até o portão, peguei a pizza e o refrigerante, paguei e entrei.

VG: Não tinha falado que tinha pedido comida?
Ela pegou o refrigerante e levou pra mesa, coloquei a pizza.

Isis: Eu não ia pedir, mas fazia tempo que não comia.
Ela abriu a pizza e me encarou.

VG: Sério, vida? Pizza doce?
Concordei, peguei um pedaço e fui pra sala, sentei no sofá, perna de índio. Logo a VG veio sentar do meu lado.

Isis: Vida, será que o Ravi gostaria de ter um irmão ou irmã?
Ela deu de ombros, parecia que não se importava com nada. Terminou de comer e eu passei o prato pro colo dela, ficando com uma perna de cada lado.

Isis: Tem que puxar a mim, porque se puxar você...
Ela negou, rindo, me deitou no sofá ficando por cima.

VG: Fica falando isso que vai vir minha cópia.
Ela começou a fazer carinho na minha bochecha com o dedão.

Isis: Não, tem que vir bem calmo, de boa.
Ela negou e me beijou, sentando no sofá de novo.

VG: Mas olha essas coisas aí, vê o valor, a clínica e tal. Daí a gente decide se faz ou não.
Eu concordei com a cabeça, sem falar nada — não sabia se ela estava falando isso por vontade ou só pra me agradar.

VG: Fica tranquila, Anja. Eu sei o que você está pensando. Eu quero também, tá? Quero muito.
Deitei com a cabeça no colo dela e dormi.

Um mês depois

Passou um mês e não mudou muita coisa. O Ravi estava estudando aqui no morro porque fora já tinha dado muita confusão. Eu e a Virgínia já havíamos visto tudo para fazer a fertilização in vitro, já tínhamos ido na ginecologista e tudo mais. Amanhã a gente ia na clínica.

Eu preferia fazer a inseminação, por ser mais barata e com as mesmas chances da fertilização, mas a VG achou melhor a fertilização. Tem bem poucas chances a mais, porém é um pouco mais caro.

libertinaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora