capítulo quarte e nove

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VG on

Eu ainda não estava acreditando. Esperava minha ficha cair. Olhei pra Ísis, que já tinha lágrimas escorrendo dos olhos. Depois olhei pra Melissa, que sorria olhando pra Ísis. O médico disse mais algumas coisas e a gente saiu, indo pro estacionamento.

Isis – Você viu? Vai ser nossa menina!

Ela me abraçou apertado, dei uma rodada com ela no ar e beijei até faltar fôlego.

VG – Nossa Luar tá vindo...

Ela sorriu, concordando. Abri a porta do carro pra ela, dei a volta e entrei. A Melissa já tava lá, com a cabeça encostada no vidro.

Melissa – Parabéns. É uma menina também.

Ela olhou pra mim e deu um sorriso.

Melissa – Vou pra casa que você pediu. A Sereia disse que tá tudo certo lá.

Ela só concordou.

Isis – Eu vou esperar vocês no carro. Enquanto isso, vou falando com a mulher da decoração do quarto. Pode ser?

Ela tava muito animada.

VG – Pode sim. E coloca as coisas da Cecília lá. A Melissa vai ficar um bom tempo em casa com a gente.

Olhei pra Melissa, que sorriu discretamente. Ísis já pegou o celular e eu continuei dirigindo, enquanto Melissa mantinha o olhar perdido pela janela.

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Melissa on

Eu nunca imaginei que voltaria praquela casa... ainda mais pra dar a pior notícia da minha vida.

Flashback on

Fábio – Eu gosto de você, e gosto de ficar com você.
Meu riso é tão feliz contigo.
Meu melhor amigo... é o meu amor.

Sorri, deitada na grama, olhando o homem que eu amava cantar.
Fábio – Você vai ver. A gente vai ter nossa família. Eu vou te tirar desse pesadelo todo.

Ele me beijou.

Melissa – Pois a família já está começando.

Ele sorriu daquele jeito que fazia meu coração se perder.

Fábio – Minha menina tá chegando...

Começou a me beijar com tanto carinho. Eu amava aquilo.

Fábio – Cecília. Nossa primeira filha. Cecília Malta. Vai ser perfeita, como a mãe.

Melissa – Vai ser linda. A coisa mais linda do mundo.

Fábio – Se a beleza mora no olhar, no meu você chegou... e resolveu ficar. Pra fazer teu lar.

Eu sorria toda boba. Ele me olhava com amor enquanto cantava.

Flashback off

Sai dos meus pensamentos quando o carro parou na frente da casa verde. Abri a porta, saí e fiquei parada diante do portão.

VG – Vamos?

Concordei.

VG – Tem trinta minutos, pode ser?

Assenti e fui andando até o portão. Bati palmas. Não demorou muito e a porta se abriu. Vi dona Vanda vindo na minha direção. Comecei a chorar.

Fábio – Te amarei de janeiro a janeiro, até o mundo acabar...

Eu vi ele ali, perto do portão. Pisquei, e ele não estava mais.

Vanda – O que foi, minha menina?

Ela abriu o portão, veio até mim e me abraçou.

libertinaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora