VG on
Ver a Isis topar um bagulho só por conta do morro foi estranho, principalmente porque ela não concorda com essas paradas de sequestrar alguém só para conseguir alguma coisa. Me impressionou ela ter aceitado isso de boa. Meu medo é que ela se meta em alguma coisa, leve um tiro ou até coisa pior. Só de pensar, o sangue ferve. Eu não posso perder ela agora, não agora que tô resolvendo tudo pra ficar com a minha loira, fazer uma família com ela. Desde que conheci ela, tudo mudou. Não sei como, mas não consigo ficar longe dessa anja do demônio.
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Isis on
Fiquei sentada no sofá pensando na escolha que fiz, se foi realmente a escolha certa me colocar nesse risco. Mas se o morro ficar sem armamento na primeira invasão, o Terror perde o morro, e se não, perde a vida. Então, o que custa eu fazer um pequeno esforço?
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Sereia on
Passou um tempo, não mudou muita coisa, só que eu entrei na mira da polícia e de alguns morros rivais. Porém, é a vida, não tem muito o que fazer. Tava na barreira só no meu corpo mesmo, porque meus pensamentos estão na puta que pariu.
Tzinho — Olha só se não é a mulher mais linda desse morro. — Beijou meu pescoço e parou na minha frente. Eu tinha ficado algumas vezes com o Tzinho, foi o único desse morro com quem passei dos beijos.
Sereia — Tá me elogiando assim por quê? — Coloquei meu fuzil nas costas e fiquei encarando ele.
Tzinho — Nada, apenas elogiando. Não pode? — Neguei rindo.
Sereia — Falo nada, aproveita que tá aí de boa e me leva pra casa. Acabou meu turno e não vou subir esse morro, não tô nem doida. — Ele concordou rindo e ligou a moto. Subi logo em seguida.
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Isis on
Terminei de fazer a janta e servi o prato do Ravi, que tava falando:
Ravi — Daí, mamãe, ele pegou e pintou a pedra como se fosse a rua! — Ele falava todo empolgado com o desenho.
Isis — Virgínia, vem comer! — Sentei comendo minha comida, e a Virgínia desceu mexendo no celular.
VG — Vai falar com o Terror de manhã? — Concordei. — Eu vou sair de manhã com o Ravi e vou passar pra pegar você na Boca para irmos almoçar fora, tudo bem?
Isis — Tudo bem. Quando terminar te mando mensagem. — Ela concordou e ficamos em silêncio.
VG — Depois que jantar, pode ir fazer o que tem pra fazer, a louça é minha. — Concordei, levantando e indo pro quarto arrumar minha roupa pra amanhã. Sei que minha mãe não ficaria feliz com isso, porém é a vida. Se eu posso ajudar, por que não tentar? Coloquei a roupa que tinha escolhido em um canto e fui tomar banho.
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VG on
Lavei a louça e fiquei na sala assistindo filme com o Ravi. Não deu dez minutos, ele dormiu. Levei ele pro quarto, coloquei na cama e fui pro meu quarto. A Isis tava sentada na cama mexendo no notebook, toda concentrada.
Isis — Eu tive uma ideia! — Olhou pra mim e veio correndo na minha direção, pulando no meu colo.
VG — Diga. — Fui andando com ela até a cama.
Isis — Eu tava vendo pra fazer faculdade, medicina ou enfermagem. Ainda tô decidindo. Isso poderia me ajudar no disfarce, eu não quero o diploma, quero o conhecimento, então não terá problema fazer usando outro nome. — Essa menina quer fazer mil coisas ao mesmo tempo, eu hein.
VG — Gostei. Amanhã você resolve isso com meu tio. Não vou me intrometer em algo que não concordo. — Deitei na cama e peguei meu celular.
Isis — Vai onde amanhã com o Ravi? — Neguei. — Fala Virgínia.
VG — Resolve os negócios da escola do menino. Eu vou, pode ser? — Ela negou.
Isis — Espera que eu vou com você. — Neguei. — Por quê não?
VG — Já falei que vou amanhã cedo, não falei? Então pronto, morreu o assunto. Agora podemos dormir? — Perguntei, encarando ela.
Isis — Podemos. — Guardou o notebook e deitou do meu lado.
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libertina
Teen FictionCorre menor porque no morro do chapadão não tem dó e muito menos perdão Se você roda não abre o bico porque se dedurar vai aparecer morto e mãe vai chora em cima de caixão
